 O sonho de Deus

Pr. lbio Menezes

   Parte I

Agradecimentos

Agradeo a Deus pelo privilgio de conhecer a verdade presente e por sentir os efeitos reais da prtica dessa verdade em minha vida.
Agradeo ao Pr. Sidionil Biazzi por passar esses conceitos de forma to clara nas classes do Mestrado em Teologia Pastoral. Atravs das anotaes de suas aulas,
surgiu o desejo de escrever sobre o "Sonho de Deus".
Agradeo aos pastores Paulo Santos e Raildes do Nascimento por me motivarem a escrever este pequeno livro.
Agradeo a Associao Norte Paranaense pelo apoio a este projeto.

Prefcio

     Escrever "O Sonho de Deus" foi um grande desafio e ao mesmo tempo uma oportunidade para relembrar que os sonhos de Deus atingem todas as pessoas em todos os
tempos e lugares.
     O primeiro contato com estas verdades foi quando, cursando o mestrado em Teologia, tive o privilgio de ter aulas com o Pr. Sidionil Biazzi. Ele incentivou
a todos a aceitarem a autoridade proftica na rea da sade.
     Um outro privilgio foi o de rever todo o material de sala de aula e prepar-lo na forma deste livro.
     Deus tem um sonho. Ele sonha que preparemos nossa mente para compreender Suas verdades. Ele sonha em ver uma igreja mais obediente ao que Ele revelou atravs
de Seus profetas. Ele sonha que O aceitemos como autoridade absoluta, inclusive na rea da sade.
     Sendo assim, falar de sade implica falar de autoridade. Quem  a autoridade na sua vida?
     O sonho de Deus  que Ele seja a autoridade plena e absoluta em sua vida.
     Que a leitura deste livro o ajude a entender esse princpio.

     Pr. lbio Menezes

Introduo



    As trs chaves



     Algum disse que cada pessoa recebe trs chaves ao nascer. A primeira chave  a "vida", a outra  a "sabedoria" e a terceira chave  a "felicidade".
     Todas elas tm sua importncia e devem ser usadas corretamente para abrir as portas que vo surgindo ao longo da vida.
     Deus sonha que usemos bem a primeira chave: a vida.
     O apstolo Joo, em seu evangelho, assim definiu esse sonho: "O ladro no vem seno para roubar e destruir; eu, vim para que tenham vida e a tenham em abundncia".1
     O grande desejo de Deus  que Seus filhos descubram os segredos da vida. Cristo, atravs dos profetas, mostrou-nos Seus segredos para termos uma vida abundante.
     Vida abundante no significa apenas a vida eterna, mas sim, vivermos com qualidade de vida hoje e em toda a nossa existncia. Qualidade de vida  o que mais
se fala nestes tempos modernos, mas nunca teremos esse estilo enquanto no usarmos a sabedoria, que  a segunda chave.
     O que  sabedoria? Disse Tamoyo Baus: " mais sbio o que sabe uma nica verdade do que quem sabe um milho de mentiras".
     A grande verdade  que a vida em abundncia est intimamente ligada a uma pessoa sbia. A sabedoria no  o mesmo que conhecimento. Sabedoria  o conhecimento
da verdade colocado na vida prtica.
     Neste livro apresentaremos muitas verdades e, se o seu desejo  ter qualidade de vida, essas verdades precisam fazer parte do seu dia-a-dia.
     Mas, o que  a verdade? A verdade no  uma teoria,  uma pessoa. "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertar".2 Portanto, todas as vezes que voc ouvir
uma verdade, no estar apenas tomando conhecimento de um conceito terico, mas estar recebendo parte do carter de Cristo Jesus. Por qu? Porque "Ele  a verdade
e a vida" (Jo 14.6).
     Todas as verdades foram reveladas por Algum que nos ama. Quando Ele revela verdades, Ele se expe a Seus filhos. S  possvel conhecer uma pessoa  medida
que ela se revela.
     Jesus Cristo nos tem mostrado verdades que podem nos tornar verdadeiros sbios para a vida eterna. As verdades reveladas por Deus tm um objetivo muito claro:
tornar-nos felizes.
     A terceira chave no  para um grupo fechado, mas o sonho de Deus  que todos Seus filhos a alcancem. No entanto, os seres humanos no esto buscando a felicidade
no lugar certo. Ela no est no prazer. Nem tudo o que d prazer gera felicidade.
     A felicidade tambm no est na beleza. Marilyn Monroe, o grande mito de Hollywood, apesar de ser a mulher mais bela do mundo em sua poca, ps fim  sua existncia
atribulada com a ingesto de 25 plulas de Neubutal.
     A felicidade no est na incredulidade. Os homens mais incrdulos do mundo, quando tiveram que encarar seus ltimos dias, revelaram a falta que fez um passado
com um relacionamento mais forte com Deus.
     Um exemplo disso  o que aconteceu com Dudley M. Canright. Ele foi um dos lderes do movimento adventista, mas com o passar do tempo comeou a descrer de um
nmero grande de verdades da Bblia e acabou saindo da igreja e escrevendo livros contra ela.
     Mas como morreu esse homem? Cinqenta anos aps a morte de Canright, a sua ex-secretria escreveu um livro onde relatou as reaes de completo desespero de
quem estava morrendo como um incrdulo. "Sou um homem perdido! Perdido! Perdido!"3
     Antes de morrer, seu amigo Reavis ouviu: "'Eu me alegraria, se pudesse voltar atrs, mas no posso!  demasiado tarde! Estou perdido para sempre!' Dirigindo-se
ento a Reavis, com o rosto umedecido pelas lgrimas exortou-o: 'Faa voc o que quiser, mas no combata nunca a mensagem'".4
     Onde est a felicidade? "Bem-aventurado aqueles que lem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas que nelas esto escritas, pois o tempo
est prximo".5
     A felicidade est em Jesus Cristo, e podemos conhec-lo atravs da Palavra revelada. Somente assim encontraremos o caminho da felicidade.
     "Cristo  a fonte da gua viva, e a felicidade que dEle emana no pode jamais falhar".6
     O sonho de Deus  que tenhamos vida e vida em abundncia, mas isso s ser possvel se formos sbios. Conhecer a verdade  uma marca de um verdadeiro sbio.
     As verdades que voc tomar conhecimento a partir deste momento tm como objetivo torn-lo sbio e feliz.
     Envolva-se no sonho de Deus, no s conhecendo as verdades, mas vivendo os maravilhosos conceitos deixados por um Pai cheio de amor para com Seus filhos.

#Captulo Um


Um Deus que ama


     Acredito que a grande maioria das pessoas no tem dvidas de que Deus nos ama. Temos prova suficiente para fazermos essa afirmao.
     Olhando a natureza vemos inmeras evidncias de um Deus que ama. A variedade de cores com os seus variados matizes. Os pssaros com suas formas, sons e cores
diferentes. Enfim, a natureza nos ensina que o Deus criador  um Deus que ama. E a Bblia  clara em afirmar que o carter de Deus  amor: "Aquele que no ama, no
conhece a Deus; porque Deus  amor".7
     H algum tempo li um livro onde o autor escreveu que quem ama faz pelo menos quatro coisas de forma visvel.
     Em primeiro lugar, quem ama cuida. Em segundo, aquele que ama se torna responsvel pela felicidade daquele que  objeto do seu amor.
     Em terceiro lugar, quem ama respeita a pessoa amada e, por ltimo, quem ama conhece quem est amando.
     Essas quatro marcas de amor so visveis no trato de Deus para com Seus filhos. Se olharmos a forma como Ele tratou Ado e Eva, no Jardim do den e fora dele,
veremos com muita facilidade essas quatro marcas.
     Deus cuidou de Ado e Eva dando o melhor ambiente, a melhor comida e o melhor lugar para que pudessem construir sua famlia. Ele cuidou das necessidades de
Seus filhos.
     L no den, naquela sexta-feira, Deus viu que Ado no estava feliz. Todos os animais estavam acompanhados, mas Ado no. Deus era responsvel pela felicidade
de Ado e logo cumpriu seu papel providenciando para ele uma companheira, a linda Eva.
     Ainda no Jardim, Deus deu a Ado a tarefa de colocar nome em todos os animais. Ado cumpriu sua tarefa e Deus o aplaudiu, aprovou, concordou com o que ele havia
feito.
     E por ltimo, quem ama conhece.  impossvel conhecer algum sem dedicar tempo. Deus tem todo o tempo para estar com Seus filhos, e nos d um belo exemplo de
dedicao. No den, Ele vinha conversar com o casal todos os dias ao entardecer (Gn 3.8).
     Precisamos dedicar tempo a quem amamos, para que possamos realmente conhecer essa pessoa.
        Acrescento agora mais um item do que li no livro: aquele que ama se revela, se d a conhecer, se mostra.
     Um Deus que ama no pode se esconder. Alis,  o medo que leva as pessoas a se esconderem, mas o amor nunca nos levar a fugir de quem amamos.
     Um Deus que ama Se revela, mostra o que pensa, o que sente e como espera que Seus filhos vivam aqui neste mundo.
     H um outro detalhe: s nos revelamos a pessoas que julgamos importantes para ns. No samos por a contando nossos segredos para qualquer pessoa. Contamos
nossos mais ntimos pensamentos para quem  importante para ns.
     Ao Se revelar, Deus est nos dizendo que somos muito importantes para Ele. Talvez bem poucas pessoas nos valorizam, mas para o Deus criador do cu e da Terra
todos ns somos muito importantes.

     Como Deus Se apresenta

     Deus usou profetas e profetizas para dar-Se a conhecer. Esses homens e mulheres tinham o privilgio de ouvir coisas preciosas de Deus, atravs de sonhos e vises,
e depois contar ao povo. "Certamente o Senhor Jeov no far coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas".8
     Muitas pessoas tm questionado a natureza de Deus. Afinal, qual  a natureza de Deus?
     Os profetas revelaram que Deus  amor. Deus no tem amor, Ele  amor, Sua natureza  amor. Essa foi a grande mensagem que os profetas tiveram o privilgio de
transmitir (I Jo 4.8).
     Portanto, a natureza de Deus  amor, no porque ele ama, mas porque Ele  amor.
     Os profetas revelaram algo mais sobre a natureza de Deus: "Ora, o Senhor  esprito; e onde est o Esprito do Senhor a h liberdade".9
     O fato de Deus ser amor e ser esprito significa que Ele tem uma natureza espiritual marcada pelo amor. Lembre-se: ser de natureza espiritual  ser de natureza
amorosa, e ser de natureza amorosa  ser espiritual.
     Analisemos agora Ado e Eva quando foram colocados no jardim do den. Por terem sido criados perfeitos, eles usaram a liberdade que Deus lhes havia dado e escolheram
desobedecer a uma ordem de Deus. Como conseqncia do pecado, eles perderam a natureza amorosa e deixaram de ser dominados pela natureza espiritual.
     Isso no quer dizer que estamos perdidos para sempre, pois um Deus que ama cuida e Se revela. H salvao para o culpado e os profetas revelaram o plano para
isso: "Cr no Senhor Jesus Cristo e sers salvo, tu e a tua casa".10
     O processo de redeno restaura no homem a natureza espiritual e, conseqentemente, a natureza amorosa.
     Devemos lembrar que seremos to ou mais santos quanto mais e mais a natureza amorosa for se desenvolvendo em ns. Santo no  aquele que  canonizado, mas 
aquele que comea a desenvolver a natureza amorosa de Cristo. Santo  aquele que cada dia busca viver como Cristo viveu. O maior milagre de um santo no  a cura
de algum, mas a cura de si prprio.
     Neste mundo somos santos no quando deixamos de pecar, mas quando desenvolvemos uma natureza amorosa. Ter essa natureza significa sofrer pelo bem do outro.
As pessoas que convivem conosco precisam ver em ns essa natureza.
     Ser transformado pelo esprito  estar disposto a sofrer para que a natureza espiritual ou amorosa seja restaurada em ns.
     Ter a natureza amorosa no significa que nunca mais vamos sentir um momento de irritao, mas quando isso acontecer logo haver uma reao da natureza amorosa
que j estar forte em nossa vida e ento procuraremos a pessoa ofendida para pedir perdo.

     O sonho de Deus

     O grande sonho de Deus  ver Seus filhos reagindo contra o mal que est impregnado em nosso corpo.  ver cada dia nos Seus filhos a natureza amorosa ficando
mais e mais forte, at este ponto:
     "O amor :
     Sofredor
     Benigno
     No  invejoso
     No trata com leviandade
     No se ensoberbece
     No se porta com indecncia
     No se irrita
     No suspeita mal
     No julga com injustia
     Mas julga com a verdade".11
     Essa  a sntese do que  uma natureza amorosa.
     Paulo est falando da natureza de Cristo. Assim viveu Cristo e assim devem viver os que se dizem cristos. E essa  a nossa luta diria. Precisamos lutar contra
as nossas tendncias e aceitar que a natureza amorosa de Cristo  o nosso alvo.
     Quando compreendermos a natureza de Deus como sendo espiritual e que isso significa que  uma natureza amorosa, ento estaremos conhecendo a Deus no sentido
mais amplo e profundo.
     Cristo Jesus, em Seus relacionamentos e obra, oferece uma clara viso de como o homem foi criado e para qu foi criado. A Bblia nos confirma isso.
     A Bblia foi escrita para nos ajudar a conhecer a Deus e os Seus caminhos. Ela existe para nos motivar e nos desafiar a seguir o plano de Deus. Ela apresenta
com muita honestidade exemplos de pessoas que viveram intensamente a natureza amorosa e outros exemplos de pessoas que a desprezaram.
     Vou relembrar trs exemplos de homens que desenvolveram a natureza amorosa.

     O bom Samaritano

     O Dr. Lucas narra a histria do bom samaritano no captulo dez do seu livro.
     Quem revelou natureza amorosa: quem estava cuidando dos deveres religiosos ou um homem com ocupaes comuns?
     Embora aqueles homens estivessem cuidando da religio, eles no tinham a natureza amorosa. Essa natureza no  desenvolvida pelos ttulos, cargos, ou quando
trabalhamos o dia inteiro para Deus.
     Na histria, dois homens dedicavam todo o seu tempo a Deus e  sua obra aqui nesta terra, mas no eram homens espirituais, ou, no tinham a natureza amorosa.

     A mulher adltera

     No evangelho de Joo, no captulo oito, ele narra a histria da mulher adltera. Ela foi levada por homens srios e que prezavam pela tica e pelos bons costumes,
mas ao usar esse triste exemplo de uma sociedade corrompida, eles evidenciaram um mal muito maior do que a prostituio.
     Eles levaram a mulher para colocar Jesus em dificuldade contra as autoridades civis ou religiosas. Para qualquer lado que Jesus fosse Ele teria problema.
     Os homens, corretos aos olhos humanos, diante de Jesus e da mulher adltera mostraram o mal que os consumia, o dio, a vingana e a inveja.
     Jesus tratou a mulher como devemos tratar os que erram. No condenar pelo fato de estar no erro, nem apoiar a continuidade do mesmo.
     S quem for espiritual e possuir uma natureza amorosa forte conseguir condenar o pecado e amar e respeitar o pecador.

     As crianas

     O evangelista Mateus cita, no captulo dezenove e o verso treze, o momento em que as mes levaram seus filhos para que Jesus os abenoasse.
     Os discpulos reclamaram que Jesus no tinha tempo para fazer coisas simples, como orar pelas crianas.
     Jesus reagiu ao ver tal comportamento e pediu que deixassem livres as crianas para irem at Ele (Mt 19.14).
     Jesus apelava para que os respeitados homens do Seu tempo olhassem mais para as crianas.
     "Em verdade vos digo que, se no vos converterdes e no vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos cus".12
     Quando crianas brigam, quanto tempo dura? E quando adultos brigam, quanto tempo dura?
     A criana expressa com naturalidade o esprito de perdo, mas vai crescendo e perde o esprito da natureza amorosa, e a est toda a base dos conflitos.
     As crianas j nascem com as inclinaes para o mal, mas a natureza amorosa  mais marcante, e elas podem fazer coisas maravilhosas que envergonham muitos adultos.
        Julios, um menino americano de nove anos, se preparava para desfrutar as frias de vero. Mas antes que as aulas acabassem ele estava se comportando de uma
forma muito estranha. No queria mais brincar nem comer. Estava muito aptico com as coisas normais de uma criana.
       O mdico foi consultado e mais tarde o terrvel diagnstico: Julios estava com cncer. Precisava fazer quimioterapia e todas as suas frias de vero foram
gastas com mdicos e exames.
     O ano escolar estava comeando e Julios no queria ir  escola. Os pais e psiclogos trabalharam intensamente para que ele enfrentasse os colegas, com os sinais
da quimioterapia. Ele aceitou ir para a escola, mesmo no tendo cabelo.
     A professora de Julios soube da dificuldade que ele estava enfrentando e tentou ajud-lo. No primeiro dia de aula, Julios chegou quando todos j estavam na
sala. O pai o deixou na porta e agora ele teria que encarar os colegas sem nenhum cabelo. Quando ele entrou na sala teve uma surpresa: todos estavam carecas. A professora,
os meninos e as meninas. Todos se fizeram carecas para que Julios se sentisse melhor.
     Quem ama conhece a dor do seu irmo. Quem ama sabe se colocar no lugar da pessoa que est sofrendo. Quem ama busca conhecer a pessoa que ama.
     Deus te ama e Ele vai cuidar de voc, caso seja permitido.

#Captulo Dois


    Tal Pai, tal filho


     Como vimos no captulo anterior, a natureza de Deus  amorosa e espiritual. Mas o que Ele espera que Seus filhos sejam?
     O Apstolo Paulo assim descreveu o sonho de Deus para Seus filhos: "Vs que sois espirituais".13
     Deus espera que sejamos espirituais. Ele espera ver em ns a mesma natureza que Ele tem.
     Mas o Criador sabe o que aconteceu com a natureza perfeita e pura que Ado e Eva possuam no jardim do den. Ele sabe que a natureza amorosa e espiritual se
perdeu com a desobedincia desse casal.
     A Palavra de Deus foi deixada de lado e a palavra de Satans teve maior peso na vida do santo casal. Eva queria saber que mistrio estava escondido na rvore
proibida. Estava curiosa para ver algo que no estava revelado para eles.
     A sugesto de Satans foi aceita. Eva comeu do fruto que Deus ordenara que no comesse e ento as conseqncias vieram.
     "Pela sua transgresso, tinham aberto o caminho para Satans ganhar mais fcil acesso a eles, e no era seguro permanecer no Jardim do den, pois em seu estado
pecaminoso poderiam ter acesso  rvore da vida e perpetuar uma vida de pecados. Suplicaram que lhes fosse permitido permanecer, embora reconhecessem terem perdido
todo o direito ao abenoado den".14
     Surge assim a natureza carnal. Ado e Eva passam de espirituais para carnais, e seus filhos herdam essa nova natureza. Isso foi o que o casal ganhou por ter
desobedecido a ordem de Deus.
     Possuir a natureza carnal significa que a vontade de Deus no estaria em primeiro lugar na vida dos filhos de Ado e Eva, mas sim a vontade humana, com suas
tendncias e desejos. A natureza carnal  que ditaria as ordens a partir daquele momento.
     "Foi-lhe mostrado que a degenerescncia moral, mental e fsica seria para a raa o resultado da transgresso, at que o mundo se enchesse com toda espcie de
misria humana".15
     Mas no est tudo perdido. H esperana. L no den foi prometido o libertador. Ali no Jardim foi feita a primeira promessa para quebrar essa fora que impele
o homem a fazer o que  errado.
     "E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferir a cabea, e tu lhe ferirs o calcanhar".16
     Deus prometeu colocar em ns uma reao contra o mal, mesmo aps Ado e Eva terem se vendido a Satans por uma curiosidade momentnea,
     O homem deve ao longo de sua vida buscar adquirir a natureza espiritual, que  a natureza de Deus, pois com essa natureza seu comportamento ser marcado pela
natureza amorosa e essa natureza implantada no homem se manifestar pelos frutos do esprito.
     Como saber se a natureza amorosa e espiritual faz parte de nossa vida? Jesus Cristo disse que ns seremos conhecidos pelos frutos (Mt 7.16). Ento que frutos
devemos produzir? A Bblia  clara em list-los para que ningum fique com dvida.
     "Mas o fruto do esprito : amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, f, mansido e temperana".17
     Satans implantou a natureza carnal e Cristo implantou a natureza espiritual. Hoje o ser humano vive no meio de um grande conflito.
     De Ado herdamos a natureza carnal, e de Cristo herdamos a natureza espiritual. Ao nos envolvermos nesse conflito, temos que descobrir algo muito importante:
"Quem" est por traz desse conflito.
     Aquele que ao longo da vida consegue reconhecer quando est sendo usado pelo inimigo de Deus, vai evitar muitas tristezas para ele e para aqueles que esto
ao seu redor.
     Um exemplo clssico desse conflito  o que aconteceu com os filhos de Ado e Eva, Caim e Abel. Eles tinham o melhor ambiente, a melhor comida, o melhor lugar,
mas a natureza carnal levou Caim a matar seu irmo Abel.
     Ao assassinar seu irmo, Caim estava sendo dominado pela natureza carnal, tornando-se naquele momento  imagem e semelhana de Satans.
     A natureza carnal alcanou Caim em pouco tempo. Relendo a histria encontramos os dois irmos conversando sobre uma ordem que Deus havia dado. Quando fossem
adorar o Criador, deveriam levar um cordeiro e oferec-lo em holocausto. Caim achava que poderia levar os melhores frutos da terra, visto que ele era lavrador e
no tinha ovelhas como o seu irmo Abel. (Gn 4.2-5).
     A conversa era de natureza religiosa. Eles estavam discutindo sobre a forma correta de adorao. Estavam falando sobre as coisas de Deus, mas Caim queria fazer
diferente, enquanto Abel queria cumprir o que Deus havia ordenado.
     Pense um pouco comigo: Qual seria o sacrifcio mais bonito? Qual o mais ecologicamente correto? Sangue ou frutas?
     Caim no conseguiu ver "quem" estava por trs da sua idia de apresentar frutos ao invs de um cordeiro.
     Em nossos dias no  diferente. A nossa luta no  contra a natureza carnal, pois ela permanecer conosco at aquele dia quando ser dito: "Porque convm que
isto que  corruptvel se revista da incorruptibilidade, e isto que  mortal se revista da imortalidade, ento cumprir-se- a palavra que est escrita: Tragada foi
a morte na vitria".18 Portanto, nossa luta  contra tudo que possa potencializar nossa natureza carnal.
     Vamos refletir um pouco nas seguintes perguntas: A grande maioria do que  apresentado na televiso potencializa a natureza carnal? E a maioria das bebidas?
O uso de certos tipos de alimentos ajuda a potencializar a natureza carnal? E o que falar de alguns estilos musicais? Aquilo que estamos ouvindo e vendo potencializa
nossa natureza carnal? Algumas roupas usadas hoje por um grande nmero de pessoas potencializam essa natureza?
     Somos advertidos de "...quo importante  guardar a mente de vagar por temas proibidos, ou de gastar sua energia em assuntos triviais. Os que no querem cair
presa dos enganos de Satans, devem guardar bem as vias de acesso  alma; devem-se esquivar de ler, ver ou ouvir tudo quanto sugira pensamentos impuros. No devem
permitir que a mente se demore ao acaso em cada assunto que o inimigo das almas possa sugerir".19
     Quatro mil anos aps a queda o apstolo Paulo assim descreveu os terrveis resultados da natureza carnal: "Porque as obras da carne so manifestas, as quais
so: prostituio, impureza, lascvia, idolatria, iras, pelejas, dissenses, heresias, invejas, bebedices, glutonarias".20
     Tudo isso so manifestaes da fragilidade humana. Quando olhamos para um pecador, precisamos ver uma alma fragilizada. Precisamos ver uma vtima de um mal
maior, e no apenas uma pessoa que errou contra algum ou contra a sociedade.
     Esse estado de fragilidade em nosso semelhante deve despertar em ns a vontade de ajudar, de prestar socorro.
     Deus tem advertido Seus filhos de todos os tempos. "Mortificai pois os vossos membros, que esto sobre a terra: a prostituio, a impureza, o apetite desordenado,
a vil concupiscncia, e a avareza, que  idolatria. Mas agora despojai-vos de tudo ... No mintais uns aos outros, pois que j vos despistes do velho homem com os
seus feitos".21
     Deus deseja que eliminemos a natureza carnal. Para isso acontecer no podemos aliment-la. Tudo o que pode incentiv-la ou fortalec-la tem que ser deixado
de lado.
     Se no trabalharmos contra a natureza carnal, ela seguir uma escalada de destruio em ns e atravs de ns, e nos tornaremos irreconhecveis.
     O apstolo Pedro descreve a degradao desta forma: "Mas eles difamam o que desconhecem e so como criaturas irracionais, guiados por instintos, nascidos para
serem capturados e destrudos; sero corrompidos pela sua prpria corrupo".22
     O ser humano, quando dominado pela natureza carnal, torna-se um animal irracional. Os animais irracionais agem por instinto. O pior efeito da natureza carnal
 levar as pessoas a agirem por instinto e no pela razo.
     Caim matou Abel porque no parou para pensar. Agiu por instinto.
     Moiss nos d outro exemplo da manifestao da natureza carnal. Ele viu um egpcio ferindo um judeu. Foi em defesa do escravo e matou o egpcio (x 2.11-12).
Ao fazer isso, Moiss estava agindo como uma criatura irracional. Pensava que estava preparado para libertar o povo de Deus, e o momento de agir chegara, mas Deus
mostrou que um lder que tinha a misso de libertar Seu povo no podia agir por instinto.
     Moiss precisava de uma escola. A durao das aulas seria de quarenta anos, tendo como sala de aula o deserto e os animais para pastorear. Ele precisava vencer
a natureza carnal, que o fez reagir por puro instinto, para s depois poder libertar o povo de Israel do cativeiro. Ele precisou ficar todo esse tempo no deserto
para desenvolver a pacincia a e natureza amorosa.
     Deus permite um "deserto" para cada um de ns. O tempo e o lugar so diferentes, mas todos temos a oportunidade de irmos ao "deserto" para que nossa natureza
possa ser mudada.
     Aps os quarenta anos, Moiss estava com a natureza amorosa e aprovado na escola de Cristo para liderar Seu povo. O Esprito Santo foi o agente transformador
em Moiss. S o Esprito Santo pode mudar ou eliminar nossa natureza carnal.
     O maior milagre que pode ocorrer numa pessoa no  a cura de uma doena, mas a mudana de sua natureza.
     Uma pessoa pode tornar-se poderosa na vida espiritual  medida que sua natureza carnal transforma-se em natureza amorosa. Para isso lembramos que essa natureza
carnal, que tantas dificuldades tm ocasionado para os filhos de Deus, no deve ser alimentada.
     Pense comigo: Filmes violentos, livros erticos, glutonarias, dana sensual, msica rock, alimentam qual das duas naturezas?
      "Muitos dos jovens so vidos por livros. Lem tudo que conseguem. Gravuras impuras tm influncia corruptora. Novelas so avidamente ouvidas por muitos, e
em resultado, a imaginao torna-se-lhes manchada. Fotografias de mulheres em estado desnudo so freqentemente oferecidas  venda".23
     O que nossa sociedade oferece, na sua grande maioria, contribui para o fortalecimento da natureza carnal e tem um poder corrosivo na natureza amorosa ou espiritual.
     "Essas imagens vis, recebidas por uma imaginao enfraquecida, corrompem a moral e predispem as pessoas iludidas e frvolas para que liberem suas paixes sensuais".24
     Se quisermos ser cristos com uma natureza espiritual forte e amorosa, precisamos ser radicais em alguns pontos. Quando convidado por nosso melhor amigo a ler
ou ouvir determinados assuntos, devemos recusar.
     "Evitem ler e ver coisas que sugiram pensamentos impuros. Cultivem as faculdades morais e intelectuais. No deixem que essas nobres qualidades sejam enfraquecidas
e pervertidas pela muita leitura, mesmo de livros de contos".25
     Ns somos aquilo que vemos, ouvimos, comemos e bebemos, e facilmente nos deixamos ser influenciados. Se falamos que somos filhos de Deus, ento temos que buscar
a cada dia ser mais semelhante ao nosso Pai.
     Deus  esprito e  amor, e ns precisamos desenvolver a natureza amorosa e espiritual. "Tal pai, tal filho",  o velho ditado, mas  uma grande verdade que
precisa ser desenvolvida por todos aqueles que confessam ser filhos de Deus.
     "Aquilo que nos permitimos contemplar e pensar com mais freqncia, se transfere em grande parte para ns".26
     Ser cristo no  apenas ser batizado e ser membro de uma igreja crist. Ser cristo  ser cada dia mais semelhante ao Pai, porque ns fomos feitos  Sua imagem
e semelhana (Gn 1.27).
     Que a cada dia que vivermos neste mundo possamos nos tornar mais semelhantes ao nosso Pai.

#Captulo Trs


    O silncio dos bons


     Algum afirmou que o problema do mundo no  o "barulho dos maus, mas sim o silncio dos bons". No sei quem  o autor desse pensamento, mas no tenho dvida
de que essa  uma grande verdade que no podemos fugir dela em nossos dias.
     A nossa sociedade tem muitos problemas, mas muitos deles seriam amenizados se exercssemos o ministrio da bondade. Ser cristo  ser bom, porque a bondade
 um dos frutos do Esprito Santo (Gl 5.22).
     Deus  bom e ns somos Seus filhos. Fomos feitos  Sua imagem e semelhana. O Pai  bom, e Seus filhos, mesmo vivendo num mundo mau, precisam exercer a bondade
para com aqueles que esto ao seu redor. Muitas vezes, porm, agimos com maldade, mesmo para com aqueles que mais amamos.
     O inimigo de Deus no pode atacar e ferir o Pai, mas ele conseguiu ferir Ado e Eva e, hoje, quando agimos com maldade, no estamos mais sendo a imagem de Deus,
mas sim a imagem de Satans. Ele  mau e quer que os filhos de Deus se paream com ele, e no com o Criador do cu e da terra. Ele conseguiu levar o homem para a
marginalidade e  com isso que ele mais se deleita. "Satans rejubilava por haver conseguido rebaixar a imagem de Deus na humanidade".27
     Deus no foi pego de surpresa com o seqestro idealizado por Satans. Um plano havia sido feito e na plenitude dos tempos Cristo vir para resgatar Seus filhos
das mos do grande usurpador (Gl 4.4).
      "Ento veio Cristo, a fim de restaurar no homem a imagem de seu Criador. Ningum, seno Cristo, pode remodelar o carter arruinado pelo pecado. Veio para expelir
os demnios que haviam dominado a vontade. Veio para nos erguer do p, reformar o carter manchado, segundo o modelo de Seu divino carter, embelezando-o com Sua
prpria glria".28
     H esperana para ns. Mesmo vivendo neste mundo mau ainda podemos ser bons. Cristo veio quebrar e destruir o plano que Satans traou para possuir para sempre
o ser humano. Cristo veio nos mostrar o caminho para o lar do Pai e nos dar um novo modelo de vida. Ele veio mostrar como age, pensa e vive um filho de Deus. Ele
disse: "Eu sou o caminho, e a verdade e a vida".29
     Cristo nasceu, viveu e morreu entre ns. O autor de Hebreus assim resumiu o que Ele espera dos que O aceitam como salvador: "Porque todo sumo sacerdote, tomado
dentre os homens,  constitudo a favor dos homens ... e possa compadecer-se dos ignorantes e errados".30
     Encontramos facilmente pessoas que no conhecem a verdade de Deus. Mas se somos espirituais e estamos procurando crescer cada dia em nossa natureza amorosa,
devemos nos colocar a favor dessas pessoas. Temos que desenvolver o sentimento correto para com os perdidos, vtimas do inimigo.
     Mas quanto tempo temos dedicado aos perdidos e ignorantes? O sentimento que tem que tomar conta de todos ns  o sentimento de compaixo, de amor e de bondade
para com os que no entendem as coisas espirituais como ns entendemos.
     No entanto, como nos sentimos quando vemos no noticirio que uma criana de dois ou trs anos foi abusada sexualmente e estrangulada? Qual  a nossa reao
diante de fatos como esse? Vingana, dio, desejo de matar o agressor, ou compaixo por mais uma vtima do caminho que Satans apresentou?
     Um homem cristo, dominado pela natureza espiritual, punir o erro do culpado, mas se encher de compaixo por mais uma vtima que o inimigo dominou e praticamente
destruiu.
     O grande pecado dos cristos modernos  o de no se envolverem com a misso que Deus deixou. A misso de sermos bons, no apenas para com os corretos e bons,
mas principalmente para com os ignorantes e errados.
     Os poucos que se destacam em atos de bondade no planeta Terra se tornam heris e ganham o prmio Nobel. Mas o problema do mundo e da igreja no  o barulho
dos maus, e sim o silncio dos bons.
     Voc poder no concordar com o que est lendo, e eu o compreendo. Nem todos esto preparados para exercerem o ministrio da bondade para com os ignorantes
e errados. Por qu? "Ora, o homem natural no compreende as coisas do esprito de Deus, porque lhes parece loucura".31
     As coisas espirituais se discernem espiritualmente. As coisas de Deus no seguem muitas vezes a lgica e a razo.
     A grande maioria das pessoas est exposta s influncias do mundo durante toda a semana, e no sbado ou domingo, quando vo  igreja, no conseguem entender
a celebrao do culto. No conseguem adorar a Deus.
     Como lemos, porm, somos colocados em favor dessas pessoas. Devemos ento ajud-las a preparar a mente para poder compreender as coisas de Deus.
     O evangelista Mateus conta uma histria extraordinria, que ilustra muito bem o ministrio da bondade. Ela est registrada em Mateus 18.23-33. A histria 
de um rei que comeou a acertar as contas com seus credores. O primeiro chamado devia dez mil talentos, o que equivale hoje aproximadamente a U$6,221.880 dlares
americanos.
     O devedor pediu perdo e disse que pagaria o mais rpido possvel. Mas o rei, movido de compaixo, perdoou sua dvida. O perdoado saiu da presena do seu senhor
e encontrou uma pessoa que lhe devia 100 denrios, o equivalente a 100 dias de um trabalhador comum.
     O perdoado pelo rei no foi capaz de perdoar R$1.000 reais do seu devedor. Por qu? Porque perdo no est relacionado a valores grandes ou pequenos. Perdo
 fruto de uma natureza espiritual ou amorosa. Uma pessoa dominada pela natureza carnal nunca poder perdoar, e se perdoar durar muito pouco, pois na primeira crise
ela se lembrar da ofensa e a trar  tona.
     Nossa grande preocupao no deve ser perdoar para demonstrar para todos que exercemos o ministrio da bondade, mas perdoar por sermos dominados pela natureza
amorosa. E o desenvolvimento dessa natureza deve ser objeto de nossa ateno.
     O apstolo Pedro apresenta a progresso positiva da natureza espiritual:
     "A f produz a virtude
     A virtude produz cincia
     A cincia produz temperana
     A temperana produz pacincia
     A pacincia produz piedade
     A piedade produz amor fraternal
     O amor fraternal produz bondade".32
     A bondade  um produto final de muitas outras boas virtudes que, somadas umas s outras, levar o cristo a ser bom. O ministrio da bondade  um segredo precioso
que precisamos usar em nossa vida e na vida de nossa igreja ou comunidade para que o reino de Deus possa crescer cada vez mais e assim os ignorantes e os errados
sejam mais e mais ajudados a conhecer os caminhos de Deus.
     "Se nos humilhssemos perante Deus, e fssemos bondosos e corteses e compassivos e piedosos, haveria uma centena de converses  verdade onde agora h apenas
uma".33
     Bondade, cortesia, compaixo, piedade, so atributos de uma natureza espiritual e amorosa. Nosso Deus  um Pai bondoso e amoroso.
     Muitos hoje vivem nas cidades e no podem desfrutar das belezas da natureza, mas podem ver um cristo bondoso. A bondade  um atributo do carter de Deus. Moiss
pediu que Deus Se revelasse a ele, mas Deus mostrou a Sua bondade (x 33.19).
     Em nossa lngua h apenas uma palavra para descrever o amor, mas em grego h quatro, e uma delas  "gape". Essa palavra no descreve o que sentimos apenas,
mas descreve como nos comportamos.
     Amar no  como nos sentimos em relao aos outros, mas como nos comportamos com eles. Amor no tem a ver com sentimento, mas com atitude.  a disposio de
fazer o bem para as pessoas, quer sejam boas ou ms, sejam elas corretas ou ignorantes e erradas. Esse  o ministrio da bondade..
     Mahatma Ganddhi, que viveu de 1869 a 1948, declarou certa vez: "Estou pronto a tornar-me cristo, se encontrar cristos que pratiquem o sermo da montanha".
     Bondade  o nosso maior desafio, e somente Deus pode nos transformar em pessoas bondosas, mas bondade para ser vivida e no para ser enaltecida em discursos.
     O silncio dos bons tem que ser quebrado. Deus espera ver muitas aes marcadas pela bondade ao longo de nossa vida. Vivamos sempre de modo a mostrar ao mundo
que Deus  BOM.

#Captulo Quatro


    O Deus que protege


     Um amigo meu contou que gostava de caar animais silvestres nos dias de sua juventude. Um dia saiu para mais uma aventura. Com a sua arma na mo ele procurava
um alvo para apenas se divertir. No demorou muito ele encontrou um macaco, o que havia em abundncia na regio onde vivia com sua famlia.
     O alvo estava bem prximo e o tiro seria certeiro. A arma foi disparada e a vtima foi atingida. O pequeno macaco carregava seu filhote nas costas, mas antes
de cair do galho que estava dependurado retirou seu filhote e o colocou em segurana num galho, e ento caiu ao cho sem foras para lutar pela sua vida. A ltima
preocupao desse pequeno macaco foi com o filhote que estava em suas costas.
      verdade que quem ama protege. A natureza nos ensina isso constantemente. Deus, o nosso Pai, tambm est a todo o momento mandando mensagens cujo objetivo
final  nossa proteo.
     Tudo o que tem sido revelado pelos profetas ao longo da histria tem como objetivo proteger Seus filhos. E enquanto Deus quer proteger, o inimigo de Deus quer
destruir aquilo que Deus tem de mais precioso aqui nesta terra.
     Temos que reconhecer que vivemos em dias especiais e para este tempo Deus chamou um povo com uma misso especfica, que  apresentar s pessoas o que Deus tem
para proteg-las.
     Reconhecemos que nosso planeta no agenta mais. Ele est dando sinais de que entrar em colapso. Na linguagem proftica estamos no "tempo do fim".
     Sabendo que os seus dias esto chegando ao fim, o inimigo de Deus usar todas as suas foras para destruir o mundo, sem se preocupar se as pessoas estaro ao
seu lado ou ao lado de Deus.
     Mas neste "tempo do fim", as suas aes se concentraro no grupo que decidir ser o instrumento de Deus para proteger Seus filhos nestes ltimos dias.
     "Justamente aqueles que Deus Se prope usar como Seus instrumentos para uma obra especial, Satans, empregando seu mximo poder procura transviar. Ele nos ataca
em nossos pontos fracos, procurando, pelos defeitos do carter, obter domnio sobre o homem todo; e sabe que, se tais defeitos so acalentados, ter bom xito".34
     Portanto, vivemos no tempo mximo do grande conflito entre o bem e o mal. De um lado est o Criador do cu e da Terra, no meio est o homem, e do outro lado
est Satans.
     O apstolo Paulo resumiu esse conflito de uma forma extraordinria:
     "Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque no temos que lutar conta carne e o sangue,
mas sim contra os principados, contra as potestades, contra o prncipe das trevas deste sculo, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais".35
     A ordem de Deus  clara. Devemos nos revestir de toda a armadura de Deus, pois nossa luta no  contra carne, mas contra hostes espirituais.
     Lembre-se: quem ama protege. Deus nos oferece uma poderosa armadura para vencermos todas as astcias do inimigo. Deus no seria um Deus de amor se nos deixasse
sem nenhuma proteo diante de to cruel conflito.
     Deus atua em ns e por ns, dando-nos fora e orientaes para enfrentar o conflito, e Satans vem at ns com suas intenes escondidas. Ele nunca vem de cara
limpa, sempre vem disfarado. Ele age com muita inteligncia em cada caso.
     Se a misso de Deus  proteger, Satans far de tudo para que no usemos as coisas que Deus deixou para nossa proteo.
     Essa guerra  vista em todos os momentos mais fortes na histria da humanidade. A luta entre o bem e o mal foi muito forte l no den, tentando Ado e Eva a
no usar a proteo que era uma ordem dada por Deus.
     "Mas da rvore da cincia do bem e do mal no comers, porque no dia que dela comerdes certamente morrers".36
     A mesma luta aconteceu nos dias de No, Abrao, e de Cristo, e tem a mesma fora ainda em nossos dias. Mas em nenhuma poca o homem ficou sem orientao. Profetas
foram enviados da parte de Deus, dando mensagens muito claras sobre a maneira como Seus filhos deveriam viver.
     A ordem dada a Ado e Eva para no comer do fruto da rvore da cincia do bem e do mal era uma verdade presente, ou seja, uma verdade apenas para o casal, a
ser vivida no jardim do den.
     Mas logo veio outra verdade presente ao casal. A nova revelao dizia que tudo estava liberado, que nada era proibido. Poderiam fazer o que quisessem e tudo
ficaria muito bem.
     As verdades que Deus revela sempre tm a inteno de proteger. Mas Ado e Eva aceitaram e praticaram a revelao de Satans, onde sugeria que Deus estava escondendo
algo muito bom deles. Deus, porm, no estava escondendo o que era bom, mas protegendo-os do que era mau.
     No tambm recebeu uma revelao de Deus que era uma verdade presente para sua poca. "Faze para ti uma arca de madeira de Gofer; fars compartimento na arca,
e a betumars por dentro com betume".37
     No estava com 500 anos e por certo tinha uma vida boa. Um dia recebeu esta revelao: "Vou destruir o mundo e voc ser o proclamador dessa notcia. Mas haver
um meio de salvao para todos os que quiserem. Portanto, a tua misso  dupla. Enquanto anuncia a destruio do mundo por gua, construa uma arca."
     Deus agiu assim pois no suportava mais a violncia, a corrupo. "Faa um grande barco", foi a ordem.
     "Mas senhor, por que o barco?"
     "Vai chover..."
     "Mas com que dinheiro vou pagar as madeiras e os trabalhadores?"
     "Com o dinheiro que voc acumulou nesses 500 anos."
     No tinha uma revelao e ele precisava demonstrar f, e a f verdadeira sempre leva  prtica daquilo que mentalmente se cr como verdade.
     No poderia raciocinar: "Vou fazer dois barcos mdios ou quatro pequenos". Ou, "eu no vou fazer o barco, mas vou pregar para a todo o mundo que vem chuva e
cada um busque o seu prprio meio de salvar-se".
     Deus deu o projeto completo de como deveria ser a arca e qual a madeira que ele deveria usar na construo. Deus deu um projeto a No para salvar a sua famlia,
para proteg-la, pois quem ama, protege.
     Mas para o homem ser protegido, ele precisa aceitar a revelao que lhe  dada naquele momento. No recebeu a revelao, teve f que aquilo era verdadeiro e
partiu para a prtica imediata.
     Se No no tivesse aceitado a revelao e no construsse a arca, ele teria deixado a sua famlia sem proteo durante a maior tragdia j vivida pela a humanidade.
Mas ele teve f e comeou a construir. A obra levou muitos anos para se completar, mas estava seguindo o projeto de Deus.
     "Enquanto No estava a apregoar sua mensagem de advertncia ao mundo, suas obras testificavam de sua sinceridade. Assim foi que sua f se aperfeioou, e se
evidenciou. Ele deu ao mundo o exemplo de crer precisamente o que Deus diz. Tudo quanto possua, empregou na arca ... Cada pancada desferida na arca era um testemunho
para o povo".38
     No podia ter feito muitas coisas, mas escolheu obedecer a verdade presente. Ele construiu a arca.
     A Igreja Adventista do 7. Dia recebeu, h mais de cem anos, dois mil sonhos e vises. Antes de Deus destruir este mundo pela segunda vez Ele nos deu o projeto
de como devemos viver nos ltimos anos da histria desta terra. Estamos seguindo o projeto de Deus? Temos f em Sua revelao ou a desprezamos?
     H uma verdade que precisa ser lembrada neste momento: quando no colocamos em prtica na nossa vida as revelaes de Deus, corremos o risco de pr em prtica
a revelao de Satans.
     O sonho de Deus  que desenvolvamos a natureza amorosa, que ser evidenciada numa vida marcada pela bondade, calma e pacincia. Quando isso comear a ser visto
em nossa vida, ento estaremos no caminho da perfeio.
     Deus no est nos pedindo para construir uma arca para proteger nossa vida e a de nossa famlia. Essa era a verdade presente para a poca de No.
     Deus est pedindo outras coisas para Seu povo no sculo vinte e um. A verdade presente para ns  outra, mas os princpios de revelao, f e prtica continuam
em nossos dias, e esses trs princpios continuaro sendo a marca do povo de Deus at o fim.
     O conselho de Salomo  ainda muito vlido para os nossos dias: "No a desampares, e ela te guardar, ame-a, e ela te conservar".39
     Em toda revelao deixada por Deus ao ser humano o objetivo  a proteo, ou a conservao de nossa vida.

#Captulo Cinco


    O Deus que cumpre a promessa


     Um pai sempre sonha em dar o melhor para seus filhos. Nosso Pai celeste tambm sempre alimentou grandes sonhos para ns. O sonho de Deus  que Seus filhos conheam
a verdade e que vivam uma vida de plena liberdade. Ele no quer que sejamos escravizados por ningum, pois Ele nos criou para sermos plenamente livres. No devemos
nos prender a nada e a ningum.
     Um Deus que ama cumpre Suas promessas. Na Bblia encontramos muitos exemplos de Deus cumprindo o que prometeu. Muitas promessas de Deus no foram cumpridas
no tempo que a lgica humana entendia que tinham que acontecer. Um nmero grande de promessas frustrou inicialmente os que as receberam, porque elas no aconteceram
no tempo e da maneira como os homens imaginavam.
     Um dos exemplos mais fortes disso  Abro. Ele morava em Ur dos Caldeus. Era um homem rico e vivia uma vida com muita qualidade. Pesquisas arqueolgicas descobriram
que a cidade que ele vivia tinha as seguintes caractersticas:
     A agricultura era a base econmica dos babilnios. A construo de canais era controlada pelo Estado. Cultivavam trigo, cevada, rvores frutferas e legumes.
Usavam o arado semeador, a grade e carros com rodas.
     As indstrias eram bem desenvolvidas. Os artesos fabricavam tecidos, ferramentas, armas, jias, brinquedos e cermica.
     As transaes comerciais eram feitas na base de troca, usando-se tambm barras de ouro e de prata. Usavam recibos, escritas, cartas de crdito.
     A astronomia foi a principal cincia entre os babilnios. Eles previram eclipses; distinguiram os movimentos dos planetas; dividiram o ano em meses, os meses
em semanas e as semanas em sete dias.
     A matemtica alcanou grande progresso entre os caldeus. Eles so considerados os inventores da lgebra. Elaboraram tbuas correspondentes s tbuas de logaritmos
atuais. Calcularam a hipotenusa. Inventaram medidas de comprimento, superfcies e capacidade de peso.
     Os sumrios usavam nas suas construes um tipo de concreto armado, misturando a argila mida dos seus tijolos para lhes fornecerem fora tensil e durabilidade.
No ano de 3500 a.C. os sumrios praticavam a esmaltagem e produziam tintas. O uso dos petrolferos foi amplo, tambm, nas construes, nas estradas e na calafetagem.
     A arqueologia tem descoberto essas caractersticas da cidade que Deus pediu para Abro deixar.
     A medicina avanada, na Sumria, pode ser avaliada a partir de uma seo da Biblioteca de Assurbanipal. Esqueletos encontrados nos tmulos demonstraram as delicadas
cirurgias cranianas. H descries de operao de "catarata".
     Esse povo conhecia a roda, carros, carruagens e possuam barcos para o comrcio. E Abro teria que deixar essa cidade de "primeiro mundo".
     A Bblia descreve que Abro saiu pela f (Hb 11.8). Mas ele no s saiu pela f, como viveu pela f. A ordem era: "Sai". Poderia Abro dizer: "Senhor, para
onde? Tem gua quente? Tem sistema de esgoto? Pega bem sol no inverno na casa que vou morar?"
     "No teve perguntas a fazer concernentes  terra da promessa - se o solo era frtil, e o clima saudvel, se o territrio oferecia um ambiente agradvel, e proporcionaria
oportunidades para se acumularem riquezas. Deus falara, e Seu servo devia obedecer; o lugar mais feliz da Terra para ele seria aquele em que Deus quisesse que ele
se achasse".40
     Deus apenas falou e Abro entendeu que sua misso era andar por onde Deus o conduziria.
     Aquele que conhece a Deus segue Suas ordens sem questionar. Aquele que tem f, obedece a Deus sem se preocupar com o que os outros vo dizer ou pensar.
     Abro era feliz, porque seguia um caminho traado pelo Criador.
     Se voc deseja ser feliz, aprenda a andar no caminho que Deus j traou. Ele nunca te levar a lugares que no contribuiro para o seu crescimento espiritual.
     "Deixa a tua casa e vai... Eu vou mostrar o caminho. Eu vou ser o teu guia"
     "Confiando na promessa divina, sem a menor garantia exterior de seu cumprimento, abandonou o lar, os parentes e a terra natal, e saiu, sem saber para onde,
a fim de seguir aonde Deus o levasse".41
     Andou quase dois mil quilmetros. Mas por que era necessrio sair? Abro no poderia ser o pai de uma grande nao vivendo naquela boa cidade?
      "A fim de que Deus o pudesse habilitar para a sua grande obra, como guardador dos orculos sagrados, Abrao devia desligar-se das relaes de sua vida anterior.
A influncia de parentes e amigos incompatibilizar-se-ia com o ensino que o Senhor Se propunha a dar a Seu servo." 42
     O sonho de Deus estava sendo realizado atravs de um homem que aceitou pela f obedec-Lo. Ele deveria viver entre os estranhos para ser uma luz por onde quer
que andasse.
     Nunca poderemos ser uma luz sendo igual. S causaremos impacto o dia que formos diferentes. Deus quer pessoas que faam a diferena onde vivam ou onde Ele as
chamar.
     "Agora que Abrao estava, em sentido especial, ligado ao Cu, devia habitar entre estranhos. Seu carter devia ser peculiar, diferindo de todo o mundo. Ele
no podia nem mesmo explicar sua maneira de proceder, de modo que fosse compreendido por seus amigos. As coisas espirituais so discernidas espiritualmente, e seus
intuitos e aes no eram entendidos por seus parentes idlatras".43
     Esse era o sonho de Deus para Abro. Ele precisava sair do meio do seu povo para que pudesse ser uma bno.
     Ns tambm s seremos uma bno se sairmos da regio de conforto que vivemos. S seremos uma bno se abandonarmos algumas coisas, tais como amigos, colegas
ou parentes que nos atrapalhem aceitar a vontade de Deus.
     Deus tinha um sonho e precisava de um homem, e achou Abro. Ele tem um sonho hoje e precisa no de um homem, mas de muitos. Quem ele achar?
     Ao longo dos tempos h coisas que mudam e outras que no mudam. Algo que muda, por exemplo,  a forma como Deus fala com o ser humano. No den era face-a-face,
mas no decorrer dos tempos Deus passou a falar atravs dos profetas.
     Quando o povo de Israel estava a caminho da Terra Prometida, Deus falava atravs de sinais e feitos sobrenaturais, tais como um mar se abrindo, gua saindo
de uma rocha e, mais tarde, pela Sua glria sobre o Tabernculo.
     O povo de Israel era governado por juzes, e tempos depois mudou para reis.
     Mas uma das coisas que no deve mudar  a maneira de reagirmos diante das ordens de Deus. Ele espera que tenhamos uma postura marcada pela f e a prtica.
     O sonho de Deus para ns  que tenhamos f e pratiquemos a verdade presente, a verdade que  para nossos dias. H verdades que no so para os nossos dias.
Uma delas  a ordem para Abro. Essa verdade era presente para Abro, mas para ns  uma verdade histrica.
     Deus no est pedindo para ningum sair de sua cidade e andar de um lugar para outro. Isso Ele pediu para Abro, mas para ns Ele tem outra verdade presente.
Portanto, a verdade presente de hoje no  a mesma dos dias de Abro.
     Mas uma coisa chama a minha ateno: Podemos analisar qualquer perodo da histria e veremos que muitas coisas mudaram de um tempo para o outro, mas a f e
a prtica permanecem inalteradas.
     Deus pediu algo para Abro, e ele imediatamente obedeceu. Uma promessa fora feita de que ele seria pai de uma grande nao (Gn 12.1-2). Abro viveu cento e
setenta e cinco anos (Gn 25.7), mas no conseguiu ver a grande nao. Tudo o que ele teve foram alguns filhos e empregados, mas a nao ele morreu sem ver. Portanto,
parte da promessa foi cumprida nos seus dias, mas a grande nao s alguns sculos mais tarde.
     Hoje trs naes disputam a paternidade de Abro: judeus, rabes e muulmanos. A promessa foi cumprida plenamente. Deus no faz promessas para nos enganar,
pois quando promete, Ele cumpre.
     Uma coisa temos que entender: O tempo para Deus no  igual o nosso. Estamos espremidos entre um dia e o outro, mas para Deus no h tempo, pois Ele  o dono
do tempo, Ele  eterno.
      A histria de Abro nos ensina muitas coisas, mas uma se destaca: quando recebemos uma revelao de Deus devemos obedec-la, pratic-la.
     Temos que continuamente usar a regra de ouro, composta por trs elementos, para ns cristos: Revelao + F + Prtica = Prosperidade, Proteo.
     No existe cristo sem obedincia. Abro foi um verdadeiro cristo, pois viveu uma vida de f e obedincia.
     Quando Deus nos pede alguma coisa, Ele espera que obedeamos.
     Em Abro vemos o ideal que cada cristo deveria ter diante de uma verdade presente. E se quisermos ser testemunhas fortes de Deus num mundo dominado pela idolatria,
teremos que reagir diante da verdade presente assim como reagiu Abro diante de sua verdade presente.
     Se Deus fez uma promessa para voc atravs de Seus profetas, apegue-se a ela, porque no tempo certo de Deus todas as promessas se cumpriro.
     Eu creio no Deus que promete, e cumpre. E voc?

#Captulo Seis


Um Deus que permite testes


     Nos relatos bblicos encontramos inmeros exemplos de pessoas que Deus permitiu que sua f fosse provada at o limite mximo. Um dos exemplos que aprecio grandemente
 o de Daniel.
     Para entender Daniel e sua mensagem  importante conhecer sua poca. Ele viveu a maior parte de sua vida dentro do grande e poderoso Imprio Babilnico.
     Nos dias que Daniel nasceu, o mundo estava sendo sacudido pelas investidas militares lideradas por um povo que vivia a mais de 1.500 quilmetros de Jerusalm.
     "O Profeta Daniel nasceu numa famlia judaica de alto nvel, a qual vivia na Palestina, por volta de 622 a.C. Daniel viveu a infncia na Judia, ou no reino
de Jud, e toda a sua vida transcorreu em Babilnia".44
     Nos dias do jovem Daniel o mundo estava em plena mudana. O Imprio Assrio estava em franco declnio e um novo poder estava surgindo no cenrio mundial.
      leste de Israel, situada entre os rios Tigre e Eufrates, estava surgindo a nova potncia militar que dominaria o mundo da poca por muitos anos.
     "Babilnia era uma cidade, ou uma cidade estado, que inclua as cidades adjacentes. Ela era tambm conhecida como Akkad e terra dos Caldeus. Ela foi fundada
por Ninrode, o poderoso caador (Gnesis 10) e em tempos mais antigos, representava o local em que se erguera a torre de Babel (Gnesis 11)".45
     Nos dias que Daniel nasceu, Nabopolassar, rei de Babilnia, esmagou o que restava do Imprio Assrio e tornou-se o fundador do Imprio Neo-Babilnico. Seu filho,
Nabucodonosor II, realizou o grande feito de transformar Babilnia no Imprio mundial de seus dias.
     "O nome Nabucodonosor tem o significado de uma prece ao deus Nabu, em favor de proteo".46 Alm de ser o rei da maior potncia da poca, Nabucodonosor era
considerado pelo povo como uma divindade. Ele visitou Jerusalm trs vezes. A primeira foi em 605 a.C. Nesse tempo Jud era aliada do Egito. Jeoaquim era o rei em
Jud e foi obrigado a romper o acordo que tinha com o Egito. O invasor levou um grupo de cativos e vrios utenslios do templo, como trofus de guerra, para homenagear
o seu deus.
     Quando o invasor estava na Palestina, um mensageiro chegou avisando-lhe que seu pai havia morrido. Ele deixou o exrcito, pegou uma pequena escolta e marchou
para Babilnia, pelo caminho do deserto, chegando a percorrer oitenta quilmetros por dia. Ele era o herdeiro natural do trono de Babilnia.
     Os cativos e o exrcito seguiram pela estrada principal, que dava aproximadamente mil e quinhentos quilmetros, entre Jerusalm e Babilnia. Daniel e o grupo
de cativos tiveram que fazer essa viagem a p, "o que durava aproximadamente dois meses".47
     Um jovem  arrancado de sua famlia e da sua cidade e  levado para um mundo completamente adverso ao que ele havia vivido at ento, mas mesmo jovem ele j
sabia o que queria e a quem serviria.
     "Entre doze e dezesseis anos de idade, Daniel j se encontrava em Babilnia, como cativo judeu entre todos outros jovens nobres hebreus, assim como Ananias,
Misael e Azarias, em resultado da primeira deportao da nao de Jud, no quarto ano do reinado de Jeoaquim. Ele e seus companheiros foram forados a entrar no
servio da corte real babilnica. Daniel recebeu o nome caldeu de Beltessazar que significa prncipe de Baal ... A fim de estar preparado para suas novas funes,
Daniel recebeu o treinamento oriental necessrio. Daniel aprendeu a falar e a escrever o caldeu (Dn 1:4) e no demorou muito para que se distinguisse por sua sabedoria
e piedade, especialmente na observncia da lei mosaica (Dn 1:8-16)".48
     Daniel viveu praticamente toda sua vida numa terra pag, mas em nenhum momento deixou que o paganismo tomasse conta de si. Viveu em Babilnia, mas nunca deixou
que os encantos dessa cidade o influenciassem, pois ali ele escolheu influenciar, e no ser influenciado.
     Com dezesseis anos ele estava enfrentado uma das maiores crises que um jovem pode enfrentar. No sabia o que o esperava dentro do palcio real. Ali ele viveu
dos dezesseis aos oitenta anos, e durante toda sua vida ele teve total confiana no seu Deus, mesmo nas horas mais adversas.

      A Grande Deciso

     O jovenzinho Daniel, cujo nome quer dizer "Deus  o meu Juiz", com o passar do tempo foi se destacando como um homem de respeito e que ao mesmo tempo provocava
cimes nos sbios que viviam na corte com ele.
     O menino-homem tornou-se o mais famoso profeta Judeu em seu tempo e passou a maior parte de sua vida no perodo do imprio Babilnico e Persa.
     "Daniel foi levado cativo para Babilnia, durante a primeira campanha militar do rei Nabucodonosor contra Sria (605 a.C.). Daniel e outros prncipes de sangue
real foram escolhidos para serem preparados para o servio governamental".49
     Daniel, juntamente com um grupo de nobres, foi levado na primeira invaso, em 605 a.C., e com muita tristeza viu mais duas vezes seus irmos sendo introduzidos
em Babilnia como cativos. Viu o rei Joaquim e sua famlia entrarem em Babilnia como prisioneiros de guerra, aps a invaso do ano 597 a.C. (2 Rs 24:10 a 16) e
mais tarde, viu a Zedequias, no ano 587 a.C., com seus olhos vazados, sendo literalmente conduzido como um cego para dentro de Babilnia (2 Rs 25:7).
     Quando Daniel, Ananias, Misael e Azarias chegaram em Babilnia, os seus nomes foram trocados. Cada um recebeu um novo nome que os identificava com divindades
adoradas pelos babilnicos. Por exemplo: Daniel, cujo nome significava "Deus  o meu juiz", recebeu o nome caldeu de Beltessazar, que significa "prncipe de Baal".
             Os quatro jovens hebreus eram escravos, mas no tinham renunciado a seus princpios. Logo no incio tomaram uma importante deciso. "E Daniel assentou
no seu corao no se contaminar com a poro do manjar do rei, nem com o vinho que ele bebia".50
     O que constitua o manjar do rei?
     "Entre as viandas que serviam ao rei, estavam a carne de porco e outros alimentos declarados impuros por Moiss e terminantemente proibidos aos hebreus como
alimento".51
     Daniel e seus companheiros comearam a receber treinamento especial para assumir suas novas funes. Ele aprendeu a falar e a escrever o caldeu (Dn 1:4). Em
pouco tempo se distinguia entre os outros, tornando-se conhecido por sua sabedoria e piedade, especialmente nas leis de seu povo (Dn 1:8 a 16).
     "A educao de Daniel teve lugar durante trs anos (Dn 1:5) e ento se tornou um dos membros da corte babilnica ... Ocupou dois cargos de muita importncia,
como governador da provncia de Babilnia e inspetor chefe da casta sacerdotal".52
     Daniel e seus trs companheiros faziam parte de um grupo de sbios e conselheiros do rei. Um ponto importante  "que o rei no os obrigou a renunciarem a sua
f, mas esperava conquistar isto aos poucos".53
     Ao estudar a histria de Daniel, uma das coisas que mais impressiona  a coragem dos quatro jovens cativos. O corpo deles havia sido capturado pelos babilnicos,
mas suas crenas e convices estavam a servio de um outro Senhor. Eles expressaram de forma clara aos oficiais do rei o que pensavam sobre o alimento que estava
sendo oferecido. Essa deciso no foi tomada l em Babilnia, mas, com toda certeza, quando eles estavam em Jerusalm. Quando estavam no seio da famlia, esses jovens
apreenderam a usar a melhor alimentao.
     O valor da famlia  algo impressionante. Uma boa famlia faz a diferena, no importa onde e em que circunstncia seus membros estejam. Ali estavam quatro
jovens que tiveram coragem de mostrar que suas convices e crenas no eram prisioneiras de Babilnia.
     A Bblia  clara em dar o segredo de Daniel. Ao chegar em Babilnia, ele assentou em seu corao, tomou a deciso de no viver a vida de Babilnia. Ele no
tinha escolhido estar em Babilnia, mas ele podia escolher como viver em Babilnia.
     Essa  a chave do sucesso de Daniel. Ele tomou a deciso contrria ao que a grande maioria fazia. Temos que lembrar que a antiga Babilnia era inimiga de Jerusalm.
Em Babilnia se adorava Marduk, e em Jerusalm se adorava Jeov.
     Daniel, mesmo dentro de Babilnia ficou ao lado do seu Deus e de Seus ensinos, e a primeira deciso que ele teve que tomar foi com respeito  alimentao.
     Daniel pagou um alto preo pelo fato de ter colocado Jeov e Seus ensinos em primeiro lugar - desde o desprezo at a cova dos lees. O plano de Babilnia era
matar Daniel, porque sua presena era uma constante censura aos sbios que o rodeavam.
     Toda a deciso tem um preo. Daniel sabia muito bem essa verdade, mas no recuou nas suas convices. Ele ficou firme na "verdade presente".
     Deus permitiu que Satans provasse a Daniel at o ltimo estgio, mas no final Daniel saiu ganhando, pois seus inimigos foram destrudos (Dn 3).
     A verdade em nossos dias precisa de homens que tenham coragem como a de Daniel e seus companheiros, e que a defendam, mesmo que sejam provados ao mximo.
     No vivemos hoje na Babilnia de Nabucodonosor, mas vivemos nos dias da babilnia espiritual. Ela  to forte e ameaadora como foi no passado. Viver dentro
de Babilnia sem se contaminar com suas "comidas"  o maior desafio para esta gerao.
     Cada filho de Deus  convidado a permanecer firme na verdade presente, mesmo que seus inimigos aumentem a cada dia. Fomos escolhidos por Deus para sermos um
defensor de Suas verdades, mesmo estando cativos em Babilnia.
     Deus, ao longo da histria, est permitindo que Seus filhos sejam provados, mas em nenhum momento Ele ficar longe daqueles que lhe pertencem.
     Daniel e seus companheiros foram provados e aprovados pelo cu e pelos homens. Esse mesmo privilgio est  nossa disposio ainda hoje. Basta aceitarmos e
permanecermos firmes e fiis ao lado da verdade.


#Captulo Sete


    Os segredos de Deus


     Pense e responda: O que voc faz com os seus segredos? J sei o que est passando na sua mente. A grande maioria dos nossos segredos  muito bem guardada. Muitos
nos acompanharo ao cemitrio.
     Assim agem os homens com seus segredos. Ns os escondemos. Mas e Deus? Ele esconde ou conta Seus segredos?
     "Certamente o Senhor Deus no faz coisa alguma sem revelar os seus segredos aos seus servos os profetas".54
     Deus sempre esteve buscando uma forma de se comunicar com o homem. Ele nunca aceitou a idia de se distanciar para sempre de Suas criaturas. Ele quebrou o silncio
e invadiu nosso espao com Seus segredos.
     Para os nossos dias Deus tem segredos que Ele no contou para ningum. So segredos para os ltimos dias da histria desta terra. "Mas nos dias em que o stimo
anjo estiver para tocar a sua trombeta, vo cumprir-se os segredos de Deus, da forma como ele anunciou aos seus servos, os profetas".55
     Deus j revelou muitos segredos no passado, atravs de Seus profetas, mas para os ltimos dias da histria desta terra Ele tem um segredo especial, que tambm
ser contado por profetas.
     Lendo o captulo dez de Apocalipse entendemos em que tempo esses segredos especiais sero contados. O apstolo Joo, enquanto estava preso na ilha de Patmos,
foi agraciado com as maiores revelaes de Deus. Ele viu um anjo e este tinha nas suas mos um livrinho (Ap 10.1-2). Esse anjo  descrito como tendo muito poder,
e ao ser visto pelo profeta estava com um p na terra e outro no mar (Ap 10.2).
     A palavra anjo significa mensageiro, enviado. Deus est dizendo que enviar seus mensageiros para todo o mundo, e a mensagem a ser anunciada no final dos tempos
dever atingir toda a terra.
     O anjo visto por Joo agora faz um pronunciamento e jura que no haver demora (Ap 10.6). Aps fazer o juramento, o anjo pede a Joo que pegue o livro que est
em suas mos e o coma (Ap 10.9). O profeta obedece a ordem, e ao comer, o livro fica doce na boca, mas amargo ao chegar no estmago (Ap 10.10).
     Aps a experincia difcil do profeta, ele recebe uma outra ordem: " preciso que voc profetize de novo acerca de muitos povos, naes, lnguas e reis".56
     Esse captulo conta resumidamente a histria do movimento adventista. Deus precisava contar alguns segredos e precisava de anjos, ou mensageiros, e foi chamando
pessoas de todas as denominaes crists em torno do ano de 1830 e 1840.
     Pessoas comearam a se levantar em vrias partes do mundo e anunciavam que Jesus voltaria em breve. A doutrina da segunda vinda de Cristo no era muito ensinada
pelas igrejas crists, e agora surge um grupo de cristos anunciando com todo o poder que em breve Cristo retornaria a esta terra.
     A pregao da segunda vinda de Cristo tomou conta dos Estados Unidos e de outras partes do mundo. Milhares de cristos americanos aceitaram a mensagem da segunda
vinda de Cristo e comearam a pregar para amigos, vizinhos e para quem quisesse ouvir.
     Surgia ento um movimento que passou a ser chamado de "adventista", pois seus adeptos acreditavam no advento de Cristo, ou seja, em Sua segunda vinda. Esse
movimento era liderado por Guilherme Miller, e os que aceitavam a mensagem tambm eram chamados de "mileritas".
     Eles comearam a estudar a Bblia com muito interesse e acabaram marcando a data para o retorno de Cristo  Terra: dia 22 de outubro de 1844, Jesus viria buscar
Seus filhos. A euforia era geral e milhares de pessoas, de todas as religies crists, estavam esperando Cristo naquela data.
     O dia 22 de outubro chegou, as horas se passaram, o dia acabou e Jesus no voltou. A decepo foi muito grande. A alegria da volta de Cristo, to doce como
o mel, em poucas horas passou e tudo ficou amargo como o fel.
     Um grupo bem pequeno permaneceu firme e agora, ridicularizados e envergonhados, se recolheram para orar e estudar. Com os olhos voltados para a revelao, compreenderam
o erro na interpretao de Miller e seus companheiros, e descobriram que "no haver mais demora".57
     Essa descoberta trouxe nimo para aquele pequeno grupo. Todas as profecias se cumpririam. Deus cumpriria a Sua Palavra. Mas h um detalhe muito importante que
no pode ser esquecido: O captulo dez  um intervalo que existe entre o cumprimento da sexta trombeta (que se cumpriu com a queda do imprio Otomano em 11 de agosto
de 1840) e a stima trombeta do captulo onze.
     Na descrio proftica haveria um breve tempo entre esses dois marcos. O tempo  curto, mas teriam que reunir foras e sair pregando em todo o mundo. Havia
um Ide para os remanescentes do movimento adventista. Eles tinham que pregar, pregar os segredos de Deus que j tinham sido anunciados aos Seus profetas (Ap 10.7).
     Aqui ns temos o segundo Ide evanglico da Bblia. O primeiro foi para os dias dos apstolos e est registrado em Marcos 16. Agora eles tinham uma ordem e uma
promessa. A ordem era profetizar e a promessa era que a terra seria iluminada. O Ide de apocalipse 10.11  para os adventistas do stimo dia.
     Em cada tempo Deus vai dando as Suas ordens. Abro teve o seu Ide e o cumpriu com muita fidelidade. A No foi dado um Ide, e ele gastou tudo o que tinha para
fazer aquele barco.
     Os discpulos tambm tiveram um Ide. Eles tinham que ir para o mundo e pregar que Cristo morreu e ressuscitou. Eles cumpriram a misso, mesmo tendo que pagar
com a prpria vida.
     Agora o movimento adventista tem o seu Ide. Temos que ir a todo o mundo para anunciar os segredos de Deus. Temos trs recados simples a dar. O primeiro  que
teremos que enfrentar em breve o juzo final, e que somente o Deus criador do cu e da Terra  que deve ser adorado (Ap 14.7).
     O segundo recado  que a grande Babilnia vai cair (Ap 14.8). E o terceiro recado  que essa grande babilnia vai querer ser adorada como se fosse Deus e vai
perseguir quem no ador-la (Ap 14.9-10).
     Haver um grande conflito entre Deus e esse poder chamado de Babilnia, e o ponto de controvrsia que envolver todos os habitantes da terra ser a adorao.
Quem ser adorado? Quem est sendo adorado hoje, criatura ou Criador?
     Esses so alguns dos segredos que os membros do movimento adventista tm que contar a todo o mundo. Essas verdades tm que ser explicadas para todas as pessoas
que queiram ouvir.
     "Esta mensagem estava destinada a pr os filhos de Deus de sobreaviso, mostrando-lhes a hora de tentao e angstia que diante deles estava. Disse o anjo: 'Sero
trazidos em cerrado combate com a besta e sua imagem. Sua nica esperana de vida eterna consiste em permanecer firmes. Posto que sua vida esteja em jogo, devero
reter com firmeza a verdade'".58
     Os segredos de Deus tambm tm como objetivo nos pr em alerta sobre o que est acontecendo.  nosso dever mostrar as advertncias de Deus ao mundo a fim de
que todas as pessoas fiquem de sobreavisos.
     Mas no tempo de cumprimento do segundo Ide, Satans ameaar continuamente o povo de Deus. Ele nos atacar e deveremos estar sempre alerta.
     "A mente de todos os que abraam esta mensagem,  dirigida ao lugar santssimo, onde Jesus est em p diante da arca, fazendo Sua intercesso final por todos
aqueles por quem a misericrdia ainda espera, e pelos que ignorantemente tm violado a lei de Deus".59
     O anjo que veio do cu quer nos avisar que nossa mente ser atacada continuamente. No tempo do fim, quando teremos que ter uma mente lcida para entender o
que est acontecendo no santurio celestial e em nosso mundo, Satans vai tentar bloquear a nossa mente.
     Nesse tempo teremos que levar as pessoas a pensarem que h um juzo em andamento e Jesus ainda estar intercedendo por todos os Seus filhos. Nossa mente dever
estar muito lcida para compreender o tempo que estaremos vivendo.
     Hoje no cu "Deus est medindo voc; quando voc est fazendo seus deveres no lar, quando mantm uma conversao, Deus est-lhe medindo. Lembre-se que suas
palavras e aes esto sendo fotografadas nos livros do cu como o rosto  reproduzido por um artista numa tela".60
     No fique chocado com a pergunta a seguir, mas pense nela por um minuto. Se voc fosse Satans, o que faria nesse tempo? No respondo por voc, mas falo por
mim. Se eu fosse Satans, faria de tudo para desviar a mente das pessoas, ou entorpec-la, para que elas no vissem e nem dessem importncia ao momento que estariam
vivendo.
     Deus nos deu, 150 anos atrs, um mapa de como cuidar de nossa mente, para estarmos alerta contra as estratgias do inimigo. Mas Satans tem muitas armas para
entorpecer a mente das pessoas, com o objetivo de no permitir que elas vejam que Jesus est no santurio celestial realizando um juzo e nem que entendam o significado
disso para os seres humanos.
     Todos os segredos de Deus tm o propsito de ajudar a preparar a mente para compreend-Lo melhor. A prtica de estar comendo a toda hora parece ser to infantil,
mas os que crem nos profetas sabem que  uma das estratgias de Satans para perverter a mente do homem, para que ele no tenha condies de entender as coisas
de Deus.
     "Muitos comem a toda hora, a despeito das leis da sade. Depois, a mente fica obscurecida".61 Esse hbito deixa a mente humana nebulosa, entorpecida.
     O que mais precisamos fazer nestes ltimos dias da histria da terra  cuidar de nossa mente. Ela precisa estar lcida para ficar em total sintonia com nosso
Criador.
     Deus tem mais segredos que j foram revelados pelos profetas. Se voc deseja conhecer outros segredos de Deus, me acompanhe na segunda parte deste livro.

#Parte II

 O Sonho de Deus

 As Leis Fsicas

#Captulo Oito


    As leis fsicas


     O livro do Apocalipse, nas suas primeiras linhas, diz que ele  a revelao de Jesus Cristo (Ap 1.1). Tudo que est relacionado ao ser humano j foi revelado
aos profetas (Am 3.7). Deus no guardou segredo. Ele anela que saibamos o que Ele pensa sobre tudo o que nos envolve. Mas no tempo do fim, Deus revelaria muitos
segredos relacionados com a gerao que viveria nos ltimos dias da histria desta terra.
     Em nosso mundo, nem todos so capazes de ter uma postura correta diante de um segredo. Quando algum nos conta um, espera que isso seja guardado at a morte,
mas nem sempre acontece assim, e ento os problemas aparecem, e muitas amizades j se acabaram justamente por causa de algo confidencial que foi contado.
     Mas h tambm uma tica sobre os segredos de Deus. Os segredos humanos devem ser guardados, mas os de Deus devem ser revelados. Ele espera que Seus segredos
sejam aceitos, praticados e defendidos.
     H um segredo que j foi revelado por Deus h mais de 150 anos, mas ele tem sido ignorado pela grande maioria dos cristos. "A transgresso da lei fsica 
transgresso da lei de Deus".62
     Muitos cristos se preocupam continuamente em no transgredir a lei moral de Deus, e esto certos em terem todo o cuidado. Mas quem viola as leis fsicas, diante
de Deus  to culpado como se violasse um dos dez mandamentos. Isso por uma simples razo: Ele  o autor das duas leis. Elas so reflexos do carter de Deus. Tambm
so frutos de um Deus que  espiritual e dominado totalmente pela natureza amorosa.
     " pecado violar as leis de nosso ser to verdadeiramente como o  quebrantar os Dez Mandamentos. Num e noutro caso h transgresso s leis de Deus. Os que
transgridem a lei de Deus em seu organismo fsico estaro inclinados a violar a lei de Deus proferida no Sinai".63
     O que voc est descobrindo neste momento  que violar as leis fsicas, ou naturais,  pecado, e essa transgresso prepara a pessoa para o prximo passo que
 a transgresso da lei moral.
     O grande esforo de Satans  levar a pessoa a transgredir em primeiro lugar as leis fsicas, porque o prximo passo vem bem mais fcil depois.
     Essa  uma verdade presente, para os nossos dias. Deus espera uma reao do Seu povo diante desse segredo.
     O inimigo de Deus quer fazer com que os cristos fiquem apenas com as verdades histricas, e deixem de lado a verdade presente. Lembre-se:  a verdade presente
que vai produzir as grandes mudanas nas pessoas. Foi a verdade presente que abalou o mundo nos dias de No, Abro, Moiss e muitos outros.
     Mas Satans se esfora para que os filhos de Deus transgridam as leis naturais, porque "os que violam as leis da sade ficaro mentalmente cegos e transgrediro
a lei de Deus".64
     A grande estratgia do inimigo em nossos dias  produzir a cegueira mental, e para alcanar essa meta ele montou todo um esquema, usando desde igrejas e lderes
religiosos a indstrias e promotores de vendas. H uma cadeia de produtos e servios em todo o mundo que afetam diretamente a mente das pessoas.
     A grande maioria das coisas inventadas nos ltimos tempos  extremamente nociva  mente humana. Bem pouca coisa a sociedade moderna tem feito para proteger
nossa mente.
     Para saber se estamos cegos ou no, precisamos ir  Bblia para descobrir.  nela que vamos encontrar a luz para o nosso caminhar. "Por isso mesmo, empenhem-se
para acrescentar  sua f a virtude;  virtude o conhecimento; ao conhecimento o domnio prprio; ao domnio prprio a perseverana;  perseverana a piedade; 
piedade a fraternidade;  fraternidade o amor".65
     Essa  a escada que cada cristo precisa subir. No ser reconhecido por Deus como candidatos ao Seu Reino aquele que no acrescentar em seu carter essas virtudes.
"Todavia, se algum no as tem, est cego".66
     Hoje, o que mais se ouve dizer : "No vejo mal nisso" e "No vejo mal naquilo". Nada mais  errado para muita gente. Tudo est certo na viso da grande maioria.
Mas a pior cegueira no  a fsica, e sim a mental. A mente no consegue ver nada de errado em coisa alguma.
     O inimigo far de tudo para que no vejamos importncia nenhuma em muitas coisas que Deus revelou. Seu objetivo  nos cegar, porque assim no ocorrer a transformao
positiva em nossa natureza.
     "Mediante a satisfao do paladar, o sistema nervoso torna-se irritado e debilita-se o poder do crebro, tornando impossvel pensar calma e racionalmente. Desequilibra-se
a mente".67
     O inimigo quer desequilibrar nossa mente porque  com ela que escolhemos quem adorar e quem no adorar.  com a mente que descobrimos as estratgias e armadilhas
dele.  com a mente que formamos uma barreira contra as aes do inimigo.
     Pelo fato de a mente estar desequilibrada, as pessoas no sabem mais o que fazer diante de situaes difceis. Enquanto escrevo este captulo, por exemplo,
o jornal Folha de Londrina publica mais um dos muitos casos de pessoas com mente desequilibrada.
     O filho estava envolvido no mundo das drogas e vivia roubando a prpria me para comprar o produto. No suportando mais essa situao, enquanto o filho dormia,
ela pegou uma faca e desferiu um golpe no seu corao.
     A mente desequilibrada no significa que a pessoa est louca, mas significa que no consegue pensar com calma em situaes difceis. Uma das causas para tanto
desequilbrio  a satisfao desenfreada do apetite. Comem e bebem o que querem, e a qualquer hora.
     A mente da grande maioria dos que se dizem cristos tambm est desequilibrada e, portanto, est um terreno propcio para o inimigo agir.
     Quando ouvimos notcias sobre crimes brbaros, no devemos culpar apenas quem cometeu a barbrie, e sim quem transtornou a mente da pessoa, tornando-a desequilibrada.
     Os maiores culpados no so os que cometem os crimes, mas quem os prepara para serem criminosos. Os que fabricam e vendem determinados produtos so os piores
deles. Mas, se pagam impostos, ento est tudo certo em nossa sociedade injusta e consumista. Ningum se importa se os produtos vendidos desequilibram a mente dos
consumidores.
     "O Redentor do mundo sabia que a condescendncia com o apetite traria debilidade fsica, adormecendo rgos perceptivos de maneira que se no discerniriam as
coisas sagradas e eternas".68 Quando a mente fica obscurecida e desequilibrada, as coisas eternas passam a no ter valor.
     Qual  o hbito muito usado em nossos dias que entorpece a mente? Qual a causa de tanta cegueira mental?
     "Muitos comem a toda hora, a despeito das leis da sade. Depois, a mente fica obscurecida. Como podem os homens ser honrados com a iluminao divina, quando
so to descuidados em seus hbitos, to desatenciosos para com a luz que Deus tem dado com relao a estas coisas?"69
     Esse  um princpio da sade que no  respeitado pela grande maioria dos cristos na atualidade.
     Comer fora de hora  to srio diante de Deus como transgredir uma lei moral, ou os dez mandamentos.
     Satans no vai s nos atacar com coisas complicadas e difceis. Ele est ganhando terrenos com coisas muito simples e aparentemente pequenas.
     Esse  mais um segredinho de Deus que foi revelado h mais de 150 anos aos adventistas do stimos dia.  nosso dever levantar a voz e denunciar as armadilhas
que Satans montou, mas que Deus, por sua misericrdia, nos revelou.
     O inimigo quer nos cegar, porque ele  inimigo mortal da luz.
     Deus por nos amar, contou o que Seu inimigo est fazendo s escondidas dos olhos humanos, mas no escondido dos olhos de Deus.
     A nossa reao tem que ser de profunda gratido a Deus pela luz que Ele nos deu. Todo esse conjunto de informaes tem o propsito de nos dar proteo contra
os ataques do inimigo.
     Qual deve ser a nossa postura como cristos adventistas do stimo dia?
     "Tornar clara a lei natural, e instar para que seja obedecida, eis a obra que acompanha a mensagem do terceiro anjo, para preparar um povo para a vinda do Senhor".70
     A nossa misso  preparar um povo para o breve retorno de Cristo a esta terra, e uma das tarefas que temos  tornar clara a lei natural e ajudar as pessoas
a obedec-la.
     Esse no  um trabalho fcil, mas se quisermos cumprir a misso de Deus para ns cristos, isso no  uma opo,  uma intimao.
     Desde 1863, os adventistas do stimo dia comearam a levantar a bandeira da sade num mundo que ainda vivia os resqucios da escurido promovida por governos
e igrejas. Muitos assuntos eram completamente ignorados e um deles eram as leis naturais.
     Tornar clara a lei natural numa sociedade secularizada como a nossa  o maior desafio, e nenhum lder espiritual deve fugir dessa tarefa. Em breve teremos que
nos encontrar com Deus e prestar conta das pessoas que ele nos confiou.
     O que diremos quando Deus nos questionar sobre esse assunto?
     Mas afinal, por que Satans tem tanto interesse em cegar a mente humana?
       "Com a mente servimos ao Senhor. ... Satans triunfa na obra danosa que faz mediante o levar a famlia humana a condescender com hbitos que os destroem".71
     O inimigo de Deus sabe o que fazer para neutralizar o ser humano. Ele sabe onde atacar para que os filhos de Deus no tenham condies de decidir corretamente.
     Satans no pode atacar a Deus, ento ele montou um plano para destruir a mente das pessoas e, dessa forma, manter sob o seu controle aqueles que foram criados
 imagem de Deus.
     A mente  a parte mais importante de nosso corpo, porque  com ela que tomamos decises que resultaro em vida ou morte eternas.
      com a mente que servimos ao Criador, por isso ela ser o alvo constante de Satans. Estamos preparados para enfrent-lo? Nossa mente est sendo protegida?
     No estamos sozinhos nessa guerra. Antes de deixar Seus discpulos Jesus disse: "Eis que eu estou convosco todos os dias".72
     Cuidemos bem de nossa mente aplicando as leis naturais em nosso estilo de vida. Somos criaturas de Deus e Ele estabeleceu leis para que essa mquina maravilhosa,
que  o nosso corpo, possa funcionar perfeitamente.

#Captulo Nove


      Lei Nmero Um:

      Regularidade no Comer


     A partir deste captulo veremos mais detalhadamente algumas leis que, se forem seguidas, nos ajudaro a proteger nossa mente e prepar-la para melhor servir
a Deus.
     A primeira lei  sobre ter regularidade no horrio de se alimentar. "Muitos comem a toda hora, a despeito das leis da sade. Depois, a mente fica obscurecida.
Como podem os homens ser honrados com a iluminao divina, quando so to descuidados em seus hbitos, to desatenciosos para com a luz que Deus tem dado com relao
a estas coisas?"73
     H um velho adgio popular que diz o seguinte: "O que o olho no v, o corao no sente." H uma grande verdade nessa frase. Aquilo que os nossos olhos se
demoram, logo comeamos a imaginar e fazer planos de possuir ou executar, porque assim seremos mais felizes. O problema  que nossos olhos no param de captar imagens,
tanto de coisas boas como de coisas que talvez no sejam to boas.
     O que nossos olhos mais vem ao longo de um dia, quando estamos em casa? Diversas frutas, balas, doces e muitas coisas que aguam nosso paladar e causam verdadeiros
desejos de possu-los.
     O hbito de comer a qualquer hora tem sido muito comum na vida de muitas pessoas. Mas no pretendo dedicar este espao para analisar as implicaes fsicas
desse hbito. Vamos tratar das implicaes espirituais.
     O que provoca em nossa vida espiritual o hbito de comer a qualquer hora? Ser que faz tanto mal uma pequena quantidade de alimentos entre as refeies? O que
Deus revelou sobre esse assunto?
     "Se homens e mulheres to-somente se lembrassem de quo grandemente afligem a mente quando afligem o estmago, e de como  Cristo profundamente desonrado quando
se abusa do estmago, seriam corajosos e abnegados, dando ao estmago oportunidade para recobrar sua ao salutar."74
        Duas lies temos que apreender desse texto. Primeira: quando no damos o descanso necessrio ao estmago, afligimos a mente. Se estiver cansada, com certeza
nossa mente vai ter mais dificuldade para trabalhar.
     Segunda: Cristo  desonrado com a atitude de uma pessoa que no cuida dessa mquina maravilhosa criada por Ele. Ela foi preparada para receber combustvel (alimentos)
no mximo trs vezes por dia e com um espao de 5 a 6 horas entre as refeies.
     A grande maioria das pessoas esquece dessa lei natural, ento a mente  afetada, Cristo no  valorizado e Suas leis no podem mais pautar a conduta de Seus
filhos.
     O estmago tem hora para trabalhar, e tambm tem que ter hora para descansar. Quando se come a qualquer hora do dia, o estmago trabalha de forma contnua e
a mente  afligida com essa postura.
      bom lembrar, todavia, que o desejo de se alimentar  divino. Foi o Criador que colocou em ns o gosto pelos alimentos. Mas o inimigo de Deus vai fazer de
tudo para que esse desejo no tenha limites. Alis, ele sempre sugere que ultrapassemos todos os limites que Deus deixou para nosso prprio bem.
     "O apetite nos foi dado para um bom propsito, no para tornar-se instrumento da morte mediante sua perverso, degenerando assim nas 'concupiscncias que combatem
contra a alma'".75
     Temos que lembrar que o apetite, se no for governado por Deus, torna-se ministro da morte. Isso no pode ser passado por alto por todo aquele que se diz cristo
e que est se preparando para viver toda a eternidade obedecendo as leis de Deus.
              "Mediante a satisfao do paladar, o sistema nervoso torna-se irritado e debilita-se o poder do crebro, tornando impossvel pensar calma e racionalmente.
Desequilibra-se a mente".76
     Quando no h regras para o paladar, algumas coisas comeam a ser afetadas no corpo e mente de uma pessoa. Ela costuma ser muito irritada e torna-se impaciente
com facilidade e por coisas bem insignificantes.
     Uma outra conseqncia de um apetite sem controle  a dificuldade de pensar de maneira calma e racional. Muitas pessoas tm dificuldade de parar, pensar e agir.
Um grande grupo age primeiro e depois comea a pensar como encontrar um caminho para sair da dificuldade que entrou.
     E como conseqncia final, a mente torna-se desequilibrada. A pessoa que no vigia o seu apetite sofre ao longo dos anos um desequilbrio mental. No consegue
agir equilibradamente nas diversas situaes que a vida lhe apresenta.
     Alm disso, a pessoa ter dificuldade de valorizar as coisas eternas. "O Redentor do mundo sabia que a condescendncia com o apetite traria debilidade fsica,
adormecendo rgos perceptivos de maneira que se no discerniriam as coisas sagradas e eternas". 77
     Vamos refletir um pouco. Ser que as coisas eternas esto sendo valorizadas pela sociedade? Esto sendo valorizadas pelos cristos em geral? E por voc e eu?
     O que se v em nossos dias  um abandono crescente das coisas sagradas. O materialismo est dominando as pessoas e no h mais tempo para Deus. Os entretenimentos
cada vez mais alcanam a grande maioria, dominando e ocupando quase todo o tempo das pessoas.
     As preocupaes com a sobrevivncia e a competio entre as pessoas fazem com que vivam numa roda viva onde no h tempo para pensar nas coisas de Deus.
     A grande maioria dos que se dizem cristos freqenta uma igreja apenas em ocasies especiais. Deus no faz mais parte do seu dia-a-dia. As coisas eternas esto
cada vez mais sendo desprezadas ou trocadas por prazeres do momento.
     E, finalmente, o apetite desenfreado nos afasta de Deus. "Muitos, por sua condescendncia com o apetite, separam-se de Deus".78
     Algum pode estar se perguntando: Ser que Satans sabe de tudo isso que Deus nos revelou? A resposta  sim, e ele sabe muito bem. A estratgia dele  nos oferecer
coisas boas a todo o momento. E muitas vezes ele usa pessoas muito queridas nossas para nos oferecer coisas que estimulam o nosso apetite. Seu objetivo  que o efeito
tenha longa durao, pois quer que nos separemos de Deus.
     Essa separao nem sempre  uma ruptura completa com Deus, mas pode ser tambm um estilo de vida onde Deus no  a autoridade final. A separao de um casal,
por exemplo, no comea num cartrio. Primeiro vem o divrcio emocional, sentimental, espiritual e depois o fsico. Ento o casal procura o divrcio legalmente reconhecido.
     A separao com Deus segue passos bem semelhantes. Muitos hoje aparentemente esto vivendo com Deus, mas na verdade esto totalmente divorciados dEle.
     Satans usar o apetite e nos oferecer coisas agradveis ao paladar nos intervalos entre as refeies. Ele no perder uma oportunidade para dar continuidade
ao seu plano.
     "Satans est constantemente alerta, para submeter a humanidade inteiramente ao seu controle. Seu mais forte poder sobre o homem exerce-se atravs do apetite,
e este procura ele estimular de todos os modos possveis".79
     Ele sabe onde e como atacar os filhos de Deus. Para cada um h uma estratgia diferenciada. A grande pergunta que precisamos responder : quem governa nosso
apetite? Se ele  governado por uma natureza amorosa, se estamos seguindo o que Deus nos revelou, ento o caminho de inimigo estar bloqueado, e ele ter dificuldade
para ter acesso em nossa vida.
     Deus deseja muito nos proteger contra os ataques do inimigo, e uma das formas de cooperarmos com Ele  respeitando as leis naturais. A primeira lei nos adverte
a no ingerirmos nada entre as refeies.
     "Fico atnita ao saber que, depois de todo o esclarecimento que tem sido dado ... muitos de vs comeis entre as refeies! No deveis nunca permitir que um
bocado vos passe pelos lbios entre vossas refeies regulares".80
     "Coisa alguma se deve comer entre elas, nada de doces, nozes, frutas, ou qualquer espcie de comida".81
     "O estmago precisa de perodos regulares de trabalho e repouso; e por isso  uma das mais nocivas violaes das leis da sade o comer irregularmente e entre
as refeies".82
     A mquina viva precisa de descanso, conforme seu Criador designou.
     O estmago trabalha em torno de 2 a 3 horas para fazer a digesto de uma refeio, transformando o que era slido em um lquido rico em nutrientes que  enviado
para o intestino. Aps esse trabalho, ele est exausto e precisa de um tempo de descanso, semelhante ao que ele trabalhou.
     Uma refeio devia se distanciar da outra em torno de cinco a seis horas. Quando no h descanso, o estmago acaba entrando num processo infeccioso, que produz
dor de cabea com uma certa freqncia.
      O Criador do Cu e da Terra nos adverte para cuidarmos bem de nosso organismo, porque  atravs de uma parte importante do corpo que Ele vai se comunicar conosco.
"Com a mente servimos ao Senhor".83
     A grande discusso neste momento no  o que as pessoas pensam, ou o que a comunidade cientfica est afirmando. O ponto em questo : Temos uma revelao de
Deus. Um segredo nos foi contado. Est claro que comer entre as refeies  uma das estratgias do inimigo para entorpecer nossa mente e nos separar de Deus.
     Ento podemos pensar: Mas como uma coisa to boa, e ao mesmo tempo to simples, pode ter implicaes to profundas no meu relacionamento com Deus?
     A cincia diz que "em um estudo com 278 crianas de quatro em diante, observou-se que o grupo de crianas que comia entre as refeies possua um alto ndice
de cries. A diferena de cries encontradas no grupo que comia irregularmente para as que possuam hbitos corretos foi de 99%".84
     A questo aqui no  se isso faz mal ou no  nossa sade, mas sim como  que vamos reagir ao que Deus revelou. Sabemos agora um dos segredos de Deus, e teremos
apenas duas opes: submeter-nos totalmente  vontade revelada de Deus, ou rejeitarmos e desprezarmos o que est escrito.
     O que Deus falou atravs dos profetas  hoje reconhecido pelos mdicos. Eles confirmam que esse mau hbito provoca problemas de sade e problemas espirituais.
     O que vamos permitir nos dominar: nossos gostos ou a vontade de Deus? Nossa vida nos julgar. Ela poder nos condenar ou mostrar nossa submisso  Sua Palavra.
     A fora no est no que a cincia diz, mas sim no que Deus diz. Ele quer nosso xito e sucesso, mas para isso temos que seguir e aplicar a Sua frmula: "Crede
no Senhor vosso Deus e estareis seguros, crede nos seus profetas e prosperareis".85
     Se tivermos uma postura de f e prtica ao recebermos uma revelao, a prosperidade vir naturalmente. E essa  a vontade de Deus para todos os Seus filhos.
        Agora temos um desafio: Ou andamos no caminho revelado por Deus e alcanamos a prosperidade, ou andamos no caminho da descrena. Qual caminho escolheremos?
#Captulo Dez


      Lei Nmero Dois

    Evitar o veneno branco


     Quando se fala em doce, o que vem  nossa mente?
     A palavra doce sempre esteve ligada a algo bom, desejvel.  assim que os escritores bblicos viam o acar. "Oh! Quo doces so as tuas palavras ao meu paladar!
Mais doces que o mel  minha boca".86
     Asafe, ao descrever a beleza da Palavra de Deus, usa a expresso "doce" ou "mais doce do que o mel." "Come mel, meu filho, porque  bom, e o favo de mel, que
 doce ao seu paladar".87
     Ao estabelecer as leis naturais, Deus tinha o propsito de proteger Seus filhos. Mas o inimigo de Deus tambm tinha e ainda tem sua grande meta, que  atingir
nossa mente, fazendo com que ela fique incapacitada de entender as coisas de Deus. Ele quer torn-la to obscurecida a ponto de o homem passar a inverter os papis.
Quer que o ser humano no tenha condies mais de distinguir entre o que santo e o que  profano. Ele trabalha para que a inverso seja to ampla que o sagrado passa
a ser comum e o comum torna-se sagrado.
     O acar foi colocado em abundncia por Deus na natureza. Os alimentos, nas suas mais variadas formas, contm o acar que o organismo necessita, no sendo
prejudicial  nossa sade. Nas frutas, por exemplo, o acar vem na quantia certa e  uma bno para a vida humana.
     Mas o homem no quis mais andar no caminho que Deus estabeleceu e comeou a retirar o acar da natureza e refin-lo. Nesse processo de refinamento ocorre um
aumento de calorias numa pequena quantidade de acar, sem carregar nenhum outro nutriente.
     "Acar no  bom para o estmago. Causa fermentao, e isto obscurece o crebro e ocasiona mau humor".88 O acar no estmago causa fermentao e produz lcool,
e esse combustvel leva dois minutos para chegar ao crebro. A irritao e o mau humor so ingredientes da natureza carnal, e o acar potencializa essa natureza.
Ele obscurece o crebro, e ento no se pode entender com clareza as coisas de Deus.
     O Dr. Hlnio Nogueira, em seu livro Viva Mais Leve, afirma:
     "Quando se come muito acar, ou doces com muito acar, foramos um aumento na produo de insulina.  a insulina que facilita o consumo rpido desse acar.
A insulina em excesso vai consumir todo o acar que voc comeu e vai continuar comendo todo o acar normal que encontrar em seu sangue. Assim, trs a quatro horas
depois de ter comido, algumas pessoas comeam a suar frio e sentir-se mal, com sonolncia ou irritao exagerada".89
     Por que tantos filhos irritados? Por que tantos pais sem pacincia com as crianas? Por que tanta violncia em nossa sociedade? Por que velhos so maltratados
em asilos? Por que tantas pessoas se agridem por coisas to banais? Parte da resposta est na quantidade de acar que as pessoas esto usando em sua alimentao
diria.
     Hoje, uma das formas mais comuns e mais usadas do acar  atravs de bebidas gaseificadas, ou refrigerantes. A indstria de cervejas e refrigerantes  um dos
empreendimentos que mais crescem no mundo. Essa inveno, todavia, no ajuda melhorar a vida humana. Pelo contrrio, prejudica.
     O Dr. Jos Roberto Santiago, ao defender sua tese de mestrado na Faculdade de Medicina da UNESP, campus Botucatu, afirmou o seguinte:
     "Em 2002, o Brasil foi o terceiro maior produtor mundial de refrigerantes, com a produo de 11,5 bilhes de litros, e faturamento mdio anual de R$ 12 bilhes,
sendo superado apenas pelos Estados Unidos e pelo Mxico. O consumo nacional quintuplicou de 1992 a 2002. Chegou a 69 litros por habitante no ano de 2002, ocupando
a quarta colocao mundial, atrs dos Estados Unidos, Mxico e Alemanha."90
     No site Folha Online, de 26/08/2004, foi possvel acessar um estudo publicado no Journal of the Amerian Medical Association, com as seguintes descobertas:
     "O estudo realizado com 91 mil mulheres mostra que, em um perodo de nove anos, houve forte variao de peso entre as que aumentaram o consumo de refrigerante
de uma vez por semana para pelo menos uma vez por dia, com ganho de nove quilos, em mdia.
     "Alm disso, o risco de desenvolver diabetes tipo 2 mostrou-se 83% maior para as que consumiam a bebida adocicada diariamente, em relao ao grupo que s bebia
uma vez por ms.
     "'Nossos resultados sugerem que o consumo freqente de bebidas aucaradas pode ser associado ao ganho de peso e  diabetes tipo 2 por fornecer um excesso de
calorias e uma grande quantidade de acar rapidamente assimilada pelo organismo', escrevem os autores do estudo".91
     O que chama a ateno nas declaraes mdicas  que eles no fazem referncia ao prejuzo que o acar pode causar  mente. Deus j havia revelado, no ano de
1870, que o alto consumo de acar era prejudicial ao ser humano. Ele est muito mais preocupado com o efeito do acar em nossa mente do que em nosso corpo.
     Lembre-se: o grande objetivo de Satans  atacar nossa mente, para no compreendermos as grandes verdades de Deus para ns.
     H outros produtos onde tambm podemos encontrar grandes quantidades de acar. "Bolos, pudins, massas, gelias, doces, so a causa ativa de m digesto. Especialmente
nocivos so os cremes e pudins em que o leite, ovos e acar so os principais elementos".92
     Numa pesquisa feita na Universidade de Loma Linda, EUA, constatou-se que cada glbulo branco tem capacidade de destruir catorze bactrias nocivas ao corpo,
mas se for usada uma quantidade de acar maior do que o corpo necessita, a capacidade de destruio diminui na seguinte proporo:

Colheres de acar
Capacidade de destruio
O
14
6
10
12
5 1/2
18
2
24
1
          93
     Podemos observar no quadro que, quanto mais se usa acar, mais os glbulos brancos se tornam impotentes diante das bactrias.
     Deus criou o ser humano com um sistema fantstico de defesa, mas se usarmos muito acar esse sistema ser quase que por completo anulado. Conseqentemente,
Deus no poder nos proteger de muitas enfermidades que podero aparecer.
     O que o mundo nos tem oferecido em abundncia no est contribuindo para nossa espiritualidade, tampouco nos ajuda no desenvolvimento da natureza amorosa.
     O inimigo de Deus, alm de no deixar que essa natureza seja desenvolvida, quer destruir a sade das pessoas. Ele se deleita na doena e no sofrimento. Por
isso, deixar de usar muito acar est mais relacionado com a espiritualidade do que com a sade em si.
     O mdico americano, Walter Willett, professor dos departamentos de epidemiologia e nutrio da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos,  uma autoridade
mundial em alimentos. Ele afirmou que o acar pouco pode ajudar o nosso corpo. "O acar  um alimento calrico e sem nenhum valor comercial. Por isso, o melhor
a fazer  comer pouco".94
     Voc no deve mudar seus hbitos alimentares somente pelo aspecto da sade fsica, mas a mudana deve vir por uma necessidade de crescimento espiritual. Cuidar
da sade no  apenas pela sade fsica, mas cuidar do corpo  um mandamento de Deus.
     A grande maioria dos produtos alimentcios que encontramos  venda hoje  prejudicial  nossa mente. Tem muito acar disponvel nas padarias, lanchonetes,
supermercados e at mesmo nas casas. Tudo isso contribui para potencializar a natureza carnal e destruir a natureza amorosa dos filhos de Deus.
     " melhor deixar em paz os doces. Deixai em paz aquelas sobremesas doces que so colocadas sobre a mesa. No necessitais delas. Precisais de uma mente clara
para pensar segundo a vontade de Deus".95
     Uma mente clara  o sonho de Deus para todos os Seus filhos. Uma mente mais poluda e embotada  o sonho do inimigo de Deus.
     Infelizmente, muitas pessoas no conseguem ver algum mal em usar acar em abundncia nas suas mais diversas formas. A mensagem de sade, o cuidado com o corpo,
tem muito a ver com a grande guerra entre o bem e o mal.
     A estratgia do inimigo  obscurecer a mente com coisas lcitas e boas. Ele no criou somente coisas ruins. Criou coisas boas tambm, mas no saudveis.
     "Com a mente servimos ao Senhor".96
     Nossa mente tem trs grandes divises: a primeira localiza-se  frente da cabea e  conhecida como Lbulo Frontal. Nela esto as mais altas funes do crebro,
pois ali esto centralizadas a inteligncia, a razo e as convices morais e espirituais. Ela tambm  conhecida como a coroa do crebro. Essa  a parte que diferencia
o homem dos outros animais.
     Quando o lbulo frontal  afetado, so afetados os princpios ticos e morais. Portanto, essa  a parte mais cobiada pelo inimigo.
     Vamos refletir um pouco: Os princpios ticos e morais esto em alta na sociedade moderna? Esto em alta no meio cristo? Esto em alta nas famlias crists?
     A segunda diviso da mente localiza-se na parte superior do crebro. Ali est toda a coordenao motora e as percepes, como a fala e a viso. Nessa parte
o inimigo no tem muito interesse.
     A ltima diviso  a que est na parte de trs da cabea. Ali esto todos os sistemas autnomos do crebro. Essa parte do crebro humano  igual ao dos animais,
pois no depende da vontade do homem para funcionar.
     O acar refinado veio ajudar a obscurecer o crebro. Ele comeou a ser vendido como energtico nas farmcias,  semelhana da Coca-cola, que era um xarope
tambm vendido em farmcias. "Em 1820 o consumo de acar por pessoa, nos Estados Unidos, era de 8 libras. Em 1940 era de 96 libras".97
     O consumo de acar, nas suas mais diversas formas,  algo assustador. Mas ele se torna um "veneno" quando  misturado com leite e ovos. Essa combinao  muito
usada na culinria. Os mais apetitosos doces possuem essa triste combinao, que  muito boa ao paladar, mas a mente fica congestionada, embotada, lenta.
     "Em geral, usa-se demasiado acar no alimento. Bolos, pudins, massas folhadas, gelias e doces so causa ativa de m digesto. Especialmente nocivos so os
cremes e pudins em que o leite, ovos e acar so os principais elementos".98
     Os alimentos que contm leite, ovos e acar so nocivos ao corpo. Essa combinao s causa problema  mquina humana.
     Deus nos revelou mais um segredo, e com essa informao Seu propsito  nos proteger, principalmente proteger nossa mente.  com a mente que tomamos as mais
importantes decises de nossa vida.  com a mente que escolhemos quem e como adorar.  com a mente que escolhemos obedecer ou no a Deus.  com a mente que dizemos
quem  o verdadeiro Senhor de nossa vida.
     Prezado leitor, posso imaginar o que est se passando em sua cabea nesse momento. Por certo h um grande nmero de perguntas, talvez sem respostas. O que fazer
com esse segredo? Como agir com essa informao? Qual deve ser nossa postura diante do que Deus nos revelou?
     "Estas mudanas devem ser feitas com prudncia, e o assunto deve ser tratado de tal maneira a no desgostar e suscitar preconceito por parte das pessoas a quem
queremos ensinar e ajudar".99
     Devemos nos lembrar de algo muito importante: no se mudam comportamentos, hbitos, sem primeiro mudar valores. Nossa primeira preocupao deve ser viver o
que aprendemos, para depois ensinarmos. Tenhamos pressa em viver esses segredos e muita pacincia para ensin-los.
     Lembre-se que a mensagem de sade  para ajudar os filhos de Deus a desenvolverem a natureza espiritual e amorosa. No  com crticas e condenaes que as mensagens
de Deus tm que ser apresentadas.
     As mudanas devem ser feitas em primeiro lugar em nossa vida, e depois, com muito amor e compreenso, em nossa famlia e, por fim, em nossa comunidade. Nunca
queira fazer o caminho inverso. Ser uma tragdia!
     Com equilbrio, comecemos nossa caminhada rumo  vontade de Deus. Com lucidez mental faamos as mudanas que julgarmos necessrias em nossa vida, e quando Deus
impressionar nosso corao, comecemos a testemunhar dos benefcios que estaremos sentindo aps seguir os planos do Criador.
     Lembremos de um detalhe muito importante: No podemos ensinar a sade s pela razo de termos mais sade fsica, mas devemos cuidar da sade para podermos compreender
melhor as verdades que Deus tem nos revelado.
     Um outro ponto muito importante no estudo desse tema  sobre a prioridade. O que vai predominar  o que gostamos ou o que Deus nos disse atravs de Seus profetas?
     O sonho de Deus  que nossa vida seja marcada pela obedincia a toda Palavra que sai da boca do Senhor.

#Captulo Onze


      Lei Nmero Trs

    Evitar alimentos refinados


       Um dia o sonho comea a virar realidade. Tudo o que estava na mente de Deus o Pai, Filho e Esprito Santo, comea a tornar realidade.
     Um novo planeta estava sendo criado e novos filhos seriam criados para viverem neste novo mundo. Feito em sete dias, a cada dia que as coisas eram criadas o
Criador terminava Sua tarefa com estas palavras: "E Deus viu que ficou bom".100
     Assim foram todas as coisas feitas neste novo mundo, conhecido hoje como o planeta Terra. Mas no sexto dia da semana da criao Deus criou o homem  sua imagem
e semelhana (Gn 1.27), e planejou para eles o que havia de melhor. O melhor ambiente, um jardim e tambm a melhor comida para Seus filhos queridos.
     O Criador deu as frutas de todas as rvores e todos os tipos de gros para Ado e Eva usarem como alimento. Esse era o cardpio do den. "Disse Deus: Eis que
dou todas as plantas que nascem em toda a terra e produzam sementes, e todas as rvores que do frutos com sementes. Elas serviro de alimentos para vocs".101
     Ser que o Criador se enganou com o que o homem deveria comer? Ou ser que novamente estamos sendo atacados pelo argumento diablico de que Deus est escondendo
algo que  bom para Seus filhos?
     Neste captulo vamos estudar o que significa os gros na vida de quem quer preparar a mente para servir ao Senhor.
     O plano original de Deus  seguido por um grupo reduzido ao redor do mundo, e a grande maioria no usa os gros integrais como base da sua alimentao, mas
sim produtos extremamente refinados como base para a sua dieta alimentar.
     Ser que o sonho de Deus mudou? Ele tem algo a dizer para o homem moderno? Ele ainda sonha em ver Seus filhos usarem gros e frutas como base para sua dieta
alimentar?
     O que est sendo colocado na mesa de muitas pessoas no  suficiente para construir um corpo saudvel e nem uma mente lcida.
     "Para o po, no  melhor a farinha branca, superfina. Seu uso nem  saudvel nem econmico. A farinha branca, fina, carece de elementos nutritivos que se encontram
no po feito do trigo integral.  causa freqente de priso de ventre e outras condies insalubres".102
     O po  um alimento universal. Em qualquer parte do mundo podemos encontr-lo nas suas mais diversas formas, mas infelizmente o po oferecido em abundncia
em nosso planeta no  mais aquele que pode nutrir o corpo e ajudar a mente a estar lcida para compreender as verdades espirituais.
     O po de farinha refinada, ou mais conhecido por "po branco", bem pouco pode fazer em favor do seu usurio. Pelo contrrio, o po branco  responsvel por
produzir alguns males  sade das pessoas, sendo a priso de ventre o mais conhecido deles.
     Mas h um outro problema que o uso contnuo desse alimento acarreta  sade. A farinha refinada no tem mais fibras, e partculas desse alimento podem aderir
s paredes do aparelho digestivo.
     Quando meus irmos e eu ramos crianas, por no termos cola para encapar os cadernos escolares, nossa me fazia uma cola com farinha branca e gua. Isso resolvia
nosso problema.
     Essa cola vai para dentro de nossa mquina maravilhosa. Mas esse no era o sonho de Deus. Ele deu gros integrais e frutas para o homem usar em sua alimentao.
     O po  um alimento mundial e amplamente utilizado. Juntamente com ele vm diversas outras massas.
     "O po  o verdadeiro bordo da vida, e portanto toda cozinheira deve ser excelente em faz-lo".103 Se o po  o bordo da vida, ento precisamos ter certeza
que estamos ancorando nossa vida e a de nossa famlia num bordo seguro e forte.
     Hoje o bordo que a grande maioria est usando  fraco no aspecto nutritivo, e prejudicial ao funcionamento correto do intestino. "O uso comum do po de farinha
beneficiada, no pode manter o organismo em condies saudveis".104
     O po branco impede que o corpo receba as vitaminas a sais minerais que o alimento contm. O que Deus colocou nos gros tem um duplo objetivo: nutrir e proteger.
Hoje todos procuram se nutrir, mas nem todos protegem o organismo das mais variadas doenas. Um Deus que ama protege, e Ele o fez muito bem quando l no den deu
os gros integrais para a alimentao de nossos pais.
     H uma experincia feita em Singapura. Antes da segunda guerra mundial a mortalidade infantil era de 420 para cada mil crianas. O Dr. Scharff trabalhou por
dez anos, aplicando todos os recursos mdicos conhecidos da poca, e baixou para 160 em cada mil.
     Veio a segunda guerra mundial e eles no podiam importar mais arroz beneficiados. O governo decretou que s poderiam vender arroz integral. Em um ano a mortalidade
infantil caiu para 80 em cada mil crianas.
     O processo de refinar leva  perda de 77% da vitamina B1, 70% de clcio, 70% de fsforo e 75% de ferro. O homem come alimento refinado e os animais irracionais
comem o alimento integral.
     As indstrias esto tentando resolver esse problema usando o processo de enriquecimento dos cereais, ou, como encontramos hoje, os alimentos enriquecidos.
     Comentando esse processo, o Dr. Merveyn G.Hardije, da Universidade de Loma Linda, declarou:
     "Desafortunadamente, nosso conhecimento no  ainda suficiente para saber o que est contido na poro que  beneficiada e retirada fora. Dos vinte ou mais
nutrientes que so removidos, o processo de enriquecimento repe apenas trs vitaminas e o ferro".105
     O pesquisador britnico, Dr. Denis Kurkitt, fez um estudo entre a dieta americana e a africana. Ao analisar a incidncia das altas taxas de cncer no intestino
dos ocidentais conclui que a causa estava diretamente relacionada  forma de alimentao. O homem branco come muito mais cereal refinado que o africano, e os resduos
do refinado permanecem por muito mais tempo no intestino.
     Os alimentos ricos em fibras ajudam a expelir logo os resduos fecais e as substncias txicas. Deus deixou os gros para que o homem fosse nutrido e ao mesmo
tempo protegido de muitas enfermidades. Se o po  o bordo da vida, ele precisa no somente nutrir, mas tambm proteger.
     Satans est tirando o que Deus deixou para nossa proteo e o que estamos vendo  um mundo cada vez mais enfermo e doente.
     Enquanto escrevo este captulo, minha famlia est sofrendo com o quadro de sade de nosso pai. Ele tem cncer no intestino, e uma das maiores causas da doena
est relacionada com a alimentao que ele usou por toda sua vida. Seu regime alimentar era pobre em fibras e rico em refinados.
     Uma dieta baseada em alimentos refinados est dando todas as condies para o desenvolvimento dessa doena ainda incurvel. Por esse motivo Deus ainda insiste
com o ser humano, em pleno sculo vinte e um, para que use mais alimentos integrais.
     "O Senhor deu Sua palavra ao Israel antigo de que se se apegassem firmemente a Ele e cumprissem todas as Suas exigncias, guardaria o Seu povo das doenas que
haviam atribulado os egpcios; mas essa promessa foi feita sob condio de obedincia".106
     Os filhos de Deus receberam orientaes especficas no passado, quando estavam no Egito, com o objetivo de que os israelitas no tivessem as doenas comuns
dos egpcios.
     Deus tem o mesmo sonho para ns hoje. Precisamos apenas obedecer a Deus e s Suas leis, lembrando que alimentos saudveis so os integrais, que nutrem e protegem.
     Deus tinha um plano para Israel no passado. "Se os israelitas houvessem obedecido s instrues recebidas, aproveitando-se de suas vantagens, ter-se-iam tornado
para o mundo um modelo de sade e prosperidade".107
     O sonho de Deus no foi atingido pelo povo de Israel. Pouco a pouco comearam a se distanciar do que Deus havia ordenado. Eles deveriam ser modelos para o mundo
no campo da sade.
     As leis de sade dadas por Deus aos israelitas tinham como objetivo garantir qualidade de vida. Ao se alimentarem melhor estariam se protegendo de muitos males.
No entanto, "deixaram de cumprir o plano divino e, desta forma, de receber tambm as bnos que poderiam ter sido suas".108
     Mas nem todos os israelitas foram rebeldes  revelao de Deus. Muitos souberam aproveitar e foram fiis ao que Deus havia dito por intermdio de Seus profetas.
     Hoje, Deus espera o mesmo de Seu povo. Ele ainda deseja que tenhamos mais sade e sejamos protegidos. O Criador continua alimentando o sonho de ver Seus filhos
sem as doenas que afligem a grande maioria. Mas para que isso acontea precisamos desenvolver uma atitude de submisso s leis divinas.
     "Mas em Jos e Daniel, Moiss e Elias e em muitos outros, temos exemplos nobres dos resultados que se podem obter de um plano sbio de vida. Da mesma maneira
a fidelidade hoje em dia produzir resultados idnticos".109
     Como est nosso compromisso com Deus? Estamos seguindo Seu plano para ns?
     "Vocs, porm, so gerao eleita, sacerdcio real, nao santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a
sua maravilhosa luz".110
     H um sonhador. H um sonho. H uma estratgia. Deus  o grande sonhador e Seu sonho  que sejamos Suas mos e Seus ps nos dias modernos. E Sua estratgia
 que nos envolvamos com todas as pessoas possveis para anunciarmos a elas as virtudes do Criador do cu e da terra.
     O sonho de Deus beneficia quem o realiza. Quando usamos os alimentos integrais, ganhamos mais qualidade de vida e ficamos mais protegidos de muitas doenas
que afligem a humanidade nestes dias finais da histria deste mundo. Portanto, Ele nos chamou "para". Isso mostra com clareza a razo de nossa existncia: ser um
proclamador das virtudes maravilhosas de Deus.
     No passado, muitos entendiam a mensagem divina e se envolviam plenamente com o sonho do Criador. Um dos exemplos mais fortes foi Jos e Daniel. Eles fizeram
sua parte vivendo e proclamando as virtudes de Deus em mundo completamente contrrio aos planos do Criador do cu e da terra.
     Lembremos que, ao usarmos gros e frutas em nossa dieta alimentar, no estaremos colaborando apenas com nossa sade, mas estaremos dando um testemunho claro
de obedincia a Deus. O resultado dessa obedincia  desfrutarmos de uma mente clara e lcida para compreendermos melhor as verdades de Deus para esta ltima gerao.
     Ser que o povo de Deus est perdendo a bno da sade, prometida por Ele, por no seguir Suas leis?
     Sejamos proclamadores das bnos de Deus a este mundo secularizado, para que mais pessoas aceitem os planos de Deus e sejam protegidas dos males desta vida.
#Captulo Doze


      Lei Nmero Quatro

    Terceira refeio mais leve


     H um pensamento que tem sido um grande desafio para mim nos ltimos tempos. Ele retrata uma grande realidade. O autor  desconhecido, mas isso no tira a sua
importncia. Ele diz o seguinte: "A metade do que comemos  para o nosso sustento e a outra metade  para sustentar o nosso mdico".
     Um dos pases onde mais se come  o Brasil. Aqui h abundncia de alimentos e por isso nosso pas tem um ttulo no muito agradvel, que  o de ser campeo
em desperdcio.
     Neste captulo trataremos da grande quantidade de comida que  usada por muitas pessoas em todo o mundo, mas principalmente em nosso querido Brasil.
     H um princpio que temos que estar atentos continuamente. Nunca se muda comportamento, atitudes, sem primeiro mudar valores. A grande necessidade de nossa
sociedade moderna  de valores ticos e morais, e estes s podem ser elevados quando a maneira de pensar dos seres humanos mudar.  por isso que Paulo faz um apelo
todo especial ao escrever sua carta  igreja de Roma:
     "Portanto, irmos, rogo-lhes pelas misericrdias de Deus que se ofeream em sacrifcio vivo, santo e agradvel a Deus; que  o culto racional de vocs. No
se amoldem ao padro deste mundo, mas transformem-se pela renovao de vossa mente".111
     Paulo, inspirado pelo Esprito Santo, afirma que o nosso corpo deve ser oferecido ao Senhor, no para ser queimado, mas vivo, ou seja, Deus no quer que morramos,
mas sim que vivamos para Ele.
     Uma pessoa s consegue viver para o Criador quando sua mente e seus valores forem mudados. Sem mudana de mentalidade no existe mudana de hbitos ou comportamentos.
     No plano de Deus, nosso corpo deve ser uma forma de testemunhar de Seu poder. Ele ser honrado pelo cuidado que tivermos com nosso corpo. Mas a grande preocupao
de Deus  com uma parte sensvel do nosso corpo, a mente, pois "com a mente servimos o Senhor".112
     Sendo assim, precisamos ter um cuidado todo especial para que nossa mente sempre esteja em condies de estar  disposio do Criador, e precisamos estar atentos
para que o inimigo de Deus no venha tomar posse dela, porque ele tem grande interesse nisso. Ele tenta todas as estratgias possveis para desequilibrar nossa mente
e assim ter acesso pleno a ela. Ele tenta nos levar a transgredir a quarta lei natural tambm.
     "O jantar, quando muito cedo, interfere com a digesto da refeio anterior. Sendo mais tarde, no  digerido antes da hora de deitar. Assim o estmago deixa
de conseguir o devido repouso. O sono  perturbado, cansam-se o crebro e os nervos,  prejudicado o apetite para a refeio matutina, o organismo todo no se restaura
nem estar preparado para os deveres do dia".113
     Quando a terceira refeio  muito prxima da segunda, no se d tempo suficiente para digesto e descanso do estmago. Quando  muito tarde da noite, e em
grande quantidade, o estmago trabalha at altas horas para conseguir cumprir sua tarefa.
     Esse tipo de comportamento faz com que o organismo no descanse, o sono fica perturbado e os nervos e o crebro so prejudicados. Isso significa que com esse
desequilbrio a mente no fica capacitada para os deveres dirios.
     Hoje h muitas pessoas cuja mente no consegue mais discernir o que est acontecendo com elas. So vtimas do inimigo, e com sua mente desequilibrada no conseguem
ver que esto sendo usadas por Satans, quer seja dentro da famlia, no trabalho ou na vida diria.
     "O estmago, quando nos deitamos para dormir, deve ter terminado todo o seu trabalho, para fruir o descanso, assim como as outras partes do corpo. O trabalho
da digesto no deve prosseguir em tempo algum das horas do sono".114
     Aqui est a vitria do inimigo. Muitas pessoas correm o dia todo e  noite, com mais calma, lotam os restaurantes para comer e beber. O crebro e os nervos
ficam cansados e Deus tem dificuldade de atuar nelas.
     A digesto deve estar concluda at a hora de dormir. Quando ela ocorre durante o sono, o crebro no descansa e no h disposio para tomar a primeira refeio
no dia seguinte. Infelizmente, porm, essa lei natural tem sido tremendamente desrespeitada pelo homem ao longo da sua histria.
     Lembre-se: Um bom dia comea com uma boa noite de sono. Se no cuidamos do horrio e da quantia que comemos  noite, o corpo no vai descansar e a mente ser
prejudicada.
     Quando no damos o descanso devido ao estmago, transgredimos uma das leis naturais e ficamos em falta com Deus. Ele nos adverte que "o estmago precisa de
perodos regulares de trabalho e repouso; e por isso  uma das mais nocivas violaes das leis da sade o comer irregularmente e entre as refeies".115
     Ao sobrecarregar o estmago, principalmente na terceira refeio, ou comendo qualquer "besteirinha" entre as refeies, a pessoa est se colocando contra Deus
e Suas leis. Essa  uma das mais nocivas violaes das leis de sade. E "... a transgresso da lei fsica  transgresso das leis naturais".116
     Quando se transgride as leis que regem o corpo humano, se transgride as leis naturais, cujo Autor  o mesmo que escreveu a lei moral nas duas tbuas de pedra
e as entregou a Moiss no Monte Sinai (x 31.18). "Os que violam as leis de sade ficaro mentalmente cegos e transgrediro a lei de Deus".117
     Deus deseja preparar um povo para ser Seu representante aqui nesta Terra. Mas Seu inimigo quer nos tornar cegos, para que no compreendamos nem valorizemos
as coisas de Deus.
     A pior cegueira no  a fsica, mas a mental.  com a mente que servimos ao Senhor. Se estivermos cegos, nosso servio ficar comprometido.
     Uma pessoa fisicamente cega pode fazer muitas coisas, mas h coisas que ela no pode fazer com a rapidez e desenvoltura que algum com viso perfeita faz, e
h coisas que ela jamais poder fazer pela limitao da viso.
     Quando o inimigo cega uma pessoa, ele tem dois propsitos: lev-la a transgredir as leis naturais e lev-la a transgredir a lei moral de Deus. Infelizmente,
muitas pessoas que se dizem crists esto cegas. Cego  aquele que no d valor a determinadas coisas espirituais.
     As pessoas se espantam quando ouvem na mdia notcias de massacre. Como uma pessoa pode entrar numa Universidade, prender os estudantes e depois metralh-los?
Como pode uma pessoa matar 32 pessoas inocentes?
     As pessoas esto cegas. No do valor s leis naturais, e o passo seguinte  a transgresso da lei de Deus. No matar  um dos mandamentos da lei moral de Deus,
mas para quem est cego no h nenhum mal em matar pessoas inocentes com toda a crueldade.
     Foi para proteger Seus filhos que Deus revelou Seus sonhos e nos deixou orientaes, como a que segue: "... Todavia, sob certas circunstncias, talvez algumas
pessoas tenham necessidade de uma terceira refeio. Esta, porm, deve ser muito leve, e de comida de fcil digesto".118
     "Bolachas de sal, ou po torrado e fruta, ou bebida de cereal, eis os alimentos mais prprios para a refeio da noite".119 Alm de leve e de fcil digesto,
a terceira refeio deve ser tomada cerca de 5 a 6 horas aps a refeio do meio-dia.
     Com essa orientao podemos deduzir que a terceira refeio deve ser isenta de duas coisas: gorduras e protenas. No entanto, a maioria das refeies noturnas
 saturada de gordura e protena animal, em forma de queijos e carnes. So os famosos "lanches", encontrados facilmente nas esquinas at mesmo das pequenas cidades.
     A lei natural estudada neste captulo tambm pode ser chamada de a "verdade presente". Viver essa verdade  o desafio de todo cristo nesta gerao. A prtica
dessa verdade nos ajuda a proteger nossa mente das astcias do inimigo.
     H um outro ponto que tambm precisamos estar atentos: Deus nos revelou mais um dos Seus segredos. Qual ser nossa reao? Temos apenas duas opes: obedecer
ou nos rebelar.
     Se escolhermos o caminho da obedincia, teremos nossa mente protegida da cegueira mental produzida pelo inimigo. Mas se seguirmos o caminho da rebelio, teremos
duas opes: a rebelio "clara" ou a "branca".
     Quando uma pessoa assume a rebelio "clara", ela  vista debatendo contra aquilo que est sendo proposto. Vimos bem poucas pessoas no meio cristo assumindo
uma rebelio "clara" contra essa revelao de Deus.
     Mas a rebelio "branca"  disfarada, simulada. A pessoa no discursa contra a mensagem de sade, mas  vista vivendo apenas parte do que foi revelado, e fazendo
brincadeiras ou desprezando o que foi escrito.
     Infelizmente a grande maioria dos que se dizem cristos est no caminho da rebelio "branca". Eles no so contra, mas no vivem tudo o que crem e zombam de
quem ensina essas verdades.
     Mas Deus nunca deixa de proteger Seus filhos. Ele nos ama e sempre far tudo para nos proteger, pois quem ama protege. Deus  amor e seria impossvel no nos
proteger diante de Sua natureza amorosa.
     Jamais Deus vai nos pedir algo que no seja bom para ns. Se Ele est pedindo para cuidarmos do que e quanto comemos na ltima refeio do dia  porque Ele
quer nos proteger.
     Lembre-se: o caminho para protegermos nossa mente passa obrigatoriamente pela obedincia s leis de Deus. Andemos nesse caminho apontado por Ele e vivamos com
plena sade fsica, mental e espiritual.

#Captulo Treze


      Lei Nmero Cinco

    No usar lquido s refeies


     Estava na cidade de Joinville para ter uma audincia com o ento Deputado Federal, Luiz Henrique da Silveira. Era o ano de 1995 e estvamos buscando um caminho
para termos uma emissora de rdio em Florianpolis, Santa Catarina.
     Foi agendado um almoo com o deputado, e quando o garom se aproximou e ofereceu refrigerante, todos pediram o de sua preferncia, mas quando chegou a vez do
deputado ele agradeceu e fez um breve sermo para os que estavam  mesa. Ele disse: "O nico ser vivo que enquanto come o slido usa ao mesmo tempo o lquido  o
homem. Nenhum outro animal tem esse comportamento".
     Com isso o deputado no estava dizendo que a gua no  importante para o corpo humano. O que ele estava afirmando  que o homem em muitos casos faz a coisa
certa, mas na hora errada.  certo tomar gua durante o dia, mas no  certo tomar junto com as refeies. E, no incio deste captulo, quero enaltecer o valor da
gua dentro e fora do corpo.
     O inimigo de Deus, no entanto, trabalha o tempo todo tentando confundir as pessoas. Em muitos casos ele prefere que a pessoa faa a coisa certa, mas no momento
errado, pois assim consegue alterar a ordem de Deus.
     gua  tudo para o corpo humano. Ao nascer, o corpo de uma criana  composto por 90% de gua. Quando se torna adulta passa para 70%.  o que afirma Wagner
Victer, especialista em energia, indstria e petrleo, ao escrever sobre o dia da gua, comemorado em 22 de maro.
     A necessidade da gua para o corpo  maior do que o prprio alimento. Dizem os estudiosos que um homem consegue ficar trinta dias sem comer, mas somente cinco
sem ingerir nenhum lquido.
     Essas declaraes nos dizem que, se uma pessoa pesa 70 quilos, 49 quilos  puro lquido. Compreendemos, assim, que todas as funes do corpo dependem da gua.
Os nossos olhos, por exemplo, dependem da gua continuamente para que sejam umedecidos. Se isso no acontecer, eles ficam secos, inflamados e corre-se o risco de
perder a viso.
     A gua est em movimento em nosso corpo atravs dos tecidos, msculos, nervos e pele. Ela est continuamente sendo conservada em nosso organismo atravs de
eficientes mtodos de reciclagem.
     Se tivssemos que beber toda a gua que nosso corpo precisa, seriam necessrios mais ou menos 10 mil litros por dia. Felizmente, atravs dos rins e de vrios
outros sistemas, a gua  reaproveitada. Perdemos apenas de 1 a 3 litros por dia. Ento, quanto devemos repor?
     "Deve-se beber gua em quantidade suficiente para deixar a urina incolor".120 Para que a urina seja clara e sem odor nosso corpo necessita de aproximadamente
dez copos de gua por dia. Mas no precisamos beber tudo isso, porque existem aproximadamente trs copos cheios de gua na comida usada num dia, e mais um copo que
 fornecido como aproveitamento do prprio corpo. Ento, a real necessidade de gua de um adulto em condies de trabalho moderado  em torno de seis a oito copos
de gua por dia.
     Ao usar gua em abundncia notamos grandes vantagens em nossa sade.
     O Doutor Eduardo Clajus Oliveira afirmou, em uma de suas palestras, que muitas doenas podem vir como conseqncias de um baixo consumo de gua. Algumas delas
so:
     - Distrbio digestivo: Tanto o uso de lquido nas refeies, como a falta dele ao longo do dia, produzem m digesto.
     - Obstipao Intestinal: Devido  falta de gua no organismo, ocorre ressecamento das fezes, aumentando a tendncia  hemorride e cncer.
     - Distrbios Neurolgicos:  muito comum as pessoas desidratadas ficarem irritadas, nervosas, podendo at surgir confuso mental.
     - Distrbio dos rins e vias urinrias: Quando no bebemos gua suficiente, a urina fica mais escura, mais concentrada, favorecendo o aparecimento de infeces,
clculos (pedras) e outras doenas.
     Creio que todas as pessoas tm conhecimento que a gua deve ser usada em abundncia, por dentro e por fora de nosso corpo. Mas s o conhecimento no basta.
Precisamos praticar esses conceitos.
     O inimigo de Deus no est preocupado com o conhecimento em si, mas se vamos aplic-lo corretamente ou no. Ele quer que faamos algo bom na hora errada, para
no termos bons resultados.
     Mas o assunto que estamos analisando no  a necessidade que temos de tomar muita gua durante um dia. O que desejo analisar  o uso de lquido na hora das
refeies.
     O deputado, naquele almoo, deu uma pequena aula sobre o prejuzo que causamos ao corpo quando misturamos lquido com slido. Ele estava preocupado com sua
sade, seu bem estar fsico. Mas nossa motivao deve ser maior e mais ampla. Devemos cuidar do nosso corpo porque o nosso Deus amoroso nos mostrou como devemos
nos comportar na hora das refeies.
     Lembre-se: o mesmo Deus que deu a lei moral, deu as leis de sade.#############################################################################################################










################## ou quanto a falta dele ao longo do dia, produzem msuas palestras afirmou que muitas doenerir nenhum liquido.################## As leis de sade
j so conhecidas pela grande maioria dos adventistas do stimo dia desde 1863. A partir de ento Deus tem cada vez mais mostrado Seu sonho para a ltima gerao
de crentes desta terra.
     O tempo est passando e um bom grupo de pessoas tem sido despertado para essas verdades, mas ainda h um grande desafio: temos que ter pressa em viver essas
verdades e pacincia para ensin-las.
     Usar lquido na hora das refeies causa prejuzo ao nosso organismo. Um deles  que retarda a digesto. "Na verdade, quanto mais lquido for ingerido nas refeies,
tanto mais difcil se tornar a digesto do alimento, pois o lquido precisa ser absorvido primeiro para que principie a digesto".121
     Deus, quando construiu essa mquina, fez com todos seus servios programados. A digesto dos alimentos tem um tempo determinado, mas quando lquidos so ingeridos
junto com os slidos, ento a digesto no ocorre no tempo programado pelo Criador.
     No estmago h uma substncia chamada cido clordrico, que tem a funo, juntamente com a pepisina, de diluir as protenas e as gorduras. Quando usamos algum
lquido, esse cido leva todos os recursos naturais do organismo para o duodeno.
     Outras funes desse cido so: Atuar no metabolismo do clcio, ferro, vitamina C, magnsio, fsforo, etc.; Produzir defesa (destri as bactrias que so ingeridas
com os alimentos); Atuar como germicida.
     Quando Deus d uma ordem  para a nossa proteo. Ele  amor e por ser de natureza amorosa sempre protege Seus filhos.
     Uma outra razo pela qual no devemos usar lquido s refeies  que Deus considera esse costume um erro.
     "Muitos erram em beber gua fria s refeies. O alimento no deve ser misturado com gua. Tomada s refeies, a gua reduz o fluxo de saliva; e quanto mais
fria a gua, maior o dano causado ao estmago. Limonada ou gua geladas, tomadas s refeies, retardaro a digesto at que o organismo tenha provido suficiente
calor ao estmago, habilitando-o a retomar o seu trabalho. Mastigai devagar, permitindo que a saliva se misture com o alimento".122
     Deus revelou que aquele que mistura lquido na hora das refeies est errando. O que Ele revelou aos profetas tem a inteno de ajudar Seus filhos a no errarem.
Ele  o pai da verdade e no deseja ver nenhum filho Seu andando no erro.
     Tomar lquidos gelados  muito prejudicial, pois o esforo que o estmago tem que fazer  muito maior. O homem foi criado perfeito. H lquido suficiente no
corpo para ajudar na mastigao. No  necessrio recorrer a truques comerciais para ajud-lo na hora das refeies. Se tomarmos gua nos intervalos das refeies,
no sentiremos vontade de faz-lo na hora das refeies.
     O maior lucro dos restaurantes no  na alimentao, mas nas bebidas. Os garons so orientados a estarem atentos para ver quem no est com um suco ou refrigerante
na mesa. Se algum est sem alguma bebida, todos passam e oferecem. O lucro  enorme.
     Lembre-se que nossa sociedade est estruturada para destruir tudo aquilo que Deus sonha que Seus filhos vivam.
     Outra razo pela qual no devemos usar lquido s refeies  porque no  apenas um conselho, mas uma ordem. "O alimento no deve ser misturado com gua".123
     Quando compramos um eletrodomstico, a garantia dele s  vlida se entendermos que as orientaes escritas que o acompanham no so um conselho, mas sim uma
ordem.
     O Criador no est dando um conselho, Ele est deixando uma lei. Lei no  para ser questionada,  para ser seguida. Se essa lei foi dada por Aquele que nos
fez, com certeza Ele sabe o que est dizendo.
     Satans tem colocado na mente de muitos cristos sinceros que isso  apenas um conselho, e ele tem tido muitas vitrias nesse aspecto. Mas isso no  um conselho
que temos a opo de seguir ou no. Isso  uma lei,  uma ordem.
     "Todo 'no', seja no que concerne  lei fsica como no que respeita  moral, implica uma promessa".124 Feliz  aquele que assim entende e assim vive.
     Outra razo ainda  pela ligao do estmago com o crebro. "O estmago est intimamente relacionado com o crebro; e quando ele est doente, a fora nervosa
 chamada do crebro em auxlio dos enfraquecidos rgos digestivos. Sendo estas exigncias demasiado freqentes, o crebro fica congestionado".125
      Temos que lembrar que tudo o que afeta o estmago afeta a mente em maior ou menor grau.  por isso que o inimigo montou um esquema comercial para nos atingir.
Ele no est preocupado se ao tomar algumas bebidas a pessoa vai engordar ou ter estrias, mas se sua mente ser prejudicada.
     Temos que entender que, ao Deus pedir para no misturarmos lquido s refeies, Ele de fato est querendo proteger nosso crebro. Um crebro congestionado
fica confuso, agitado, sem condies de pensar de forma clara e principalmente tem dificuldade de compreender ou de valorizar as verdades deixadas por Deus.
     A verdadeira motivao para cuidarmos de nossa sade deve ser para compreendermos melhor o que Deus tem revelado. Um outro ponto que no pode ser esquecido
 o que est em jogo: No  a sade, mas sim qual ser nossa atitude ou postura diante do que Deus nos revelou.
     O inimigo quer que nossa mente seja congestionada, porque "com a mente servimos ao Senhor".126 Por isso, em pleno sculo XXI, somos advertidos: "Crede no Senhor
vosso Deus e estareis seguros, crede nos seus profetas e prosperareis".127
     O sonho de Deus  que prosperemos em nossa vida fsica, e principalmente espiritual. Mas para isso nossa mente tem que estar em plena lucidez.
     A vida  composta de decises e para que estas sejam acertadas a mente tem que estar em seu pleno funcionamento.
     Todas as leis que Deus deixou visam nos aproximar mais do Criador. "As leis de Deus visam levar Seu povo para mais perto dEle".128
     Temos que entender o que est por traz dos maus hbitos to comuns em nossa sociedade, como por exemplo o de usar lquidos na hora das refeies.
     Temos que decidir o que colocar como prioridade em nossa vida: os hbitos comuns ou a lei de Deus? O que  mais importante? Quem  a autoridade na nossa vida?
     Um grande grupo de cristos no obedece a Deus em tempos de boa sade, mas nos dias em que as doenas comearem a bater em sua vida e o mdico passar regras
para o seu dia-a-dia, ento obedecero as ordens do doutor.
     Deus quer que nossa mente esteja na sua capacidade mxima para compreendermos o grande amor que Ele tem por ns. No duvidemos da palavra proftica. Vivamos
de toda a Palavra que sai da boca de Deus.

#Captulo Quatorze



      Lei Nmero Cinco

    No usar gorduras, frituras e estimulantes


     Iniciamos este captulo lembrando novamente que o grande alvo do inimigo  atacar nossa mente, e a prpria sociedade tem contribudo para isso. Vivemos na gerao
dos "sarados", fisicamente, mas h um grande nmero de pessoas com a mente enferma.
     A seguir, analisaremos vrios itens que estimulam os nervos mais sensveis do crebro, prejudicando nossa mente.

     Gorduras

     "Alimentos crneos, manteiga, queijo, ricas massas, alimentos temperados e condimentos so usados livremente, por adultos e jovens. Esses artigos fazem sua
obra em perturbar o estmago, estimulando os nervos e enfraquecendo o intelecto. Os rgos produtores do sangue no podem converter esses artigos em bom sangue.
A gordura cozida com o alimento torna-o de digesto difcil".129
     As gorduras apresentadas aqui so as de origem animal.
     Na Bblia encontramos a seguinte orientao: no devemos usar gordura animal nas nossas casas por todas as geraes. "Estatuto perptuo ser nas vossas geraes,
em todas as vossas habitaes: Nenhuma gordura nem sangue algum comereis".130
     H um outro texto que parece dar permisso para o uso da gordura animal e at nos deixa entender que  muito bom. Mas Deus est dizendo que a gordura animal
no pertence ao homem, pertence a Deus. "E o sacerdote queimar isso sobre o altar;  manjar da oferta queimada, de cheiro suave. Toda a gordura  do Senhor".131
     Deus estava ensinando, atravs de Moiss, que a gordura no era para ser usada. Ela pertencia ao Senhor e tinha que ser queimada. Assim, Deus estava protegendo
o homem dos efeitos prejudiciais da gordura no corpo humano.
     Mas ainda h um outro texto que parece estimular o uso da gordura. "E saciarei a alma dos sacerdotes de gordura, e o meu povo se fartar dos meus bens, diz
o Senhor."132
     Uma das regras para interpretar a Bblia  sempre ver o contexto em que cada coisa  dita. Aqui nesse caso no temos uma ordem, temos uma promessa feita por
Deus de que, quando Israel voltasse do cativeiro babilnico, eles seriam grandemente abenoados e Deus os apoiaria no retorno. A restaurao seria completa, pois
o Criador no economizaria nada para levar Seus filhos de volta  terra natal.
     Para que compreendessem melhor o que Deus estava dizendo, receberiam a gordura que costumavam queimar, como uma prova do amor e ateno de Deus. Isso era apenas
uma ilustrao de quanto Deus cuidaria deles no seu retorno. No quer dizer que Deus entrou em contradio.
     No h contradio na Bblia. O que pode acontecer  o homem extrair da Bblia apenas aquilo que lhe interessa. Mas as ordens de Deus continuam vlidas por
todas as geraes. Todavia, como vivemos num mundo onde tudo o que Deus diz est sendo contestado, homens sbios e com muito conhecimento esto afirmando coisas
contrrias ao que Deus falou.
     Em 1995, o Dr. Matthew Gillmam, professor da Escola de Medicina de Harvard, afirmou o seguinte no encontro anual da Associao Americana de Cardiologia: "Manteiga
tem melhor sabor,  melhor para o corao, e no h evidncia de que ela seja cancergena".133
     Em meio a tanta contestao, devemos decidir quem ser a autoridade final em nossa vida - a palavra de um mdico ou a Palavra de Deus, revelada pelos profetas;
a mente da criatura ou a mente do Criador. Afinal, cuidar do corpo no est simplesmente relacionado  sade, mas a "quem"  a autoridade em nossa vida. Lembremos
disso ao usarmos gordura animal.
     Segundo o que Deus revelou, a gordura torna a digesto difcil e, conseqentemente, torna a mente confusa e doente.
     Deus revelou em Sua palavra que Seus filhos no deveriam usar nem gordura nem sangue como alimento em suas casas (Lv 3.17). Essa ordem no deveria acabar com
o passar do tempo, pois era um estatuto perptuo.
     O inimigo sai vitorioso quando essa ordem  transgredida, pois seu objetivo  enfraquecer nossa mente para no compreendermos as coisas de Deus, nem valorizarmos
os princpios ticos e morais da Bblia Sagrada.
     Quando formos convidados a usar gordura animal, em suas mais variadas formas, lembremos da ordem que nos foi dada para que nossa mente seja protegida.

     Frituras

     Deus revelou, tambm para nos proteger, que as frituras no devem constar na dieta alimentar de Seu povo.
     "No julgamos que batata frita seja saudvel, pois h em seu preparo mais ou menos gordura ou manteiga. Boas batatas assadas ou cozidas servidas com nata e
um pouquinho de sal, so as mais saudveis. As sobras das batatas-inglesas e batatas-doces so preparadas com um pouco de nata e sal, e tornadas assar, no fritar;
so excelentes".134
     Alimentos ricos em amidos, quando submetidos a uma temperatura superior a 180 graus, desenvolvem uma substncia conhecida por acrilamida. Alimentos como as
batatas e cereais possuem naturalmente a asparagina, uma substncia que produz a acrilamida, quando entra em contato com certos acares presentes nos alimentos
ricos em amidos e em altas temperaturas. A acrilamida se forma em frituras e em assados em temperaturas altas, mas no se forma em alimentos cozidos.
     "A acrilamida provoca cncro nos animais de laboratrio e sua presena nalguns alimentos pode ser prejudicial  sade das pessoas".135
     Cientistas suecos esto dedicando muito tempo em pesquisas para descobrir o efeito negativo dessa substncia no organismo humano, mas j se sabe que em animais
ela produz cncro, que  uma descrio genrica para todos os tipos de tumores.
     Essa informao j  suficiente para nos alertar, mas h ainda outra:
     "Frituras em alta temperatura, principalmente as gorduras de origem animal, decompe-se em cidos gordurosos e glicerina. Se a temperatura for muito alta, formam-se,
alm destes, outros produtos, como a acrolena, que tem efeito irritante sobre os rgos digestivos".136
     A acrolena irrita os rgos digestivos, causando dificuldade na digesto e provocando colites e fermentaes.
     O jornal O Estado de So Paulo, no dia 08 de novembro de 1980, publicou uma matria sobre os efeitos da fritura, especialmente de batatas, que  o artigo mais
consumido em nossos dias.
     Em cada 100 gramas de batatas cruas encontramos 20 miligramas de glicoalcalide, que  uma substncia txica que ataca o sistema nervoso.
     Quando frita, a quantia de glicoalcalide aumenta de 20 para 70 miligramas em cada 100 gramas de batatas.

     Estimulantes

     A - Cafena

     A cafena  um produto natural que est sendo usado em larga escala pela maioria da populao mundial.  uma droga de categoria leve, mas que com o uso contnuo
afeta o corpo humano e leva a pessoa a tornar-se dependente.
     "Tomar ch e caf  pecado, condescendncia prejudicial, que, como outros males, causa dano  alma. Esses diletos dolos criam estmulos, ao mrbida do sistema
nervoso; e, cessada a influncia imediata dos estimulantes, h uma depresso abaixo do normal na mesma proporo que suas propriedades estimulantes elevaram acima
do normal".137
     O primeiro ponto que se destaca nessa citao  que o uso dessa droga  pecado. E diante de Deus todos os pecados so iguais.
     Como as conseqncias de tomar caf so diferentes das de roubar ou adulterar, muitos "cristos" acabam tomando. Pensam que pecado  apenas aquilo que tem conseqncia
sria e complicada, mas esto errados.
     O segundo ponto  que o caf atinge o sistema nervoso central, estimulando-o, a princpio, mas depois o leva  depresso. Quando passa o efeito da droga, o
corpo se debilita mais ainda.
     "O uso de estimulantes antinaturais  danoso  sade, e tem influncia obscurecedora sobre o crebro, tornando-lhe impossvel apreciar coisas eternas. Os que
acariciam esses dolos no podem retamente avaliar a salvao que Cristo operou por eles mediante uma vida de abnegao, de constante sofrimento e vexame, entregando
finalmente Sua prpria vida sem pecado para salvar o homem da morte iminente".138
     Quando o ser humano comea usar esses estimulantes, o objetivo de Satans  maior do que apenas prejudicar o corpo, a mquina viva. Ele tem planos mais audaciosos
e quer atingir a mente.
     Com o crebro obscurecido as pessoas no podem compreender as verdades eternas, no podem valorizar a Bblia, nem o que Cristo fez na cruz. No conseguem ter
uma noo clara do que  pecado e do que no . O cu, a salvao e a vida eterna no tm nenhum valor para elas. Quem usa estimulantes no consegue apreciar as
coisas eternas.
     A cafena, nas suas mais diversas formas, acaba se tornando um dolo na vida dos usurios.  comum ouvirmos expresses como: "Eu amo chocolate", "eu amo caf",
"eu amo..." Mas na vida de um crente no deve haver espao para dolos de nenhuma forma.
     "No  s o caf que possui cafena. Est presente no ch, em bebida tipo cola, no chocolate e em alguns remdios. A cafena  capaz de vencer a barreira placentria,
atingindo a circulao sangunea do feto. Um estudo da FDA (Food and Drug Administration) demonstrou efeitos danosos sobre os filhotes de 305 ratas que durante a
gravidez tinham sido alimentadas forosamente com cafena atravs de um tubo que trazia drogas at o estmago das ratas. O equivalente da cafena contida entre 12
a 24 xcaras de cafs dirias causou a falta de dedos nos ratos nascidos. Aps o nascimento, os ratos cujas mes receberam cafena equivalente a duas xcaras dirias
no cresceram to rpido como os normais".139
     Essa experincia cientfica mostra o poder dessa droga no corpo dos irracionais. Mas efeito semelhante  experimentado no corpo humano.
     A cafena no est s no caf, mas em todos os refrigerantes a base de cola, chocolates, guaran nas suas mais diversas formas, entre outros produtos.
     Quanto ao caf descafeinado temos que, "se numa xcara de 140 ml. de caf instantneo h cerca de 65 a 120 miligramas de cafena, uma xcara de caf descafeinado
contm at 5 ml. de cafena".140
     Como a quantidade de cafena  inferior ao que o corpo est acostumado a receber, a pessoa tem que tomar uma quantidade maior de caf descafeinado para atingir
o nvel que satisfaa seu organismo.
     Mas o problema do caf no  apenas a cafena. Dentro da estrutura do gro de caf h uma quantidade enorme de outros elementos que, na grande maioria, so
danosos ao corpo humano. O cafeol, por exemplo  encontrado no caf descafeinado. Ele  um leo voltil que ajuda a irritar as paredes sensveis do estmago.
     Deus deu um princpio de sade com o objetivo de proteger Seus filhos. O uso do caf descafeinado no altera a ordem dada por Ele. Usar caf continua sendo
considerado por Deus como pecado, mesmo que a cafena esteja em nveis pequenos, pois o pecado no est no fato de a quantidade de cafena ser grande ou pequena,
mas no dano que ela causa em nossa mente.
     Alm disso, a cafena "estimula temporariamente o crebro a uma ao desnecessria, mas o efeito posterior  exausto, prostrao, paralisia das faculdades
mentais, morais e fsicas. A mente fica enfraquecida, e a menos que, mediante esforo determinado seja o hbito vencido, a atividade do crebro  permanentemente
diminuda".141
     Agora podemos entender porque muitas pessoas no compreendem determinadas verdades espirituais que lhe so ensinadas. Os responsveis por isso so os estimulantes
que enfraquecem a mente a ponto de a pessoa no conseguir entender muitas coisas, principalmente as espirituais.

     B - Guaran

     O hbito de tomar guaran  antigo. Esse produto fazia parte da dieta alimentar dos ndios. Eles o usavam pensando ter qualidades nutritivas nele. Hoje ainda
h pessoas em alguns estados brasileiros que usam o guaran como energtico.
     A Revista Veja publicou uma matria sobre o perigo do uso do guaran, nas suas mais diversas formas: "Este  o produto natural com a maior concentrao de cafena
(teor de 4,5%, que  mais alto do que o encontrado no caf). O guaran age sobre o sistema nervoso e as fibras musculares ocasionando a diminuio do cansao".142

     C - Manteiga e carne

     H um outro estimulante que no  muito difundido nos meios de comunicao nem na rea mdica: a manteiga. Ela  usada na alimentao de muitas colnias em
nosso pas, principalmente nas regies colonizadas por alemes.
     A manteiga  um sub-produto do leite animal. Toda, ou quase toda gordura que o leite possui  retirada. Em seguida retira-se o soro que essa gordura contm.
O produto final  a manteiga - uma alta concentrao de gordura.
     Deus revelou que "manteiga e carne so estimulantes".143 Perceba que a carne tambm  estimulante, mas no vamos falar sobre ela agora.
     Temos  nossa disposio, em qualquer lugar do mundo, os mais variados tipos de estimulantes, todos com a capacidade de entorpecer total ou parcialmente nossa
mente. Com o uso de estimulantes "os nervos sensitivos do crebro so entorpecidos, e o apetite animal fortalecido s custas das faculdades morais e intelectuais.
Essas elevadas faculdades, de funo controladora, so enfraquecidas, de maneira que as coisas eternas no podem ser discernidas."144
     Os estimulantes fortalecem a natureza carnal, fortalecem o "apetite animal". Ao mudar a natureza humana, as pessoas no conseguem mais discernir as coisas espirituais.
Elas vo ficando cada dia mais embrutecidas, animalizadas.
     "Em resultado, vemos homens e mulheres nervosos, de discernimento incorreto e mentes desequilibradas. Manifestam muitas vezes esprito precipitado, impaciente,
acusador, vendo as faltas dos outros como por vidro de aumento, e inteiramente incapazes de discernir os prprios defeitos".145
     Essa mensagem foi dada ao povo de Deus h mais de 120 anos, mas parece que estamos lendo o jornal de hoje, na coluna policial da nossa cidade.
     Encontramos facilmente em nossa sociedade algumas caractersticas, como: nervosismo crescente; pessoas tendo muita dificuldade para pensar corretamente; aes
precipitadas; impacincia geral; aumento do esprito crtico e acusador; erros alheios sendo vistos com lentes de aumento; incapacidade de reconhecer seus prprios
erros, etc.
     Imagine uma famlia, cada um com uma lupa procurando os defeitos dos outros. Os pequenos se tornam enormes, e alguns vem defeito onde no existe. As desavenas
 uma triste rotina na vida de muitas pessoas.
     Quando o ser humano usa alimentos estimulantes, no est ajudando a Deus, mas est potencializando a natureza carnal, que  inimiga da natureza amorosa, ou
espiritual.
     "Vos sois as minhas testemunhas, diz o Senhor".146 Deus no desistiu de ns. Ele quer que sejamos testemunhas poderosas em Seu favor. Testemunha  aquela pessoa
que est pronta para falar em favor da verdade que viu, soube, presenciou, conheceu.
     Esse  o sonho de Deus para todos ns. Somos sabedores de preciosas verdades. Vimos com os nossos prprios olhos nas Escrituras Sagradas e Ele espera que ns
sejamos testemunhas fiis.
     Aceitemos de corao esse desafio.

#Captulo Quinze


      Lei Nmero Sete

       Comer moderadamente


     Neste captulo analisaremos a stima lei natural, que est relacionada com a quantia de comida que cada pessoa pode colocar em seu estmago a cada refeio.
     O ato de comer  um dos meios que mais proporcionam prazer ao ser humano. Deus nos criou com a capacidade de sentirmos prazer ao estarmos junto  mesa para
participarmos de uma refeio. Se Ele quer nossa felicidade ao nos alimentarmos, no podemos esquecer que Seu inimigo quer nossa infelicidade aps uma refeio.
     Comer em demasia  um dos problemas que vrias civilizaes j tiveram e outras esto tendo neste momento. Geralmente se come em demasia quando se est diante
de pratos diferentes do que se costuma usar no dia-a-dia. Foi nesse contexto que o sbio Salomo deixou o seguinte conselho:
     "Quando voc se assentar para uma refeio com alguma autoridade, observe com ateno quem est diante de voc, e encoste a faca  sua garganta, se estiver
com grande apetite".147
     Essa verdade em forma potica foi dada por Deus em torno do ano 970 a.C., quando Salomo comeou a reinar. Esse sbio escritor nos deixou muitos princpios
que ultrapassaram todas as barreiras, inclusive a maior das barreiras: o tempo.
     H um ponto que no pode ser esquecido por nenhum filho de Deus: quando Ele repete a mesma verdade em pocas diferentes,  para deixar claro que essa verdade
 muito importante.
     No ano de 1870 d.C., Deus repetiu a mesma orientao de forma mais ampla e com palavras diferentes:
     "Alimento em excesso pesa no organismo, produzindo um estado mrbido, febricitante. Chama uma indevida quantidade de sangue para o estmago, causando resfriamento
nos membros e extremidades. ... Pessoas que esto continuamente a comer em excesso chamam fome a essa sensao de esvaimento; , porm, causado pelo estado de exausto
dos rgos digestivos. H por vezes torpor do crebro, com indisposio para o esforo mental e fsico".148
     H muitas pessoas vivendo com sintomas fsicos que nada mais so do que conseqncias claras de um apetite insacivel. O comer demais  transgresso de uma
lei natural, e quando essa lei  quebrada as conseqncias fsicas so inevitveis. Sensao de frio nas mos e nos ps, preguia mental e fsica, so algumas das
manifestaes fsicas que indicam que uma lei est sendo transgredida e o corpo no est suportando a carga que lhe est sendo imposta.
     "Que influncia o comer em excesso exerce sobre o estmago? Este se torna debilitado, os rgos digestivos so enfraquecidos e, como resultado, surge a doena
com todo o seu cortejo de males".149
     Algum afirmou que "a metade do que comemos nos alimenta e a outra metade alimenta o mdico". Essa  uma grande verdade!
     O povo brasileiro  um dos que mais comem e desperdiam alimentos. Em pases desenvolvidos no se v o desperdcio que se v aqui. Tambm no h na mesma refeio
tantos tipos de alimentos. Os restaurantes no Brasil exageram na exposio dos seus pratos.
     H uma rede de restaurantes em Santa Catarina cujo diferencial da concorrncia  o exagero de pratos servidos na mesma refeio, e a sua frase de efeito na
mdia  "O exagerado".
     Comer em excesso  colocar uma carga desnecessria na sensvel mquina que  o sistema digestivo.  exigir tanto do estmago que ele vai se enfraquecendo, resultando
em doenas. Esse  um principio tremendamente transgredido pelos cristos que vivem em nosso querido Brasil.
     Aqui  um dos nicos lugares do mundo que conheo que se come muito e por um preo muito pequeno. A comida  barata e abundante. E h pessoas que quando vo
ao restaurante, ou em casa mesmo, e tem um prato especial, dizem: "Hoje vou tirar a barriga da misria".
     Quando Deus revela Seus segredos  porque Ele deseja salvar e proteger Seus filhos.
     " pecado ser intemperante na quantidade de alimento ingerido. ... Muitos professos reformadores de sade so nada menos que glutes. Colocam sobre os rgos
digestivos uma carga to grande que a vitalidade do organismo  exaurida no esforo para livrar-se dela. Isto tem tambm influncia depressiva sobre o intelecto.
.. Comer em demasia, mesmo que se trate de alimentos simples, entorpece os nervos sensitivos do crebro, enfraquecendo sua vitalidade".150
     Deus olha para quem sobrecarrega o estmago como um transgressor das leis naturais, e transgredir essas leis  pecado. O pecado no nasceu na mente de Deus,
nasceu na mente de Satans. Ele  o autor da idia de se rebelar contra Deus e Suas leis.
     Quando um cristo desconsidera os avisos de pecado que Deus est lhe enviando, est se colocando no mesmo caminho que Satans usou l no cu no incio de sua
rebelio.
     Com o excesso de alimento, os nervos sensitivos do crebro so enfraquecidos e o crebro fica fragilizado.
     Ouvimos freqentemente as pessoas dizerem: "A minha mente est muito fraca". Isso  uma grande verdade, e essa fraqueza mental  fruto de intemperana no comer,
mesmo que sejam alimentos saudveis.
     A lei no diz que  pecado comer demais alimentos condenveis pelo cu. Diz que  pecado ser intemperante na quantidade de alimentos ingeridos.
     "O fogo que acendeis no estmago est transformando vosso crebro numa fornalha incandescente. ... A congesto do sangue no crebro est fortalecendo os instintos
animais e enfraquecendo as faculdades espirituais".151
     H fogo no estmago de muitas pessoas. Quando recebe uma quantidade exagerada de alimentos, esse rgo comea a queimar.  comum ouvirmos: "Meu estmago est
queimando." Um dos sintomas mais comuns desse "queimor"  conhecido por azia.
     "Azia, tambm conhecida como refluxo gastroesofgico, ou simplesmente refluxo,  a sensao de queimao causada pelo retorno do suco gstrico para o esfago.
     Geralmente, a acidez estomacal ocorre aps as refeies. O estmago cheio pressiona o suco gstrico que flui para o esfago, porque o funcionamento do esfncter
est alterado.
     Recomendaes:
     - Faa refeies mais leves. Sente-se e coma sem pressa, mastigando bem os alimentos;
     - No pratique exerccios fsicos, nem se abaixe ou se curve aps as refeies;
     - Evite beber durante as refeies. Bolo alimentar mais consistente tem menor probabilidade de causar refluxo;
     - No use cintos ou roupas apertadas na regio do abdome;
     - Tente perder peso. A obesidade pode aumentar a incidncia de azia;
     - Evite chs, caf, bebidas alcolicas, chocolate e comidas gordurosas.
     - Procure analisar os alimentos ingeridos antes das crises para identificar os possveis causadores dos sintomas;
     - No fume;
     - Evite refeies perto do horrio de deitar-se".152
     Todas essas orientaes so do Dr. Drauzio Varella. Ele no tem nenhum compromisso religioso. Seu compromisso  apenas com a sade.
     Quando Deus falou que o estmago est em chamas, estava Se referindo s doenas que hoje so familiares de muitas pessoas.
     Esse problema pode ser evitado quase que 100% se seguirmos os conselhos de Deus. Mas se ns ainda no temos f para seguirmos o que Deus diz, talvez a palavra
de um mdico to conhecido dos brasileiros, como o j citado, possa nos ajudar a rever a maneira como estamos tratando essa parte to importante do corpo.
     "Os que sobrecarregam o estmago com tanto alimento, e assim pressionam a natureza, no poderiam apreciar a verdade se a ouvissem. Eles no conseguiriam despertar
as entorpecidas sensibilidades do crebro para compreender o valor da expiao e o grande sacrifcio feito em favor do homem cado. -lhes impossvel apreciar a
grande, preciosa e extraordinariamente rica recompensa que est reservada para os fiis vencedores".153
     O maior prejuzo ao se comer em excesso no est relacionado com a parte fsica, mas sim com a espiritual. Quando os filhos queridos de Deus comem exageradamente
no apreciam mais as coisas eternas. Podemos ver isso na prtica com aquelas pessoas que vo aos cultos mas dormem a maior parte do tempo, ou saem dali vazias, como
se no tivessem ouvido nada. Pessoas que no conseguem ler a Bblia. No vem valor em muitos princpios ticos e morais. No tm prazer em testemunhar das coisas
divinas.
     Deus, em Sua misericrdia, nos deu mais uma razo para no sobrecarregarmos o nosso estmago com alimentos. Uma carga extra de alimentos torna mais difcil
a tarefa de decidir entre o certo e o errado, entre o justo e o injusto.
     "Tudo que nos diminui a fora fsica, enfraquece a mente e a torna menos capaz de discernir entre o bem e o mal. Ficamos menos aptos para escolher o bem, e
temos menos fora de vontade para fazer aquilo que sabemos ser justo". 154
     O inimigo quer  enfraquecer a mente dos filhos de Deus e ele usar todos os truques e ciladas para que seu propsito seja alcanado. Ao diminuir a fora fsica,
a mente  enfraquecida e a dificuldade aparecer na hora de tomar decises ou de escolher entre o certo e o errado.
     Comer  uma das coisas que Deus deixou para dar prazer aos Seus filhos, mas Satans far de tudo para que esse prazer se torne uma armadilha para o homem.
     Deus acabou de nos contar mais um segredo. Agora temos que escolher quem ser a autoridade nesse assunto: Deus e Sua Palavra ou nossos gostos? Comer ou no
em excesso est relacionado com a autoridade que escolhemos para nossa vida.
     Vimos aqui mais um mandamento do nosso Criador, e Ele espera que sejamos obedientes. A questo no  simplesmente ter mais sade, mas escolher a quem obedecer:
a Deus ou nossos gostos?
     H um ditado popular que diz o seguinte: "A voz do povo  a voz de Deus". Essa  a maior mentira que Satans conseguiu implantar na mente dos seres humanos.
No  a voz do povo que deve dirigir a vida de um filho de Deus, mas infelizmente muitos cristos em nossos dias esto sendo dirigidos pelo que os outros fazem.
Deus deu uma ordem e o inimigo diz que ela no  importante, porque todos esto fazendo o contrrio, e se todos esto fazendo  sinal que  correto.
     Deus sempre esteve provando Seus filhos ao longo da histria, e hoje no  diferente. As provas que Deus est dando  gerao de hoje  com coisas simples.
A prova est diante ns. O que faremos? A quem obedeceremos: a ordem de Deus ou da multido? Lembre-se: A voz da multido no  a voz de Deus, como afirmam muitos
"sbios" dos nossos dias.
     Deus deseja que Seus filhos sejam um espetculo neste mundo. Para isso, cada um precisa ser transformado e viver plenamente a natureza amorosa.
     Comer certo no santifica ningum, mas facilita o trabalho do Esprito Santo para que Ele santifique a pessoa e transforme sua natureza.
     Comer demais potencializa as fragilidades da natureza carnal, e se essa natureza for fortalecida, a espiritual enfraquecer. Como conseqncia, a mente tambm
se enfraquecer e os valores espirituais sero aos poucos rebaixados e alguns, com o tempo, sero anulados.
     Devemos cuidar do corpo no apenas para evitarmos doenas, mas para protegermos nossa mente, para que ela nunca deixe de valorizar os princpios ticos e morais
deixados por Deus.
     Lembre-se que "com a mente servimos ao Senhor".155
     "Enquanto continuardes nesse caminho, Deus no vir  vossa famlia, nem vos abenoar de maneira especial ou operar um milagre para livrar vossa famlia de
sofrimento".156
     Deus quer nos abenoar, e uma das bnos  nos proteger das doenas comuns entre os que no O servem. Para isso precisamos aceit-lo como Salvador e Senhor
de nossa vida.
     Que possamos fazer nossas as palavras de Josu: "Eu e a minha casa serviremos ao Senhor".157

#Captulo Dezesseis


      Lei Nmero Oito

    Evitar condimentos


     Os tempos que estamos vivendo so muito especiais. O mundo se aproxima de seu desfecho final, e Deus tem segredos a revelar para a ltima gerao que viver
em breve as emoes do final da histria desta terra.
     O Apstolo Joo, quando estava preso na ilha de Patmos, recebeu uma revelao de Deus que diz o seguinte: "Mas, nos dias em que o stimo anjo estiver para tocar
a sua trombeta, vai cumprir-se os segredos de Deus, como Ele anunciou aos seus servos os profetas".158
     Joo escreveu que nos dias do stimo anjo se cumpririam os segredos de Deus que foram anunciados aos profetas. Estamos vivendo exatamente nesse tempo e a ns
 dado o privilgio de descobrir o que o Senhor revelou a Seus profetas.
      interessante notar que Deus no guarda Seus segredos. Pelo contrrio, Ele os revela aos Seus servos, os profetas, e deseja que a informao seja passada adiante.
J entre os homens isso  diferente. Quem sabe um segredo deve guard-lo a sete chaves e no pode cont-lo a ningum.
     Vamos analisar ento mais um segredo de Deus.
     "Nesta poca de pressa, quanto menos estimulante for a comida, melhor. Os condimentos so prejudiciais em sua natureza. A mostarda, a pimenta, as especiarias,
os picles e coisas semelhantes irritam o estmago e tornam o sangue febril e impuro... Dentro em pouco, a comida comum no satisfaz o apetite. O organismo sente
necessidade de alguma coisa mais estimulante".159
     Aqui est a oitava lei, que nos adverte a no usar condimentos, pois eles irritam o estmago e tornam o sangue impuro e cheio de febre.
     No podemos negar que vivemos numa poca em que as pessoas esto sempre com pressa. No suportamos computador que demora para abrir ou processar um dado. Vivemos
na era da informao on-line. Temos pressa. Mas a pressa no sculo dezenove era andar com carroas puxadas por cavalos ou fazer viagens de navio ou trem.
     A escritora do pargrafo citado acima gostava que sua carroa andasse rpido. Ela no gostava de perder tempo. Mas ao escrever isso, no estava pensando em
seus dias, e sim na ltima gerao que viveria no planeta Terra.
     "As especiarias irritam a princpio as tenras mucosas do estmago, mas no final destroem a natural sensibilidade dessa delicada membrana. O sangue se torna
febril, despertam-se as propenses sensuais, ao passo que as faculdades morais e intelectuais so enfraquecidas, e tornam-se servas das paixes inferiores".160
     Os estimulantes no destroem apenas as finas membranas do estmago. A maior destruio ocorre na tica e na moral do ser humano.
     O que mais se v em nossos dias so pessoas preocupadas em usar roupas que possam despertar a sensualidade. Em nosso sculo a sensualidade est sendo valorizada
mais do em qualquer outra poca. Os estimulantes ajudam a despertar as propenses sensuais, e as faculdades morais so cada vez mais rebaixadas.
     Hoje, se uma pessoa for honesta j  motivo de chacota. Parece que fazer o que  certo j se tornou vergonhoso para grande maioria das pessoas em nosso querido
Brasil.
     Quanto ao cuidado com a alimentao temos a advertncia: "A me deve cuidar em pr diante de sua famlia uma alimentao simples, se bem que nutritiva".161
     As mes tm um papel muito grande junto  famlia. So elas, na maioria dos casos, que preparam as refeies no lar.
     A alimentao que deve ser oferecida  famlia tem que estar baseada em dois princpios: ela precisa ser nutritiva e saudvel, livre de todos os condimentos,
desde os mais simples aos mais complexos.
     H condimentos de uso universal e outros de uso regional. Mas os princpios de sade esto acima dos costumes e hbitos, quer sejam universais ou regionais.

     Sal

     Um dos condimentos mais usados em todo o mundo  o sal, mas temos que cuidar com o uso desse elemento que a natureza nos oferece.
     "No useis sal em quantidade, evitai as conservas e comidas condimentadas, servi-vos de abundncia de frutas, e a irritao que requer tanta bebida nas refeies
desaparecer em grande parte."162
     Ao se usar uma comida muito carregada de temperos e condimentos comete-se dois erros ao mesmo tempo: o uso desses produtos e de lquido na hora das refeies.
     "Uso algum sal, e tenho-o sempre, porque segundo a instruo que me foi dada por Deus, esse artigo, em vez de ser deletrio,  realmente essencial ao sangue".163
     Deus est dizendo que um pouco de sal pode ser usado, mas deve ser evitado os picles e comidas muito condimentadas ou temperadas em excesso.
     O mximo de sal que uma pessoa deve consumir por dia  de 2 a 5 gramas, mas os produtos industrializados contm muito sal e atualmente uma pessoa chega a usar
em torno de 15 gramas em sua dieta diria.
     No organismo humano, um dos efeitos negativos do sal em excesso  que ele retm lquido no corpo e produz presso alta.
     A grande maioria das pessoas, inclusive as crists, no tem dado a devida importncia  orientao dada por Deus sobre esse assunto. Mas se no mudarem, tero
que obrigatoriamente seguir as ordens dos mdicos mais tarde.
     Novamente, o princpio em destaque aqui no  simplesmente o de ter sade, mas sim o de aceitar ou no a revelao de Deus. Suas revelaes tm o propsito
de nos orientar e proteger. Ao pedir para diminuirmos o uso do sal, Deus est tentando nos proteger de enfermidades futuras. Quando nos pede para avaliarmos nosso
estilo de vida,  porque quer nos proteger e ao mesmo tempo preparar nossa mente para compreender melhor a Sua vontade.

     Vinagre

     O vinagre  muito comum em nossa sociedade. Na maioria das vezes esse condimento  usado para dar um sabor diferenciado aos alimentos que costumamos comer crus.
     "As saladas so preparadas com leo e vinagre, h fermentao no estmago, e a comida no  digerida, mas decompe-se ou apodrece; em conseqncia, o sangue
no  nutrido, mas fica cheio de impurezas, e surgem perturbaes hepticas e renais".164
     Muitas pessoas costumam regar as saladas com vinagre, mas o corpo sofre duras conseqncias com o uso desse ingrediente produzido por uma sociedade que no
est preocupada em fazer a vontade de Deus.
     O vinagre contm um lcool que atinge a mente, inclusive das crianas, e a deixa incapaz de compreender plenamente a vontade de Deus.
     "Achava-me uma vez a uma mesa com vrias crianas abaixo de doze anos. Foi servida carne em abundncia, e ento uma menina delicada e nervosa pediu picles.
Entregaram-lhe um frasco de picles mistos, ardente de mostarda e picante de outros condimentos, e disso ela se serviu abundantemente. A criana era conhecida por
seu nervosismo e irritabilidade de temperamento, e esses condimentos ardentes, eram de molde a produzir tal condio".165
     A irritao e o nervosismo de muitas pessoas geralmente esto relacionados com seu estilo de vida.
     H muita verdade para ns no ditado popular que diz "que o peixe morre pela boca". Muitas vezes comemos coisas que aos poucos vo minando nossa sade e principalmente
enfraquecendo nossa mente.
     Vimos aqui mais um segredo de Deus. Agora temos duas alternativas:
     Primeira: Ser indiferente a essa informao.
     Segunda: Comear imediatamente a viver os conceitos deixados por Deus e testemunhar das vantagens recebidas ao valorizar o que Deus revelou.
     Que caminho escolheremos?
     "Assim, pelos seus frutos vocs os reconhecero! Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrar no Reino dos cus, mas aquele que faz a vontade de meu
Pai que est nos cus".166
     Jesus Cristo est nos ensinado que a salvao no  para quem faz discursos. Deus no se comove com aparncias ou intenes. A salvao  para quem obedece
ao Senhor Jesus Cristo. Pra quem obedece toda Sua vontade revelada a ns.
     Somos grandes conhecedores dessa vontade, mas temos que coloc-la em prtica. Para isso devemos sempre orar assim: "Senhor, pela tua graa quero caminhar com
passos firmes no que tenho descoberto at aqui".
     Temos tambm que ser cuidadosos, pacientes e amorosos com aqueles que ainda no conseguiram ver toda a vontade de Deus sobre esse assunto. Temos que orar e
testemunhar para essas pessoas, para que saibam que cuidar de nossa alimentao no envolve apenas nossa sade, mas nossa salvao. Nossos hbitos alimentares demonstram
quem escolhemos como autoridade em nossa vida.
     Que o Senhor nos ilumine e nos ajude a viver e a testemunhar sobre o valor desse assunto em nossa vida e na de nosso semelhante.

#Captulo Dezessete


      Lei Nmero Nove

     Repouso


     Pai e filho planejavam uma viagem at o mercado para vender seus produtos.
     - "Pai", disse o jovem fazendeiro. "Temos que sair logo. Como o senhor sabe, a viagem  longa e os bois andam devagar. Temos que chegar  cidade em tempo de
conseguir um bom lugar no mercado".
     - "Sim, meu filho, estou indo", disse o pai, "mas voc precisa aprender a relaxar um pouco; assim vai acabar ficando doente".
     A caminhada era longa e o jovem se angustiava a cada momento ao ver que seu pai parava a cada passo ao longo da estrada para falar com outros fazendeiros, amigos
seus.
     Ele tinha a esperana de chegar  cidade ao cair da noite, e no foi pequeno o seu desapontamento quando o pai disse: "A casa do tio fica logo ali em baixo
na encosta. Precisamos parar um pouquinho l para dizer-lhe um bom dia".
     - "Se voc insiste, pai, eu paro, mas no  minha vontade".
     - "Sim, meu filho, insisto", respondeu o pai bondosamente. E quando adentravam no curral da casa do tio, o pai acrescentou: "Apreenda a relaxar, meu filho,
assim voc viver mais tempo".
     Uma hora mais tarde eles tomavam de novo a estrada. As rodas do carro rolavam lentamente sobre o leito rude. Agora no havia mais esperana de alcanar a cidade
 noite, de modo que procuraram um lugar para acampar.
     De manh, l estava o jovem apressando o seu pai, pois queria alcanar logo seu destino. Ao aproximarem da cidade, viram-se no meio de uma estrondosa tempestade,
com troves e relmpagos, o que serviu para aumentar o mau humor do moo.
     Uma vez mais o pai lhe falou ternamente: "Relaxe filho. Voc viver mais".
     A cidade ficava agora no alto da prxima montanha. O carro alcanou o topo e parou. Os dois homens pararam por algum tempo para contemplar a impressionante
cena l embaixo. Ento o jovem plido e estupefato disse:
     - "Pai, agora entendo o que voc queria dizer". Ento os dois homens, tristes e cabisbaixos, procuravam se afastar das runas da bombardeada cidade de Hisroshima.
     Repouso  a nona lei natural que Deus deixou para Seus filhos, e  uma das leis mais quebradas em nossos dias. A sociedade moderna inverteu e perverteu o sonho
de Deus.
     O barulho do vai e vem dos carros e o movimento das pessoas em suas mais diversas ocupaes tm transformado a noite em dia para muitas pessoas. Os divertimentos
noturnos tm feito muitos jovens e adultos trocarem o dia pela noite.
     O costume da maioria  deitar tarde e levantar tarde, e os pais de hoje tm dificuldade de fazer com que seus filhos queiram ir cedo para a cama e tambm tenham
vontade de levantar cedo.
     Mas o descanso no deve ser apenas  noite. Durante o dia devemos viver uma vida de descanso na providncia de Deus. A vida estressada no  o sonho de Deus
para ns. Ele quer que vivamos uma vida de descanso em Suas mos e que a noite seja usada para o descanso pleno do corpo.
     "A vida em Cristo  uma vida de descanso"167, mas o inimigo tem tornado a vida cada dia mais cheia de preocupaes e angstias. Ele criou um sistema em que
 noite no tem sido possvel descansar, e vinte e quatro horas parecem no ser suficientes para se fazer tudo o que precisa ser feito.
     O repouso deve ser uma das marcas dos cristos. Jesus Cristo Se preocupou com o descanso fsico e espiritual. Ele disse: "Venham a mim, todos os que esto cansados
e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocs o meu jugo e apreendam de mim, porque sou manso e humilde de corao, e vocs encontraro descanso
para as suas almas".168
     Devemos descansar em Cristo, seguir as leis naturais deixadas por Ele e termos horas bem definidas de sono.
     "Ao regular as horas do sono, no se deve proceder com descuido. Os estudantes no devem adquirir o hbito de permanecer em p at  meia-noite, e tomar as
horas do dia para o sono. Se acostumaram a fazer isso em casa, devem corrigir o hbito, deitando-se  hora devida. Assim levantar-se-o pela manh descansados para
os deveres do dia".169
     A orientao de Deus  que as horas de sono no devem ser tratadas com descuido. Dormir  noite no  uma opo, mas uma necessidade para a mente e para o corpo.
     Os jovens no podem ser estimulados a ficarem acordados at tarde da noite. Os programas cristos devem priorizar o sono. No se pode aceitar que a igreja promova
encontros em que as horas do descanso para o corpo e a mente no sejam valorizadas.
     Se voc  um lder, lembre-se de levar seus jovens a dormir as horas que o corpo precisa a cada dia, pois no sonho de Deus a noite  para dormir e o dia para
trabalhar. Se essa lei for transgredida, o corpo pagar caro com o passar do tempo.
     " preciso revelar cuidado no que respeita  regularidade das horas de sono e de trabalho. Precisamos ter perodos de descanso, de recreao e de meditao".170
     A marca da nossa gerao  o desrespeito s leis e normas. Se h uma lei, j h uma disposio para transgredi-la.
     Essa lei natural est sendo rebaixada ao p. Poucos esto preocupados em respeitar as horas de sono. Temos horas para dormir e horas para trabalhar.
     Respeito s leis deve ser a marca de um verdadeiro cristo, pois a mquina criada por Deus tem leis que precisam ser respeitadas. Nosso corpo precisa de movimento,
trabalho, recreao e repouso.
     "A importncia da regularidade no tempo de comer e dormir no deve passar despercebida. Desde que o trabalho da construo do corpo ocorre durante as horas
do descanso,  essencial, especialmente na juventude, que o sono seja regular e abundante".171
     Os pais precisam lembrar que o descanso  essencial na construo do corpo. As crianas e jovens que esto em formao precisam ter horas definidas e abundantes
para o descanso. Deve-se ter hora certa para se deitar e para se levantar.
     Assim Deus planejou nossa vida. Horas para trabalhar e horas para descansar. Quando h falta de sono, a fadiga  inevitvel e ela pode ser dividida em dois
grupos: fadiga fsica e mental.
     As caractersticas da fadiga fsica so: movimentos lerdos, cimbras, ombros cados, peso nos braos e pernas, dificuldade na coordenao motora, sensao de
cansao fsico, falta de apetite, vertigens, sono excessivo, nuseas.
     Da fadiga mental so: sensao de esvaziamento mental, vertigens, incapacidade crescente de concentrao, esquecimentos, irritao, falta de motivao, impacincia
e intolerncia consigo mesmo e com os outros.
     Deus deixou essas orientaes porque deseja proteger Seus filhos. Ele criou a noite para que nosso corpo repouse e recupere as foras para mais um dia de trabalho.
     Durante a noite, a primeira parte do sono  de 80% de repouso fsico e 20% de repouso mental. Aps a meia noite, 20%  fsico e 80%  mental.
     Antes da meia noite  produzida a melatonina, um tranqilizante natural produzido em lugar quieto e escuro. Aps a meia noite  produzida a cortizona, que ajuda
a lidar com os fatores estressantes do dia.
     Recebemos um conselho de Deus para termos melhor sade e assim podermos compreender melhor Sua vontade. Quando no dormimos na hora e na quantidade certa, estamos
potencializando nossa natureza carnal.
     A melatonina  um tranqilizante natural que ajuda a desenvolver a natureza amorosa ou espiritual, mas temos que fazer nossa parte para que essa substncia
seja produzida. Caso contrrio, aparecero os seguintes efeitos em nosso corpo: aumento da irritabilidade; angstia; nervosismo; comportamento anti-social; desaparecimento
da espontaneidade; desorientao; parania; depresso; inabilidade para manter fixos os objetivos na realizao de uma tarefa; diminuio da percepo; diminuio
da habilidade do raciocnio, etc.
     Deus no deixou nenhuma orientao para o mal ou infelicidade de algum. Tudo o que Ele revelou  para a felicidade de Seus filhos. Dormir cedo no  uma opo
para o verdadeiro cristo, mas  uma necessidade para uma vida mais feliz.
     O mundo sempre viveu contra Deus. A sociedade, dominada pelo pecado, sempre cria hbitos que desfavorecem as leis de Deus. Ser um cristo  andar na contramo
da sociedade.
     Quem escolheremos como autoridade em nossa vida? O que obedeceremos: a lei de Deus ou as leis comportamentais estabelecidos por uma sociedade corrupta e pecaminosa?
     Com os ditames da sociedade moderna no temos hora para dormir nem para qualquer outra coisa. Mas sendo amigos de Deus, teremos uma vida organizada com tempo
para dormir e fazer tudo o que precisa ser feito.
     A deciso  nossa, e o apelo de Deus : "No amem o mundo nem o que nele h. Se algum ama o mundo, o amor do Pai no est nele. Pois tudo o que h no mundo,
a cobia da carne, a cobia dos olhos e a ostentao dos bens, no provm do pai, mas do mundo. O mundo e a sua cobia passam, mas aquele que faz a vontade de Deus
permanece para sempre".172
     Ser cristo  viver de toda a Palavra que sai da boca de Deus.  viver pela f no "assim diz o Senhor". Ser cristo  ser amigo de Deus.  ser diferente at
mesmo na hora de dormir.
     Sejamos amigos de Deus e vivamos de toda a Palavra que sai de Sua boca.

#Captulo Dezoito


      Lei Nmero Dez

     Ar e respirao


     O pastor Blank, um dos pioneiros do movimento adventista do stimo dia, estava preparando um sermo muito especial para o sbado. Ele gastou grande parte do
seu tempo planejando e escrevendo um sermo e esperava que pudesse tocar os coraes dos ouvintes. Cada dia da semana ele se punha de joelhos e pedia que Deus permitisse
a presena do Esprito Santo a fim de que ele pudesse realmente falar sob Sua inspirao.
     O sbado amanheceu claro e frio. Algum, porm, abriu o ar quente e uma morna temperatura tomou conta do ambiente. De incio a congregao cantou o primeiro
hino com entusiasmo. Um ancio orou com muita sinceridade. O organista tocou no momento certo o hino para a retirada da oferta. Quando o pastor Blank comeou a falar
parecia que o Esprito de Deus estava bem perto.
     Mas alguns minutos depois uma sutil mudana ocorreu. Primeiro o pastor notou que o irmo Kline parecia estar cochilando. Depois foi a senhora Ruson que parecia
no poder agentar-se de olhos abertos. As crianas comearam a ficar impacientes e alguns adultos desatentos.
     Que estaria acontecendo?
     Com tristeza o pastor Blank terminou o sermo e procurou demonstrar muita alegria ao cumprimentar as pessoas  porta. Ao ir para casa ficou pensando no que
tinha acontecido na igreja pela manh. Ele achava que seu sermo no fora atraente o suficiente para manter a congregao atenta, mas de fato, o que faltou foi oxignio
no recinto.
     O pastor Blank, todavia, no sabia disso. S mais tarde Deus lhe deu a resposta sobre o que tinha acontecido naquele sbado frio: "A negligncia da ventilao
apropriada  responsvel por muita morosidade e sonolncia que destri o efeito de muitos sermes".173
     As janelas precisam ser abertas para que entre ar fresco e as pessoas fiquem atentas na hora do sermo, pois o crebro precisa de oxignio em abundncia para
que possa trabalhar plenamente.
     Ns adoramos a Deus com a mente, e por essa razo temos que dar todas as condies para que ela esteja bem servida de ar puro e assim possamos ouvir a voz de
Deus quando Sua Palavra for aberta.
     "A influncia de ar puro e fresco  no sentido de promover a circulao do sangue de maneira saudvel atravs de todo o organismo. Ele refresca o corpo e tende
a torn-lo forte e saudvel, ao mesmo tempo que sua influncia  de maneira decidida sentida sobre a mente, propiciando-lhe certa medida de calma e serenidade. Ele
ativa o apetite e torna a digesto do alimento mais perfeita, permitindo sono saudvel e tranqilo".174
     O ar puro e fresco promove a circulao saudvel do sangue e permite que a pessoa viva uma vida mais saudvel. A mente  beneficiada tornando-se cada vez mais
calma e serena.
     Com ar puro o aparelho digestivo funciona melhor e o sono fica mais saudvel e tranqilo. No podemos ficar trancados dentro de um quarto sem receber uma poro
de ar fresco.
     O inimigo de Deus, porm, tem feito de tudo para que cada dia o ar seja mais raro e poludo. Pouco ar puro se tem para respirar hoje, e um grande nmero de
pessoas trabalha em ambientes fechados com ar condicionado.
     H muitos prejuzos numa m ventilao. "O sangue move-se lentamente. Os resduos, matria venenosa que devia ser expelida nas exalaes dos pulmes, so retidos,
e o sangue se torna impuro. No somente os pulmes, mas o estmago, o fgado e o crebro so afetados. A pele torna-se plida,  retardada a digesto; o corao
fica deprimido; o crebro nublado; confusos os pensamentos; baixam sombras sobre o esprito; todo organismo se torna deprimido e inativo, e especialmente suscetvel
 doena".175
     Os prejuzos so enormes e a mente  muito afetada. O crebro fica nublado e os pensamentos confusos. Podemos observar isso claramente ao nosso redor. Muitas
pessoas falam coisas sem saber o que esto falando. Tm dificuldade de se expressar e seguir uma linha de raciocnio lgico. Tudo isso por falta de ar puro no corpo
humano.
     Cada dia a temperatura est mais alta e os aparelhos de ar condicionado se tornam mais comuns na vida das pessoas. Esses aparelhos geralmente oferecem ar poludo,
mas nosso corpo precisa de um suprimento constante de ar puro.
     O corpo humano tem aproximadamente 100 trilhes de clulas, e 25 trilhes delas tm a tarefa de transportar o ar pelo corpo, apanhar o dixido de carbono das
demais clulas e rapidamente conduzir aos pulmes. Os glbulos vermelhos liberam o dixido de carbono, apanham um suprimento de ar fresco e rapidamente seguem o
seu caminho.
     Todo esse processo leva aproximadamente um minuto, mas se faltar ar fresco os danos podem ser irreparveis. Portanto, deixe seu corpo receber o ar fresco que
 oferecido gratuitamente pelo Criador.
      "Ar puro... so remdios por cuja falta milhares de pessoas esto perecendo; todavia esses remdios esto caindo em desuso, porque seu hbil emprego requer
trabalho que o povo no aprecia".176
     Um Deus que ama protege. Por amor a ns, o ar fresco nos  oferecido gratuitamente. Ar fresco  um poderoso remdio deixado por Deus, mas lamentavelmente muitas
pessoas no aproveitam esse recurso.
     Muitas doenas que o homem est enfrentado em nossos dias  fruto da transgresso dessa lei natural. O ar tem que ser valorizado pelos filhos de Deus. Sem ar
puro no  possvel ter uma mente lcida para compreender as verdades reveladas por Ele.
     Deus tem feito maravilhosas promessas a quem for obediente s Suas leis. "O Senhor far de vocs a cabea das naes, e no cauda. Se obedecerem aos mandamentos
do Senhor, o seu Deus, que hoje lhes dou e os seguirem cuidadosamente, vocs estaro sempre por cima, nunca por baixo".177
     Essa promessa  para quem entender que as ordens de Deus so para a sua proteo e prosperidade. Nada do que Deus nos pede  para causar alguma dificuldade.
Em tudo Ele tem a inteno de nos ajudar a viver melhor.
     Diante de cada um de ns est a vida e a morte, a bno e a maldio. Deus apresenta a bno como algo que vai fazer diferena positiva na vida de quem a
tiver, mas o inimigo de Deus apresenta a maldio como uma bno. Ele tem o poder de inverter os papis. Com a boa inteno do crescimento econmico, progresso
e melhora da vida humana, ele poluiu com todos os tipos de gazes venenosos o ar que Deus criou para ser uma bno ao homem.
     " com a mente que servimos ao Senhor"178 , por isso o inimigo quer atingir a mente dos filhos de Deus, pois com uma mente obscurecida no  possvel compreender
as verdades que Deus tem revelado a Seus profetas. Com a mente obscurecida a maioria dos cristos no pode ver valor no que de fato tem valor.
     Muitas coisas que nossa sociedade valoriza na verdade no tm valor. Os valores ticos e morais so coisas que de fato tm valor. Por isso precisamos estar
atentos para ver o que est desviando nossa mente da Palavra que est sendo exposta.
     Um lder espiritual valoriza as cosias do cu e obedece s leis eternas. Ele abre a Palavra de Deus e expe Suas verdades com todo amor e cuidado. Mas para
que essas verdades sejam entendidas e aceitas a mente tem que estar limpa e cheia de oxignio.
     Mais uma vez a questo aqui no  apenas respirar ar puro para ter sade. A questo  obedecer ou no a Deus. Essa  a grande guerra entre o bem e o mal. Satans
deseja que sigamos os costumes de uma sociedade que vive de forma contrria  Palavra de Deus.
     "Serviremos ao Senhor nosso Deus, e o obedeceremos a sua voz".179 Essa foi a reao de Josu, e  a reao que Deus sonha ver na vida de Seus filhos em pleno
sculo vinte e um.
     Que possamos dizer: "Pela graa de Deus servirei e obedecerei ao Senhor".

#Captulo Dezenove


      Lei Nmero Onze

     Alimentao animal


     O tema que ser abordado neste captulo  polmico por si s, e muitas pessoas o tm levado a extremos perigosos. Mas o que pretendo mostrar neste breve estudo
 o que Deus tem a dizer para todos ns sobre o uso da carne como alimento.
     No incio da vida no planeta Terra, a carne no fazia parte da dieta alimentar deixada por Deus para Ado e Eva (Gn 1.29). Mais tarde Deus liberou alguns animais
e outros no (Lv 11).
     Um grupo de cristos defende que o regime alimentar correto  o que Deus deixou no incio, mas um outro grupo, que talvez seja o maior, defende que o regime
correto  o que foi dado aps o dilvio.
     Afinal, qual dos dois grupos est certo? O primeiro, o segundo, ou os dois?
     O objetivo deste estudo no  causar polmica ou diviso entre os cristos, e muito menos lanar qualquer crtica sobre quem esteja vivendo em um ou outro grupo.
     Com a ajuda de Deus desejo analisar este tema com toda a lucidez possvel, dentro dos limites que a Bblia apresenta.
     Vamos iniciar relembrando como era a vida no den.

     Plano original de Deus

     Todos os cristos concordam que no programa original de Deus para Seus filhos l no den no constava nada de origem animal. Os animais no jardim existiam para
embelezar e alegrar o corao de Ado e Eva.
     "E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que d semente, que est sobre a face da terra; e toda a rvore, em que h fruto de rvore que d semente,
ser-vos- para mantimento".180
     No plano original de Deus, o sangue nunca deveria ser derramado sobre a terra. Nem sangue de animais irracionais, tampouco de ser humano. A morte estava fora
dos planos de Deus. Tanto o homem como os animais se alimentariam com o que a terra produzisse. O maior no deveria comer o menor, como acontece em nossos dias.
     Assim foi planejado o mundo na mente de Deus. Todos os seres criados seriam para alegrar e embelezar a vida um do outro. A harmonia entre eles seria perfeita.
Nada afugentaria um do outro. No haveria temor ou medo entre eles. No haveria disputa pela sobrevivncia. A me natureza produziria frutos e gros suficientes
para todos os seres criados.
     "Cereais, frutas, nozes e verduras constituem o regime diettico escolhido por nosso Criador".181 Ele escolheu um regime que no feriria Seu carter. A morte
no fazia parte do estilo de vida do novo mundo. O sofrimento de criaturas racionais ou irracionais no estava contemplado no jardim do den. A dor da morte no
estava no projeto original de Deus.
     Se os gros sustentam os animais irracionais ainda em nossos dias, estaria Deus errado em deix-los para ns como parte de nosso regime alimentar?
     "Deus deu a nossos primeiros pais o alimento que designara a raa comesse.... O fruto das rvores do jardim era o alimento que as necessidades do homem requeriam".182
     O regime do den deveria ser o modelo para todos os filhos de Ado e Eva. Todas as geraes usariam o que a terra produzisse para a manuteno da vida. Assim
era a vida no comeo de todas as coisas. Esse era o sonho de Deus, Seu projeto original.

     Plano alternativo

     Mas tudo mudou quando uma ordem divina foi quebrada. Ado e Eva comeram o fruto da rvore que Deus havia proibido (Gn 2.17). Depois disso o homem passou a duvidar
do que Deus dizia. A palavra de Deus no era mais a autoridade absoluta na vida do homem. Uma outra "palavra" comeava a fazer parte da histria humana.
     O homem ficou com medo de Deus e se escondeu de dele (Gn 3.8). Foi criada uma barreira entre o Criador e a criatura. Mas Deus saiu  procura do homem pelo jardim
e o encontrou escondido atrs das rvores. Essa foi a primeira tentativa divina de restabelecer a confiana que havia sido quebrada pela desobedincia.
     Ado e Eva presenciam atnitos a conseqncia mais forte de sua desobedincia: um cordeiro do jardim tem que ser sacrificado. Eles observam o lindo animal sofrendo
a agonia e as dores da morte. O primeiro sangue derramado mancha a linda terra criada por Deus, e ento a morte passa a ser uma dura rotina na vida do homem.
     Pela desobedincia humana, a natureza entra em completo desequilbrio. O homem passa a ter desejos completamente contrrios aos desejos de Deus. Satans consegue
ter acesso a todas as criaturas de Deus. Tanto homens como animais agora tm desejos e instintos que no faziam parte do Jardim do den.
     O tempo passou e a maldade do ser humano tornou-se indescritvel. A vida de homens e animais no tinha valor para o homem. Deus envia ento o dilvio, e com
No Ele recomea a humanidade no planeta Terra.
     "Depois do dilvio o povo comeu  vontade do alimento animal ... E permitiu Ele que aquela raa de gente longeva comesse alimento animal, a fim de abreviar
sua vida pecaminosa. Logo aps o dilvio o gnero humano comeou a decrescer rapidamente em tamanho, e na extenso de anos".183
     H duas razes para Deus ter permitido o regime crneo aps o dilvio. Primeiro foi uma questo de emergncia. Aps o dilvio no havia gros, frutas e outros
ingredientes do cardpio original. Ento Deus orientou como deveria ser usado o alimento de origem animal: no deveria se usar o sangue (Lv 17.12), nem a gordura
(Lv 3.17); alguns animais no deveriam fazer parte da nova dieta (Lv 11.3).
     No podemos negar, portanto, que Deus permitiu o uso da carne como alimento naquela ocasio, e deu orientaes especficas para esse uso.
     A segunda razo pela qual foi permitido o uso da carne como alimento  que Deus queria abreviar a vida pecaminosa do homem. Num mundo de pecado como o nosso,
uma vida mais curta  a melhor opo. J imaginou uma pessoa viver quase mil anos nos dias de hoje?
     "A Bblia diz que os homens, nas dez geraes que precederam o dilvio, viveram em mdia 912 anos. Depois do dilvio, quando os homens comearam a comer carne,
a vida tornou-se mais curta, atingindo a mdia de 317 anos".184
     Aps o dilvio o declnio da raa humana foi muito agressivo. A mdia de vida do homem diminuiu em 65%.
     E nos dias de Davi a mdia de vida era de 70 anos ou no mximo 80 (Sl 90.10).
     Uma vida longa num mundo contaminado pelo pecado  uma das maiores tragdias que o ser humano pode viver.
     Observe este grfico:



     Temos que decidir que regime seguir: o que Deus deixou antes da desobedincia de Ado e Eva, ou o que Ele permitiu que fosse usado aps o dilvio.
     Espero que no final deste captulo voc consiga por si s chegar  concluso correta. Mas antes de tomar uma deciso sobre esse tema, entenda o contexto em
que as pessoas viviam para que Deus desse a permisso de comer carne de animais mortos.

     A carne foi usada antes do dilvio sem a autorizao de Deus

      interessante notar que, mesmo antes do dilvio, as pessoas j usavam a carne como alimento, sem Deus ter dado permisso para isso.
     "Mas, depois da queda, os homens preferiram seguir os seus prprios desejos pecaminosos; e, como resultado, o crime e a misria aumentaram rapidamente. Nem
a relao do casamento nem os direitos de propriedade eram respeitados. Quem quer que cobiasse as mulheres ou as posses de seu prximo, tomava-as pela fora, e
os homens exultavam com suas aes de violncia. Deleitavam-se na destruio da vida de animais; e o uso da carne como alimento tornava-os ainda mais cruis e sanguinolentos,
at que vieram a considerar a vida humana com espantosa indiferena."185
     Aps o pecado o homem comeou a assumir uma postura totalmente contrria ao que Deus sonhara. As pessoas e suas propriedades no eram mais respeitadas. Os laos
do casamento foram partidos e a poligamia comeou a ser praticada, e a carne comeou a ser usada como alimento.
     A vida de homens e animais no tinha mais nenhum valor. Os antediluvianos se alegravam com cenas de crueldade. Eles tinham prazer em ver as criaturas racionais
e irracionais sofrerem.
     A carne de animais foi usada como alimento nesse contexto, no por necessidade, mas por no darem nenhum valor  vida. O Doador da vida no era mais reconhecido
como autoridade final e Suas criaturas tambm no eram mais valorizadas. Comer carne, ento, era um sinal de completa indiferena  vida.
     "Procuravam to-somente satisfazer os desejos de seu orgulhoso corao, e folgavam em cenas de prazer e impiedade. No desejando conservar a Deus em seu conhecimento,
logo vieram a negar a Sua existncia".186
     Os antediluvianos queriam apagar Deus da memria. Pensavam que no precisavam dele, e intencionavam fazer tudo o contrrio do que Deus havia estabelecido como
base e modelo.
     "A poligamia fora logo introduzida, contrria s disposies divinas dadas ao princpio".187
     Os habitantes do mundo antes do dilvio foram excluindo Deus de seus planos e de sua vida. Os desejos pessoais tornaram-se seus senhores. O "eu quero" era a
ordem. Aos poucos foram ficando to brutos que no pareciam seres racionais, mas sim demnios em forma de homem.
     Deus no podia suportar mais essa situao. Ento mandou o dilvio sobre o belo mundo criado com tanto amor para Seus filhos.

     Um regime especial  dado ao povo de Israel

     O povo de Deus estava sendo escravizado no Egito por mais de quatro dcadas, e no calendrio divino chegara o momento de libert-los. A sada foi triunfal.
Imagino Moises e Aro sendo acompanhados pelos homens mais velhos e uma razovel multido os seguindo.
     Pais, mes, filhos, amigos e animais formavam a grande multido que deixava para traz a escravido, e com olhos fixos no horizonte caminhavam rumo  liberdade
to almejada, porm desconhecida por todos.
     As primeiras horas foram de euforia, mas as prximas foram de medo, incerteza e dvidas profundas. A ao de Deus, contudo, foi excepcional. O mar vermelho
foi o primeiro obstculo para o povo, mas para Deus foi mais uma oportunidade para se dar a conhecer a Seu povo, que de fato no O conhecia.
     O problema do mar foi resolvido, mas outros problemas foram surgindo. Aps alguns dias, no havia mais comida para aquela grande multido. Deus ento agiu,
e 45 dias aps a sada do povo do Egito, Ele lhes d um novo regime.
     "Disse, o Senhor a Moiss: Eu lhes farei chover po do cu".188
     O alimento que conseguiram levar na viagem acabara, e eles clamavam por comida, mas no qualquer comida. Estavam com saudade das fartas panelas de carne e po
que tinham no Egito (x 16.3).
     Aquele povo estava acostumado a comer carne em grande quantidade e agora sentiam falta dela. Esse regime oferecido pelo Egito a seus escravos alcanava plenamente
seus objetivos, pois mantinha o povo vivo e com chances de servi-los por mais alguns anos.
     Agora Deus tinha outros objetivos, completamente diferentes dos do Egito. Para isso faziam-se necessrios um tratamento diferenciado e uma alimentao especial.
     "Escolhendo a comida do homem, no den, mostrou o Senhor qual era o melhor regime; na escolha feita para Israel, ensinou Ele a mesma lio. Tirou os israelitas
do Egito, e empreendeu educ-los, a fim de serem um povo para Sua possesso prpria. Desejava, por intermdio deles, abenoar e ensinar o mundo inteiro. Proveu-lhes
o alimento mais adaptado ao Seu desgnio; no carne, mas o man, 'o po do Cu'".189
     O propsito claro de Deus era transformar Israel num modelo para o mundo. Eles deviam ser um canal que Deus usaria para abenoar outras naes. Foi por isso
que todas aquelas aes espetaculares foram feitas. Mas, infelizmente, a maioria dos que viajavam para a terra prometida no entendia os propsitos de Deus e reclamava
constantemente da falta da carne que havia no Egito. Ento Deus ouviu suas queixas e um dia lhes deu carne (x 16.11).
     "Afastando-se do plano divinamente indicado para seu regime, sofreram os israelitas grande prejuzo. Desejaram um regime crneo, e colheram-lhe os resultados.
No atingiram ao divino ideal quanto ao seu carter, nem cumpriram os desgnios de Deus. O Senhor 'satisfez-lhes o desejo, mas fez definhar a sua alma'. Sal. 106:15.
Estimaram o terreno acima do espiritual, e a sagrada preeminncia que Deus tinha o propsito de lhes dar no conseguiram eles obter".190
     Mas h uma intrigante pergunta que precisa ser respondida: Por que o man foi dado todos os dias e a carne uma nica vez?
     "Em geral, o Senhor no proveu carne a Seu povo no deserto, porque sabia que esse regime suscitaria doena e insubordinao. A fim de modificar a disposio
e levar as mais altas faculdades do esprito a exerccio ativo, deles tirou a carne de animais mortos. Deu-lhes o po dos anjos, man do cu".191
     Fico impressionado com a maneira como Deus trata Seus filhos. Ele os respeita, mesmo sabendo que o caminho que esto seguindo no  o melhor. Naquele momento
Ele poderia ter imposto Sua vontade, mas por Seu carter ser amor, respeitou a vontade de Seu povo.
     Mas h um outro ponto que precisa ser analisado aqui: a histria nos diz que, aps a queda, Deus deu uma dieta especial a Seu povo apenas duas vezes. A primeira
foi 45 dias aps a sada do povo de Israel do Egito, uns poucos dias antes de entrarem na terra prometida (lembre-se que o plano de Deus no era que eles ficassem
quarenta anos no deserto, mas sim poucos dias).
     O segundo momento em que uma dieta especial  dada a Seu povo  quando Deus est preparando novamente uma gerao para entrar, sem provar a morte, na Cana
celestial.

     O sonho de Deus

     Martin Luther King lutou at a morte para acabar com a diferena entre brancos e negros nos estados unidos. Ele disse: "Eu tenho um sonho". O seu sonho era
a liberdade dos negros americanos.
     Abrao Lincoln, andando um dia pelas margens do rio Mississipe e vendo o comrcio de escravos, disse: "Se algum dia eu tiver poder neste pas, abolirei a escravido".
     Abrao no desistiu dos seus sonhos e hoje os Estados Unidos tm como base de sua constituio a liberdade para todas as pessoas, independente de cor.
     Deus tambm no desistiu nem se cansou de Seus sonhos.
     "Repetidamente tem-se-me mostrado que Deus est trazendo de volta o Seu povo ao Seu desgnio original, isto , que ele no dependa da carne de animais mortos.
Ele gostaria que ensinssemos ao povo um caminho melhor".192
     Deus est despertando pessoas em todas as partes para que comecem a voltar ao regime dado ao homem l no den. Nesse regime, ideal e plenamente funcional em
nossos dias, no est o uso de carne como alimento.
     A outra parte do sonho  que esse tema seja ensinado de todas as formas, mas principalmente atravs de uma vida cheia do Esprito de Cristo. Lembre-se: aquele
que anda no caminho do Senhor, tem que viver no esprito do Senhor.
     Talvez voc possa pensar que no h problema algum em comer carne. Mas vamos analisar a seguir algumas conseqncias fsicas e espirituais decorrentes do uso
da carne:

     1 - Desenvolve a sensualidade

     "Um regime de carne tende a desenvolver a sensualidade. O desenvolvimento da sensualidade diminui a espiritualidade, tornando a mente incapaz de compreender
a verdade".193

     2 - Produz cncer e doenas no pulmo

     "Muitas vezes, ao ser comida, a carne deteriora-se no estmago, e cria doena. Cncer, tumores e doenas do pulmo so em grande escala produzidos por comer
carne".194

     3 - A natureza espiritual  enfraquecida

     "Pelo uso de alimentos crneos a natureza animal  fortalecida e enfraquecida a espiritual".195

     4 - Tende a amortecer as faculdades morais

     "No devemos pr carne diante de nossos filhos. Sua influncia  reavivar e fortalecer as mais baixas paixes, tendo a tendncia de amortecer as faculdades
morais".196

     5 - Animaliza os homens

     "Dizemos, porm, que o alimento crneo no  correto para o povo de Deus. Animaliza os seres humanos".197

     6 - Pode ajudar na transmisso da AIDS

     Peter Lewn, epidemiologista de Toronto afirmou: "Embora o HIV se encontre em carneiros, macacos, porcos e gatos, os sintomas da molstia no aparecem nos animais
- a transmisso do vrus para o homem ocorre atravs da ingesto da carne do animal ou por atos de bestialidade".198

     7 - Diminui a atividade intelectual

     "A clareza de mente e firmeza de propsito de Daniel, sua fora de intelecto na aquisio de conhecimento, deveram-se em grande parte  simplicidade de seu
regime alimentar, associado  sua vida de orao".199

     8 -  uma maldio  famlia humana

     "No podemos fazer agora como nos arriscamos a fazer no passado quanto ao comer carne. Esta tem sido sempre uma maldio  famlia humana, mas em nossos dias
isto se torna particularmente a maldio pronunciada por Deus sobre os rebanhos do campo em razo da transgresso e pecado do homem. ... O pensamento de alimentar-se
de carne de animais mortos  repulsivo, mas h alguma coisa alm disto. Ao comer carne, partilhamos de carne morta enferma, e esta semeia a semente da corrupo
no organismo humano".200

9 -  pecado

" pecado condescender com apetite pervertido usando ch, caf e carne".201

     Quando comecei este captulo coloquei duas situaes: no incio da vida no planeta Terra Deus no deixou a carne como parte da dieta alimentar para Ado e Eva
(Gn 1.29), mas depois ele liberou alguns animais e outros no (Lv 11). Um grupo de cristos defende que o regime alimentar correto  o que Deus deu no incio, mas
h um outro grupo, que talvez seja o maior, que defende que o regime correto  o que foi dado aps o dilvio.
     Afinal, quem est certo? Qual ser sua resposta? Que grupo voc escolher?
     Espero que com a iluminao de Deus voc encontre o caminho sugerido por Ele. Mas quero lembr-lo de mais um detalhe: o que est em jogo aqui no  comer ou
no comer carne. O que est em jogo aqui  o mesmo que esteve no den. Deus tinha dado uma revelao a Ado e Eva e logo veio Satans com outra revelao. Cabia
aos dois decidirem qual revelao obedeceriam.
     Deus deu um regime ideal no incio, e depois, em dois momentos especficos, Ele tambm deixa uma dieta especial. Para os israelitas era uma monodieta, e para
o Seu povo nos ltimos dias  uma dieta rica em gros, frutas, verduras e legumes.  uma dieta tendo como base o alimento integral e o mais natural possvel.
     A pergunta a ser respondida : A quem seguiremos - a ltima orientao de Deus para o Seu povo, ou o que a sociedade nos tem imposto com suas tradies?
     A deciso est em nossas mos. Que Deus nos ilumine e nos ajude a compreender Sua vontade para ns. Mas lembre-se: "Crede no Senhor vosso Deus e estareis seguros,
crede nos seus profetas e prosperareis".202


Concluso

     Quem so as pessoas que vivem mais e quais so seus hbitos de vida?
     A revista National Geographic de novembro de 2005 trouxe uma reportagem de capa que abordava cincia e religio e tentava responder a essa pergunta.
     Deus sempre teve um desejo para Seus filhos de todos os tempos e lugares. "Eu vim para que tenham vida e vida em abundncia".203 Ele deseja que vivamos o mximo
que pudermos nesta terra e que tenhamos tambm a vida eterna.
     H alguns segredos para se viver em abundncia aqui neste mundo. Os pesquisadores fizeram seus estudos no Japo, Estados Unidos, Itlia e Brasil. No Japo,
foi pesquisada a comunidade de Okinawa, que vive no arquiplago de mesmo nome.
     Essa comunidade tem uma expectativa de vida mdia de 82 anos, e  uma das mais longas do mundo. Os homens okinawanos vivem em mdia 78 anos e as mulheres 86.
     Quando comparados com os americanos, os okinawanos tm cinco vezes menos doenas no corao, quatro vezes menos cncer no seio e na prstata, e trs vezes menos
demncia senil.
     Qual  o segredo deles?
     1- Os okinawanos idosos tm um forte sentido de propsito na vida - isso ajuda a evitar estresse e doenas como hipertenso.
2- Possuem uma dieta muito rica em frutas.
3- Comem muita verdura e tof
     4- No sobrecarregam o estmago. Eles seguem o princpio de Confcio - comer s at encher 80% do estmago.
     5- Usam na sua dieta muito rabanete, alho, cebola, tomate e repolho - isso ajuda a impedir o surgimento de cncer.
     6- Desenvolvem um forte relacionamento em grupos - conservam amizades e tm reunies regularmente.
7- Fazem oraes dirias.
8- fazem muito exerccio fsico diariamente.
     O prximo pas pesquisado foi a Itlia. A regio da Sardenha foi o alvo da pesquisa e nessa regio existe a aldeia de Silanus.  uma comunidade de 2,4 mil pessoas.
Nesse lugar as pessoas vivem mais que o dobro da mdia de vida do pas.
     Por que tamanha longevidade? O destaque nessa comunidade  Tonino Tola, com 75 anos. Seus segredos so:
     - Muito trabalho. Ele ordenha quatro vacas todos os dias, racha lenha para a casa, e caminha em mdia 6 km por dia no pasto com seus 200 carneiros.
     - Usa o vinho tinto todos os dias.
     - Seus pratos so ricos em frutas e verduras (berinjela, tomate e favas, que reduzem o risco de doenas do corao e o cncer do clon).
     - Faz exerccio fsico. "A vida toda caminhei e trabalhei, mesmo quando no estou me sentindo bem".
     - Tem paixo pela vida. "Eu amo viver aqui, amo cada dia da minha vida".
     At 1940, a obesidade era desconhecida na Sardenha. Hoje j afeta 10% dos sardos, porque as crianas querem comer batata frita e pizza.
     O prximo grupo de pessoas avaliado est no Brasil, na cidade de Veranpolis, a 160 km da capital Porto Alegre, RS.
     A cidade ostenta a mais alta mdia de vida do pas: 78 anos. Segundo o IBGE, a mdia do Brasil  de 71,3 anos. As mulheres de Veranpolis tm a mdia de vida
igual a dos japoneses, que  de 83 anos - a mais alta do mundo.
     Quais os segredos dessa comunidade?
     1- Quase todos fazem atividades fsicas.
     2- Tm encontros regulares para se confraternizarem.
     3- Tm alimentao com baixo teor de gordura.
     4- Usam vinho e polenta.
     5- Tm forte vida religiosa.
     6- Trabalham com prazer.
     7- Tm otimismo e paixo pela vida.
     Observao: A pesquisa mostra o valor do vinho, mas o que faz o efeito positivo no  o lcool, e sim o suco de uva.
     O ltimo pas pesquisado foi os Estados Unidos, mais especificamente Loma Linda, um lugar lindo no meio de muitos laranjais, que fica entre Palm Springs e Los
Angeles, na Califrnia.
     Foi feito um estudo com 34 mil Adventistas do Stimo Dia no perodo de 1976 a 1988, e concluiu-se que o hbito deles de consumir feijo, leite de soja, tomate
e frutas diminua o perigo de desenvolver certos tipos de cncer.
     O estudo concluiu que comer po integral, tomar cinco copos de gua por dia e consumir quatro pores de nozes por semana, reduz a possibilidade de doenas
cardacas. Tambm concluiu que no comer carne vermelha ajuda a evitar cncer e doenas cardacas.
     Nesse lugar h uma grande quantidade de Adventistas do Stimo Dia, e o destaque  Marge Jetton, que em 2004 completou 100 anos e renovou sua carteira de motorista
para mais cinco anos. Ali tambm vive Ldia com 112 anos, que est entre as 20 pessoas mais idosas do mundo.
     A seguir esto alguns segredos dessa comunidade:
     1- No usam drogas.
     2- No comem carnes imundas e evitam as outras.
     3- Evitam alimentos gordurosos.
     4- No usam caf.
     5- Os condimentos e estimulantes so deixados de lado.
     6- Cereais, frutas e verduras so usados em abundncia.
     7- Usam o sbado para adorar a Deus e para se socializarem.
     8- Usam po integral.
     9- Tomam pelo menos cinco copos de gua por dia.
     10-  Tm atividade fsica constante.
     A senhora Merge no come carne h cinqenta anos, e nunca come nada entre as refeies. Ela vive fazendo trabalho como voluntria. Desenvolveu o bom humor e
gosta de conversar com as pessoas. Ela sempre afirma que: "Os estranhos so apenas amigos que ainda no os conheo".
     Os adventistas do stimo dia esto entre os que vivem mais, e com qualidade, em todo o mundo. Mas qual era a mdia de vida dos adventistas em 1862 e 1863? O
movimento adventista teve incio em torno do ano de 1843 e 1844, e nessa poca havia problemas com a expectativa de vida das pessoas.
     "Os obiturios na Review and Herald (Revista Adventista para os Estados Unidos), para 1862 relataram 63 falecimentos. 18 foram de crianas com menos de 7 anos
de idade; 9 de jovens entre os 7 e os 20 anos; 14 de adultos entre 21 e 40 anos; 14 pessoas com 60 anos; e s 8 tinham mais de 60 anos de idade.
     "Annie Smith, irm de Uriah Smith, morreu aos 27 anos de idade. Natanael e Ana, irmo de Tiago White, faleceram respectivamente aos 21 e 26 anos. Roberto Harmom,
irmo de Ellen White, aos 27. No inverno de 1853 para 1854, se Deus no houvesse livrado Ellen White de grave doena cardaca e de ameaa de cncer no olho, ela
tambm teria falecido aos 27 anos".204
     Esses nmeros demonstram que a sade dos adventistas, antes de 1863, era precria. Os princpios que temos hoje ainda no eram conhecidos. Deus no tinha revelado
a eles as verdades que os tornaria um povo distinto entre os demais.
     "Nossos antepassados, dando bem pouca ateno  sade, encaravam a situao com serenidade. Mal sabiam eles, naquele tempo, que a sade est ligada  religio
e que Deus estava prestes a conduzir Seu povo  uma nova e proveitosa experincia".205
     Amigo, apresentei neste livro onze leis que por certo o ajudaro a concretizar o sonho de Deus de termos vida em abundncia.
     Mas, afinal, quem so os que vivem mais? So aqueles que conhecem as leis de Deus e as seguem. So aqueles que renunciam a si mesmos e deixam Deus ser a autoridade
final em sua vida, principalmente na rea da sade. So os que aceitam o senhorio pleno de Cristo em sua vida.
     O fato de estarmos vivendo mais em nossos dias no  fruto de sabedoria humana ou apenas das descobertas cientficas. Estamos vivendo mais porque antes que
a cincia falasse o que ela fala hoje, os adventistas do stimo dia j conheciam esses princpios dados por Deus  Sua mensageira Ellen White.
     Cada cristo adventista tem que agradecer a Deus pelo que sabemos e pelas pessoas que j foram abenoadas com esses ensinos.
     Volto a lembr-lo que cuidar da sade no est relacionado em primeiro plano com a sade em si, mas com a autoridade de Deus em nossa vida.
     Cuidando do corpo estamos cuidando da mente, que  a parte do nosso corpo que Deus usa para Se comunicar conosco.
     "Os nervos do crebro, que se ligam com o organismo todo, so o intermdio pelo qual o cu se comunica com o homem e afeta a sua vida ntima. O que quer que
estorve a circulao da corrente eltrica no sistema nervoso, debilitando as foras vitais e diminuindo a suscetibilidade mental, vem a tornar mais difcil o despertar
da natureza moral".206
     A mente  a parte mais preciosa do nosso corpo.  atravs dela que recebemos as revelaes e decidimos se vamos aceit-las ou no.
     No decorrer das pginas deste livro fomos confrontados com duas revelaes: uma de Deus e outra do inimigo. O nosso viver dirio revelar ao mundo a escolha
que fizermos.
     Deus continua sonhando conosco. No vamos decepcion-lo! Pelo contrrio, com a mente clara e o corpo sadio, vamos tomar a melhor deciso de nossa vida, que
 a de escolher seguir a Jesus.
     Que Deus nos abenoe para isso. Amm.
1 Jo 10.10.
2 Jo 8.32.

3 Enoque de Oliveira, A mo de Deus ao Leme, (Tatu, So Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1985), 186.
4 Oliveira, A mo de Deus ao Leme, 186.
5 Ap 1.3.
6 Ellen White, O Maior Discurso de Cristo, (Tatu, So Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1990), 16.


7 I Joo 4.8

8 Ams 3.7
9 II Co 3.17
10 At 16.31

11 I Co 13.4-8

12 Mt 18.3

13 Gl 6.1
14 Ellen White, Histria da Redeno, (Tatu, So Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2000), 41
15 Idem, Histria da Redeno, 49
16 Gn 3.15
17 Gl 5.22
18 I Co 15.54
19 White, Atos dos Apstolos, 518
20 Gl 5.19
21 Cl 3.5,8,9
22 II Pe 2.12
23 Ellen White, Mente, Carter e Personalidade, (Tatu, So Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1988), 2.591-592.
24 White, Mente, Carter e Personalidade, 2.591-592.
25 White, Mente, Carter e Personalidade, 2.591-592.
26 Ellen White, Review and Herald, 24 de maio de 1887.

27 Ellen White, O Desejado de Todas as Naes, (Tatu, So Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1999), 36.
28 White, O Desejado de Todas as Naes, 36.

29 Jo 14.6.
30 Hb 5.1-2.
31 I Co 2.14.
32 II Pe 1.5-7
33 Ellen White, Beneficncia Social, (Tatu, So Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1999), 86.


34 Ellen White, Patriarcas e Profetas, (Tatu, So Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2001), 568.
35 Ef 6.11-12
36 Gn 2.17
37 Gn 6.14
38 White, Patriarcas e Profetas, 95.
39 Pv 4.6

40 White, Patriarcas e Profetas, 126.
41 White, Patriarcas e Profetas, 126.
42 White, Patriarcas e Profetas, 126.
43 White, Patriarcas e Profetas, 126.
44 C. Merveyn Maxwel, Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel (Tatu, So Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1. ed. 1990), 11.
45 Maxwel, Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel, 12.
46 Maxwel, Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel, 13.
47 Maxwel, Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel, 19.
48 R.N. Champlim, O Antigo Testamento Interpretado, (So Paulo, SP: Candeia, 2000), 3. 367.
49 C.B.A.S.D. vol. 4.773

50 Dn 1:8
51 Ellen White, Conselhos sobre regime alimentar, (Tatu, So Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1995), 30.
52 R.N. Champlim, Enciclopdia de Bblia, Teologia e Filosofia, (So Paulo, S.P. Candeia, 1995) 2. 8.
53 Ellen White, Profetas e Reis, (Tatu, So Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2001), 481.

54 Am 3.7
55 Ap 10.7
56 Ap 10.11

57 Ap 10.6

58 Ellen White, Primeiros Escritos, (Tatu, So Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1999), 254.
59 White, Primeiros Escritos,254.
60 Ellen White, C.B.A.S.D. 7.993
61 Ellen White, Obreiros Evanglicos, (Tatu, So Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1995), 241.

62 Ellen White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, (Tatu, So Paulo, Casa Publicadora Brasileira, 1996), 43
63 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 16
64 Ellen White, Temperana, (Tatu, So Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1996), 80.
65 II Pe 1.5-7
66 II Pe 1.9
67 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 151.
68 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 186.
69 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 182.
70 Ellen White, Mensagem Sobre Sade, (Tatu, So Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1997) 289.
71 White, Temperana, 14.
72 Mt 28.20

73 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 182.
74 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 111.
75 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 167.
76 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 151.
77 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 186.
78 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 159.
79 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 15.
80 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 18.
81 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 180.
82 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 175.
83 White, Temperana, 14.
84 Sidionil Biazzi, Seminrio de Administrao Eclesistica. P. 52
85 II Cr 20.20 u.p.

86 Sl 119. 103
87 Pv 24.13
88 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 327.
89 Hlnio J. Nogueira, Viva Mais Leve, (Tatu, So Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1992), 139
90 www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102005000400003 - 60k -
91 http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u12332.shtml
92 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 113.
93 Biazzi, Seminrio de Administrao Eclesistica. P. 53
94 Walter Willett, Revista Veja, 30 de Agosto de 2006, 15
95 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 328
96 White, Temperana, 14.
97 Biazzi, Seminrio Administrao Eclesistica, 57
98 White, A Cincia do Bom Viver, 301
99 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 328
100 Gn 1.10.
101 Gn 1.29.
102 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 300.

103 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 313.
104 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 320.
105 Don Hawley, Come Alive (Washinton, DC: Review and Herald Publishing Association, 1975), 89.
106 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 27.
107 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 27.
108 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 27.
109 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 27.
110 I Pe 2.9

111 Rm 12.1-2
112 White, Temperana, 14

113 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 176.
114 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 175.
115 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 175.
116 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 43.
117 White, Temperana, 80.
118 White, A Cincia do Bom Viver, 321.
119 White, A Cincia do Bom Viver, 321.

120 Aileen Ludington e Hans Diehl, Vida e Sade (Tatu, So Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1997), 31

121 White, A Cincia do Bom Viver, 305.
122 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 106.
123 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 106.
124 Ellen White, Testemunhos para Igreja, (Tatu, So Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2002), 5.445.
125 White, A Cincia do Bom Viver, 306.
126 White, Temperana, 14.
127 II Cr 20.20 u.p.
128 White, Testemunhos para a Igreja, 5.445.

129 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 236.
130 Lv 3.17
131 Lv 3.16
132 Jr 31.14
133 Dr. Rex Russell, Coma bem, viva melhor, (Tatu, So Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1998), 146.
134 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar,354.
135 www.agenciaalimentar.pt/index
136 Dr. Antonio A. de Miranda, Nutrio e Vigor, (Santo Andr, So Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1953), 150.
137 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 425
138 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar,48
139 Folha de So Paulo, 22/11/1980.
140 Alimentos saudveis & Alimentos perigosos, p 80. 1988,
141 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 421.
142 Revista Veja 17/05/1980.
143 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 48.
144 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 48.
145 White, Temperana, 80.
146 Is 43.10 p.p.
147 Pv 23.1-2.
148 White, A Cincia do Bom Viver, 307.
149 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 101.
150 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 102.
151 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 102.
152 http://drauziovarella.ig.com.br/arquivo/arquivo.asp?doe_id=19
153 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 47.
154 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 48.

155 White, Temperana, 14.
156 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 83.
157 Js 24.15 u.p.
158 Ap 10.7
159 White, Cincia do Bom Viver, 325.
160 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 341.
161 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 341.
162 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 344.
163 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 344.

164 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 345.
165 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 345.
166 Mt 7.20-21

167 Ellen White, Caminho a Cristo, (Santo Andr, So Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1979),70.
168 Mt 11.28-30
169 Ellen White, Conselho a Pais Professores e Estudantes, (Santo Andr, So Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1978), 297.
170 Ellen White, O Lar Adventista, (Santo Andr, So Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1977), 494.
171 Ellen White, Educao, (Santo Andr, So Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1979), 205.

172 I Jo 2.15-17

173 White, A Cincia do Bom Viver, 274
174 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 104.
175 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 105.
176 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 301.
177 Dt 28.13
178 White, Temperana, 14
179 Js 24.24


180 Gn 1.29
181 White, A Cincia do Bom Viver, 295.
182 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 81.
183 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 373.
184 Dr. Owen S. Parret, Revista Adventista (Santo Andr, So Paulo: Casa Publicadora Brasileira, outubro 1962), 17.
185 Ellen White, Patriarcas e Profetas, (Tatu, So Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1994), 93.
186 White, Patriarcas e Profetas, 91.
187 White, Patriarcas e Profetas, 92.
188 x 16.4
189 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 374.
190 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 375.
191 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 375.
192 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 82.
193 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 382.
194 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 383.
195 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 383.
196 Ellen White, Testemunhos Seletos, (Santo Andr, So Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1977), 1.262.
197 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 390.
198 Russel, Coma Bem, Viva Melhor, 81.
199 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 82.
200 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 412.
201 White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 430.

202 II Cr 20.20 u.p.
203 Jo 10.10 u.p.

204 Lio da Escola Sabatina, Janeiro a Maro, 1993, p. 37.
205 Artur L. White, Review and Herald, (6 de Junho de 1968), 2.
206 White, Educao, 209.

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